quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Semana de arte moderna – Parte 4...

Alguns eventos que direta ou indiretamente motivaram a realização da Semana de 1922, mudando as atitudes dos jovens artistas modernistas:

1912. Oswald de Andrade retorna da Europa, impregnado do Futurismo de Marinetti, e afirmando que “estamos atrasados cinqüenta anos em cultura, chafurdados ainda em pleno Parnasianismo”.

1913. Lasar Segall, pintor lituano, realiza “a primeira exposição de pintura não acadêmica em nosso país”, nas palavras de Mário de Andrade.

1914. Primeira exposição de pintura de Anita Malfatti, que retorna da Europa trazendo influências pós-impressionistas.

1917. Mário de Andrade e Oswald de Andrade, os dois grandes líderes da primeira geração de nosso Modernismo, se tornam amigos.

Publicação de Há uma gota de sangue em cada poema; livro de poemas de Mário de Andrade, que utilizou o pseudônimo Mário Sobral para assinar essa obra pacifista, protestando contra a Primeira Guerra Mundial.

Publicação de Moisés e Juca Mulato, poemas regionalistas de Menotti Del Pichia, que conseguem sucesso junto ao público.

Publicação de A cinza das horas, de Manuel Bandeira.

O músico francês Darius Milhaud, que vive no Rio de Janeiro e entusiasma-se com maxixe, samba e os chorinhos de Ernesto Nazareth, se encontra com Villa-Lobos.
O então jovem compositor, já impressionado com a descoberta de Stravinski, entra em contato com a moderna música francesa.

Segunda exposição de Anita Malfatti, exibindo quadros expressionistas, criticados com dureza por Monteiro Lobato, no artigo “Paranóia ou mistificação?”, publicado no jornal O Estado de S. Paulo.
Esse artigo é considerado o “estopim” de nosso modernismo, já que provocou a união dos jovens artistas, levando-os a discutir a necessidade de divulgar coletivamente o movimento.

1919. Publicação de Carnaval, de Manuel Bandeira, já com versos livres.

Banquete no palácio do Trianon, em homenagem ao lançamento de As máscaras, de Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade faz um discurso, afirmando a chegada da revolução modernista em nosso país.

Exposições de quadros de Vicente do Rêgo Monteiro, em Recife e no Rio de Janeiro, explorando a temática indígena.

Mostra de desenhos e caricaturas de Di Cavalcanti, denominada “Fantoches da Meia-noite”, na cidade de São Paulo.

Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Cândido Mota Filho e Mário de Andrade divulgam o Modernismo, em revistas e jornais.

Mário de Andrade escreve a série Os mestres do passado, analisando esteticamente a poesia parnasiana que estava no auge da reputação literária e mostrando a necessidade de superá-la, porque a sua missão já foi cumprida.

Oswald de Andrade publica um artigo sobre os poemas de Mário de Andrade, intitulando-o “O meu poeta futurista”.
A partir de então, apesar da recusa de Mário de Andrade em aceitar a designação, a palavra “futurismo” passa a ser utilizada indiscriminadamente para toda e qualquer manifestação de comportamento modernista, em tom na maioria das vezes pejorativo.
Em contrapartida, os modernistas chamam de “passadistas” os defensores da tradição em geral.

Fonte: Wikipédia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Semana de Arte Moderna - Parte 3...

Vanguardas européias

A nova intelectualidade brasileira dos anos 10-20 viu-se em um momento de necessidade de abandono dos antigos ideais estéticos do século XIX ainda em moda no país.
Havia algumas notícias sobre as experiências estéticas que ocorriam na Europa no momento, mas ainda não se tinha certeza do que estava acontecendo e quais seriam os rumos a se tomar.
O principal foco de descontentamento com a ordem estética estabelecida se dava no campo da literatura (e da poesia, em especial).
Exemplares do Futurismo italiano chegavam ao país e começavam a influenciar alguns escritores, como Oswald de Andrade e Guilherme de Almeida.
A jovem pintora Anita Malfatti voltava da Europa trazendo a experiência das novas vanguardas, e em 1917 realiza a que foi chamada de primeira exposição modernista brasileira, com influências do cubismo, expressionismo e futurismo.
A exposição causa escândalo e é alvo de duras críticas de Monteiro Lobato, o que foi o estopim para que a Semana de Arte Moderna tivesse o sucesso que, com o tempo, ganhou.

