Na formação dos primeiros arraiais mineradores, a arquitetura era simples e rudimentar. Com o surgimento de Vila Rica, as irmandades religiosas promovem uma reformulação quase total de seus templos, e as edificações civis incorporam inovações arquitetônicas e artísticas.
Na arquitetura religiosa, os principais templos construídos foram as matrizes, seguidas das igrejas das ordens terceiras e irmandades. Inicialmente as irmandades do Santíssimo Sacramento do Pilar e de Antônio Dias encarregavam-se da construção de suas matrizes, e as outras irmandades decoravam sua capela particular (os altares laterais) nesses templos. Posteriormente as irmandades, em constante competição, abandonam as matrizes e constroem seus templos, esmerando-se no estilo e na decoração interna.
Com o tempo, as austeras matrizes cedem lugar às igrejas de fachadas movimentadas e de interior caracteristicamente rococó. Exemplo máximo dessa evolução é a Igreja de São Francisco de Assis, construída e ornamentada por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, com pinturas de Manuel da Costa Ataíde.
Paralelamente, as edificações civis incorporam inovações arquitetônicas adotadas a partir da construção do Palácio dos Governadores, iniciada em 1747 pelo governador Gomes Freire de Andrade. A taipa e o adobe são substituídos pelo quartzito do Itacolomi, que passa a ser utilizado sobretudo nos arrremates arquitetônicos das novas construções.
O Palácio dos Governadores apresenta as vergas de suas portas e janelas em quartzito, abandonando o antigo padrão linear em favor da forma alteada, também chamada canga-de-boi. A partir daí, Gomes Freire promove a construção de chafarizes, pontes e outras benfeitorias, trazendo de Portugal vários profissionais especializados. Surgem nessa época os grandes prédios públicos e os fortes sobrados com cunhais de pedra hoje comuns na cidade.
Fonte: Internet.




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