Anita Malfatti

Filha do engenheiro italiano Samuel Malfatti e de Betty Krug, americana, mas de família alemã, foi a primeira artista brasileira a aderir ao modernismo, tendo sido uma das expositoras da mostra, realizada no Teatro Municipal de São Paulo, que fazia parte da Semana de Arte Moderna de 1922.
Os acontecimentos a partir da primeira semana se deram de forma tão rapida e surpreendente, que Anita só se atreveria a narra-los 34 anos depois:"A pricípio foram os meus quadros muito bem aceitos, e vendi, nos primeiros dias, oito quadros. Em geral depois da primeira surpresa, acharam minha pintura perfeitamente normal. Qual não foi a minha surpresa quando apareceu o artigo crítico de Monteiro Lobato:
"Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura... Se Anita retrata uma senhora com cabelos geometricamente verdes e amarelos, ela se deixou influenciar pela extravagância de Picasso e companhia - a tal chamada arte moderna..."
Após o artigo de Lobato, publicado em O Estado de S.Paulo, edição da tarde, em 20 de dezembro de 1917, com o título de A propósito de exposição Malfatti, as telas vendidas foram devolvidas, algumas quase foram destruídas a bengaladas; o artigo gerou uma verdadeira catilinária de trechos em jornais, contra Anita. A primeira voz que se levantou em defesa da pintora, foi a de Oswald de Andrade. Num artigo de jornal, ele elogiou o talento de Anita e parabenizou pelo simples fato dela não ter feito cópias. Pouco depois, jovens artistas e escritores, possuidos pelo desejo de mudança que as obras de Anita suscitaram, uniram-se a ela, como: Mário e Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida.


























Fonte: Wikipédia.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A Semana de Arte Moderna - Parte 2...





















A Semana de Arte Moderna ocorreu em uma época cheia de turbulências políticas, sociais, econômicas e culturais.
As novas vanguardas estéticas surgiam e o mundo se espantava com as novas linguagens desprovidas de regras.
Alvo de críticas e em parte ignorada, a Semana não foi bem entendida em sua época.
A Semana de Arte Moderna se encaixa no contexto da República Velha, controlada pelas oligarquias cafeeiras e pela política do café-com-leite.
O capitalismo crescia no Brasil, consolidando a República e a elite paulista, esta totalmente influenciada pelos padrões estéticos europeus mais tradicionalistas.
Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano, orgão do partido governista paulista, em 29 de janeiro de 1922.

Fonte: Wikipédia.

domingo, 27 de dezembro de 2009

A Semana de Arte Moderna...






















A Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, ocorreu em São Paulo no ano de 1922, de 11 a 18 de fevereiro, no Teatro Municipal.
O presidente do Estado de São Paulo, da época, Dr. Washington Luís apoiou o movimento, especialmente atráves de Plínio Salgado e Menotti Del Pichia, membros de seu partido, o Partido Republicano Paulista.
Durante os sete dias de exposição, foram expostos quadros e apresentadas poesias, músicas e palestras sobre a modernidade.
A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo.
O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.
O adjetivo "novo" passou a ser marcado em todas estas manifestações que propunha algo no mínimo curioso e de interesse.
Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Víctor Brecheret, Plínio Salgado, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Guilherme de Almeida, Sérgio Milliet, Heitor Villa-Lobos, Tarsila do Amaral entre outros.

Fonte: Wikipédia.

sábado, 26 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

A Pedra

O distraído nela tropeçou.
O bruto a usou como projétil.
O empreendedor, usando-a, construiu.
O camponês, cansado da lida, dela fez assento.
Para meninos, foi brinquedo.
Drummond a poetizou.
Já, Davi, matou Golias e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura.
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!
Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.
Independente do tamanho das pedras, no decorrer de sua vida, não existirá uma, que você não possa aproveitá-la para seu crescimento espiritual.
Quanto a sua pedra atual, tenho certeza que Deus irá te dar sabedoria, para mais tarde você olhar para ela e ter orgulho da maravilhosa experiência que causou em sua vida, no seu crescimento espiritual.

Autor Desconhecido

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Novamente Belo Horizonte...

1901 – O nome Cidade de Minas escolhido para a nova capital acabou não agradando, nem a políticos, nem à população.
Em 1901, o presidente do Estado, Silviano Brandão, sancionou a lei que designava o nome Belo Horizonte para a capital mineira.

Em resumo Belo Horizonte teve as seguintes denominações:

- 1711 a 1890 - Arraial do Curral d’El Rei

- 1890 a 1897 - Belo Horizonte

- 1897 a 1901 - Cidade de Minas

- de 1901 em diante - Belo Horizonte

A capital não parou mais de crescer.
Em 1902, inaugurou-se o serviço de bonde; em 1908, já era o segundo produtor têxtil de Minas Gerais com quatro fábricas e 407 operários.
O censo de 1912 registrou 40.365 habitantes, dos quais 11% eram estrangeiros, em sua maioria italiana.
Em 1935, a especulação imobiliária já começa a preocupar a administração municipal, que elabora um decreto para tentar controlá-la.
A administração Juscelino Kubitschek, na década 40, trouxe profundas transformações. Pavimentações, urbanização de novos bairros, criação do museu histórico e a obra máxima – o conjunto arquitetônico da Pampulha, composto pela Igreja de São Francisco de Assis, o Iate Tênis Clube, a Casa do Baile e o Cassino, hoje, Museu de Arte da Pampulha, sem dúvida, o grande atrativo turístico de Belo Horizonte.
A década de 50 se inicia com a capital abrigando 352.000 habitantes.
A cidade ganhou o serviço de ônibus elétricos e sua vida cultural se desenvolve com o surgimento de novas revistas e jornais, formação de corais, salões de arte.
Nos anos 60, Belo Horizonte mostra que deixara definitivamente de ser uma cidade administrativa para se tornar uma cidade industrial e um grande centro comercial. Essa foi base que consolidou Belo Horizonte como a 3ª metrópole do país.

Fonte: Internet.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A Cidade de Minas - A primeira cidade planejada do Brasil...

12 de dezembro de 1897 - O grande dia!
Com todos os festejos, a Cidade de Minas que custou aos cofres do governo 36 mil contos de réis foi inaugurada.
“O dia 12 começou com uma salva de 21 explosões de dinamite, já que não existiam canhões em Belo Horizonte.
Duas bandas de música fizeram a alvorada, tocando em todas as ruas da cidade.
Às 11 horas, partiu um trem especial, levando chefes da comissão construtora e de festejos ao encontro do governador do estado, que tinha partido de Barbacena pela madrugada.
O governador aqui chegaria às duas horas da tarde, sendo recebido por oito mil pessoas, na praça da Estação.
O cortejo seguiu em direção à Praça da Liberdade, passando pela avenida Amazonas, rua Espírito Santo, avenida Afonso Pena, rua da Bahia, rua Guajajaras e avenida da Liberdade.
Enquanto pétalas de rosas caíam sobre o povo, o governador Bias Fortes assinava o decreto número 1.085, que foi referendado por todos os secretários e lido ao povo pelo oficial de gabinete, dr. Estevão Lobo.
Novamente, ouviu-se uma salva de dinamites e três bandas de música tocaram o Hino Nacional.
Mais tarde, foi cantado em público o solene “Te Deum”.
Terminavam as solenidades oficiais, mas pela noite afora continuariam as festas populares, com os jornais “A Capital” e “Bello Horizonte” lançando edições especiais...
No dia 13, foi extinta a comissão construtora e, a 29 de dezembro, nomeado o primeiro prefeito, Adalberto Ferraz Luiz.”
Quanto custa uma nova capital?
A construção de Belo Horizonte custou ao tesouro do Estado 36 mil contos de réis!

Fonte: Internet.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A CONSTRUÇÃO DA NOVA CAPITAL ...

12 de dezembro de 1893 – Foi aprovado o plano elaborado pelo engenheiro Aarão Reis para a nova capital.

14 de fevereiro de 1894 - Através do Decreto nº 680, é criada a Comissão Construtora da Nova Capital, chefiada pelo engenheiro Aarão Reis.

5 de março de 1894 – Iniciaram-se as obras. Em pouco tempo, todo o arraial de Belo Horizonte deixou de existir. Suas casas e capelas foram demolidas. Construíu-se uma cidade como se nada tivesse existido ali. Ruas, avenidas e praças surgiam de acordo com os projetos. 430 propriedades foram desapropriadas a um custo de 841.666$360 mil réis. Os moradores tiveram que se retirar para as vizinhanças. O censo realizado em 1890 revelava que o arraial dispunha de 172 casas, 16 estabelecimentos comerciais, 31 fazendas, 40 fábricas de farinha e 16 engenhos de cana.

“Enfim, quanto havia de mais notável no arraial em vias de cidade estava na Rua General Deodoro. E durante o dia, enquanto as dinamites estouravam pedreiras nas pedreiras; enquanto os comboios do Ramal, apitando a cada momento, transportavam os materiais para as construções; enquanto se ouvia a cantilena dolente dos operários na faina de seus trabalhos na rua General Deodoro era aquele contínuo desfilar de homens calçados de botas, todos com o pensamento voltado para o dia 17 de dezembro de 1897, último prazo constitucional estabelecido para a mudança da Capital.” (Abílio Barreto)

As construções foram avançando e, em dezembro de 1897, as vias públicas, cinco edifícios públicos, serviços de água, esgoto, iluminação, ramal férreo, estação ferroviária estavam prontos. A Cidade de Minas - assim se chamava a nova capital - deixava assombrados os antigos moradores do velho arraial do Curral d’El Rei e os futuros moradores, funcionários públicos que vieram transferidos de Ouro Preto.Todo o planejamento era algo extremamente inovador, já que rompia completamente com o “urbanismo colonial”.
Quase todos os proprietários foram indenizados em espécie, outros preferiram fazer a troca por lotes dentro da área planejada. A quantia recebida pela indenização, em grande parte dos casos, não foi suficiente para a compra de lote na nova cidade. Ver o arraial desaparecer aos poucos, e com ele a história de gerações, a perda da identidade, foi para muitos um duro golpe que acabou levando-os à opção de se mudarem para outras localidades. Para outros, a tristeza. O projeto de Aarão Reis, ordenado dentro dos melhores conceitos de urbanismo da época, não se preocupou com espaços para a classe operária. Circundada pela Avenida do Contorno, a área planejada na questão de residências só tinha espaço para os profissionais liberais, comerciantes e funcionários públicos. Assim, às margens da Contorno, foram surgindo bairros populares fora do planejamento oficial. “O projeto de Aarão Reis é minucioso, sofisticado, segregacionista e elitista. O plano da cidade determina o espaço a ser ocupado tanto pelas atividades (habitat, trabalho, lazer e administração pública, por exemplo) quanto pelas classes sociais, preservando e isolando as de maior poder aquisitivo.” (BH Verso e Reverso).

O Padre Francisco Martins Dias deixou suas impressões do que via acontecer com seu velho arraial:

“Belo Horizonte é hoje um contraste de velharias e novidades: ao pé de uma cafua de barro, coberta de capim ou zinco, eleva-se um edifício velho do Curral d’el Rei, surge um primoroso palacete da Nova Capital; junto de uma estreita e pobre rua, formada de casas e choupanas de todos os tons e categorias, que atestam a modéstia ou pobreza dos antigos habitantes do Curral, estira-se, desafrontada, larga e extensa rua da nova cidade. Mas essas cafuas, essas velhas casas e essas ruas irregulares do Curral vão desaparecendo, pouco a pouco, ao passo que, como que por encanto, surgem outras novas.” (1897).

Fonte: Internet.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Minas Gerais - A TRANSFERÊNCIA DA CAPITAL...

Planta do núcleo urbano existente no local onde se implantou a cidade de Belo Horizonte.











7 de abril de 1891 – O Dr. Augusto de Lima, governador provisório de Minas Gerais, enviou uma mensagem ao Congresso Constituinte Mineiro pedindo a mudança da capital e indicava o arraial de Belo Horizonte como o lugar ideal para construí-la.

“... Nenhum, porém, preocupa mais o espírito público de que sois legítimos órgãos, nenhum mais se impôs à meditação do Governo, desde a administração dos meus últimos antecessores, até hoje, do que aquele que tem por objetivo dotar o Estado de uma nova Capital, que seja um centro de atividade intelectual, industrial e financeira, e ponto de apoio para a integridade de Minas Gerais, seu desenvolvimento e prosperidade, pois que de tais condições carece, infelizmente, a atual Capital, tão prestigiada, entretanto, pelas recordações que formam o mais caro patrimônio histórico do povo mineiro. O Governo, no intuito de concorrer para a solução desta magna questão, depois de estudá-la em todas as suas faces, nomeadamente quanto à localização mais apropriada à edificação da nova cidade e de habilitar-se com os esclarecimentos e informações exigíveis, chegou à conclusão de que nenhum outro lugar reúne maior soma de condições para o fim de vista do que o planalto denominado Belo Horizonte, no Vale do Rio das Velhas, no município de Sabará, onde possui o Estado considerável extensão de terrenos...”

Assim, com a atividade mineradora completamente esgotada há mais de um século e a economia mineira centrada da cafeicultura e na criação de gado, o Estado sentia a necessidade de uma nova capital.

- Uma capital que assegurasse a unidade territorial que estava ameaçada pelas oligarquias do sul e da zona da mata.
- A jovem república brasileira tinha como filosofia a modernização do país, como diz o lema da bandeira nacional – ordem e progresso. O desejo dos republicanos mineiros era de mostrar a todo Brasil uma cidade que simbolizasse o espírito da modernidade.
- Ouro Preto representava uma velha ordem, um passado colonial e imperial, mas, também era local que deveria ser preservado, ali estavam as sementes da liberdade, o berço da Inconfidência Mineira. Em 1892, um grande monumento em homenagem a Tiradentes começava a ser erguido na Praça da Independência, em Ouro Preto, que passava, então, a se chamar Praça Tiradentes.

14 de julho de 1892 - Afonso Pena era empossado como o primeiro presidente eleito do Estado. Dando continuidade aos trabalhos de seu antecessor, designou, em 9 de dezembro do mesmo ano, o Engenheiro paraense Aarão Reis para chefiar a comissão que fez o levantamento das localidades indicadas – Barbacena, Juiz de Fora, Paraúna, Várzea do Marçal e Belo Horizonte.

1893 - O engenheiro Aarão Reis apresentou seu parecer final. “Entre a Várzea do Marçal e o Belo Horizonte é difícil a escolha, em ambas, a nova cidade poderá desenvolver-se em ótimas condições topográficas, em ambas, é facílimo o abastecimento d’água e a instalação de esgotos, ambas oferecem excelentes condições para as edificações e a construção em geral, e se, na atualidade, a Várzea do Marçal representa melhor o Centro de Gravidade do Estado e acha-se já ligada por meios mais rápidos e fáceis de comunicação com todas as zonas, - daqui a algumas dezenas de anos Belo Horizonte melhor o representará, de certo, e mais diretamente ligada ficará a todos os pontos do vasto território mineiro.” (Comissão Construtora).

17 de dezembro de 1893 – no governo do Presidente de Estado de Crispim Jacques Bias Fortes é promulgada a lei nº 3 adicional à constituição do Estado de Minas Gerais, que aprovou o plano elaborado por Aarão Reis para a nova capital na localidade de Belo Horizonte.

Fonte: Internet.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O ARRAIAL DO CURRAL D’EL REI...










Ao iniciar o século XVIII, a questão do abastecimento dos gêneros alimentícios na região das minas é extremamente grave.
O ano de 1701 é conhecido na história de Minas Gerais como o ano da fome.
O bandeirante João Leite da Silva Ortiz, contrariando os anseios de todos os companheiros, não se deixou seduzir pelo ouro, pois, quando chegou à região onde hoje está Belo Horizonte, resolveu dar início, ali, à atividade agrícola, visando o abastecimento dos arraiais que começavam a se estabelecer.
Uma carta de Sesmaria assinada pelo governador Antônio de Albuquerque Coelho e Carvalho, em janeiro de 1711, contemplou João Leite com uma imensa extensão de terras, que hoje totalizaria quase toda a área de Belo Horizonte.
Esta localidade ficou conhecida com o nome de Fazenda do Cercado.
Quando João Leite decidiu partir para Goiás em 1721, a Fazenda do Cercado foi vendida para Antônio Teixeira Pinto.
A partir daí, foram surgindo pequenas propriedades rurais atraídas pela prosperidade da Fazenda do Cercado.
O lugar passa, então, a ser conhecido com o nome de Curral d’El Rei.
No ano de 1750, o local foi elevado à freguesia.
Existem duas versões para o nome Curral d’El Rei.
A primeira diz que havia no local um curral onde o gado era reunido para ser contado e preparado para ser distribuído pela região das minas.
Após ter sido feita a contagem, fazia-se o pagamento de impostos à Coroa Portuguesa. Pela segunda versão, existiu, aqui, um curral de aluguel pertencente a um dos parentes de Tomé Portes d’El Rei.
Após ter passado pelo Registro de Contagem, onde se pagavam os impostos, o gado pernoitava nesse curral.
Durante dois séculos, XVIII e XIX, a vida transcorreu pacata e tranqüila no Curral d’El Rei.
Após a Proclamação da República, o “Club Republicano” do Curral d’El decide mudar o nome do Arraial que se tornara naquele momento impróprio frente à nova ordem política.
Terra Nova, Santa Cruz, Nova Floresta, Cruzeiro do Sul, Belo Horizonte e Novo Horizonte foram os nomes sugeridos.
O nome votado foi o de Novo Horizonte, que havia sido proposto pelo Juiz de Paz e presidente do “Club Republicano”, José Carlos Vaz de Melo.
Ele foi à Ouro Preto para fazer o pedido ao Governador João Pinheiro, que, em um primeiro momento, relutou na troca do nome alegando dificuldades administrativas. Devido à insistência do Coronel Vaz de Melo, João Pinheiro concordou em mudar o nome, mas achou inexpressivo o nome proposto.
Quando foram apresentados os outros nomes da lista, o governador escolheu o nome Belo Horizonte.
No dia 12 de abril de 1890, foi assinado o decreto nº 36.

“O doutor governador do Estado de Minas Gerais resolve determinar que a freguesia do Curral D’el Rei, município de Sabará, passe a denominar-se d’ora em diante Belo Horizonte, conforme foi requerido pelos habitantes da mesma freguesia.
Neste sentido expeçam-se as necessárias comunicações.
Palácio, Ouro Preto, 12 de abril de 1890.
João Pinheiro da Silva.”

Fonte: Internet.

domingo, 20 de dezembro de 2009

História das Artes Plásticas - Parte 4...

Les Demoiselles d'Avignon de Pablo Picasso


















Cubismo (De 1908 a 1915)

Este estilo rompeu com os elementos artísticos tradicionais ao apresentar diversos pontos de vista em uma mesma obra de arte. As formas geométricas são utilizadas muitas vezes para representar figuras humanas. Recortes de jornais, revistas e fotos são recursos utilizados neste período. São obras representativas desta época: Les Demoiselles d'Avignon, de Pablo Picasso, e Casas em L'Estaque, de Georges Braque.

Dadaísmo (Décadas de 1910 a 1920)

Revolucionário, anárquico e anticapitalista, o dadaísmo, prega o absurdo, o sarcasmo, a sátira crítica e o uso de diversas linguagens, como pintura, poesia, escultura, fotografia e teatro. Destacam-se os artísticas: Hugo Ball, Hans Arp, Francis Picabia, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt Schwitters, George Grosz e Man Ray.

Arte Surrealista (Década de 1920)

Os artistas exploram o inconsciente e as imagens que não são controladas pela razão. O surrealismo usa associações irreais, bizarras e provocativas. O rompimento com as noções tradicionais da perspectiva e da proporcionalidade resulta em imagens estranhas e fora da realidade.
Obras: Auto-Retrato com Sete Dedos, de Marc Chagall; O Carnaval do Arlequim, de Joan Miró; A Persistência da Memória, de Salvador Dalí; A Traição das Imagens, de René Magritte; e Uma Semana de Bondade, de Max Ernst, são algumas das obras mais representativas.

Pop Art (Década de 1950)

As histórias em quadrinhos e a mídia visual e impressa são os elementos de referência da pop art. Humor e crítica ao consumismo são constantes nas obras de pop art. Artistas mais conhecidos: Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wesselman, Jim Dine, David Hockney e Claes Oldenburg.

Arte Conceitual (Década de 1960)

Textos, imagens e objetos são as referências artísticas deste tipo de arte. A obra deve ser valorizada por si só. Um dos meios preferidos dos artistas conceituais é a instalação, ou seja, um espaço de interação entre a obra e o espectador. Até mesmo a televisão e o vídeo são usados nas instalações. Destacam-se os seguintes artistas: Joseph Beuys, Joseph Kosuth, Daniel Buren, Sol Le-Witt (principal representante do Minimalismo) e Marcel Broodthaers, Nam June Paik, Vito Acconci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary Hill, Bruce Yonemoto e William Wegman.

Fonte: Internet.

sábado, 19 de dezembro de 2009

História das Artes Plásticas - Parte 3...

A Carroça de Feno, de John Constable















Romantismo nas artes plásticas (De 1790 a 1850)

Subjetividade e introspecção, sentimentos e sensações são características deste período. A literatura romântica, os elementos da natureza e o passado são retratados de forma intensa no romantismo.São representantes desta época o artista Francisco Goya y Lucientes. Algumas de suas principais pinturas são: A Família de Carlos IV, O Colosso e Os Fuzilamentos do Três de Maio de 1808. Outras obras românticas : A Balsa da Medusa, de Théodore Géricault; A Carroça de Feno, de John Constable; A Morte de Sardanapalo, de Eugène Delacroix; e O Combatente Téméraire, de Joseph William Turner.

Realismo (De 1848 a 1875)

O realismo destaca a realidade física através da objetividade científica e crua. Estas obras são inspiradas pela vida cotidiana e pela paisagem natural. Aparecem fortes críticas sociais e elementos do erotismo, provocando criticas dos setores conservadores da sociedade européia do século XIX. Principais pinturas: Enterro em Ornans, de Gustave Courbet; Vagão de Terceira Classe, de Honoré Daumier; e Almoço na Relva, de Édouard Manet.

Impressionismo (De 1880 a 1900)

Através da luz e da cor os artistas do impressionismo buscam atingir a realidade. As obras são feitas ao ar livre para aproveitar a luz natural. Obras mais conhecidas: Impressão, Nascer do Sol, de Claude Monet, A Aula de Dança, de Edgar Degas; e O Almoço dos Remadores, de Auguste Renoir.
Pós-impressionismo
É o período marcado pelas experimentações individuais. Os artistas buscam a realidade e imitam a natureza, utilizando recursos de luz e cor. O cromatismo é muito utilizado.As cores mais intensas são exploradas por Vincent Van Gogh com pinceladas fortes e explosivas, como em Noite Estrelada. Henri de Toulouse-Lautrec usa a técnica da litogravura.

Expressionismo

Artistas plásticos de diferentes períodos são considerados precursores do expressionismo, entre eles Goya, Van Gogh, Gauguin e James Ensor. O expressionismo pode ser considerado como uma postura assumida em diversas formas de manifestação artística durante o século XX. Vários artistas desta trabalham nessa linha, sem ligar-se a movimentos ou a grupos. Podemos citar alguns: Edvard Munch, Emil Nolde, Amedeo Modigliani, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon.

Fonte: Internet.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

História das Artes Plásticas - Parte 2...





















Arte Renascentista: O Renascimento Cultural (séculos XV e XVI)

Os elementos artísticos da Antiguidade clássica voltam a servir de referência cultural e artística. O humanismo coloca o homem como centro do universo (antropocentrismo). São características desta época : uso da técnica de perspectiva, uso de conhecimentos científicos e matemáticos para reproduzir a natureza com fidelidade. Na pintura, novas técnicas passam a ser utilizadas : uso da tinta a óleo, por exemplo, buscava aumentar a ilusão de realidade.
A escultura renascentista é marcada pela expressividade e pelo naturalismo. A xilogravura passa a ser muito utilizada nesta época. Entre as pinturas destacam-se: O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck; A Alegoria da Primavera, de Sandro Boticcelli; A Virgem dos Rochedos, Monalisa e A Última Ceia de Leonardo da Vinci; A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio; o teto da Capela Sistina e a escultura Davi de Michelangelo Buonarotti.

Maneirismo (século XVI)

Ao romper com as referências clássicas de idealização da beleza, o maneirismo diferencia-se por suas imagens distorcidas e alongadas. A natureza é representada de forma distorcida e realista, sendo que as figuras bizarras aparecem com freqüência. Obras mais importantes do maneirismo: O Juízo Final, de Michelangelo; A Crucificação, de Tintoretto; e O Enterro do Conde de Orgaz, de El Greco.

Barroco: arte barroca (1600 a 1750)

A arte barroca destaca a cor e não o formato do desenho. As técnicas utilizadas dão um sentido de movimento ao desenho. Os efeitos de luz e sombra são utilizados constantemente como um recurso para dar vida e realidade à obra. Os temas que mais aparecem são: a paisagem, a natureza-morta e cenas da vida cotidiana.
Obras barrocas mais conhecidas: A Ceia em Emaús, de Caravaggio; A Descida da Cruz, de Peter Paul Rubens; A Ronda Noturna, de Rembrandt; O Êxtase de Santa Teresa, de Gian Lorenzo Bernini; As Meninas, de Diego Velásquez; e Vista de Delft, de Jan Vermeer.

Rococó (1730 a 1800)

O estilo rococó é marcado por pinturas com tons claros, com linhas curvas e arabescos. O estilo é bem decorativo e a sensualidade aparece em destaque. Os afrescos ganham importância e são utilizados na decoração de ambientes interiores.
Artistas mais importantes do rococó: Jean-Antoine Watteau, Giovanni Battista Tiepolo, François Boucher e Jean-Honoré Fragonard.

Neoclassicismo (1750 a 1820)

Novamente os elementos e valores da arte clássica ( grega e romana ) são resgatadas.. Há uma incidência maior do desenho e da linha sobre a cor. O heroísmo e o civismo são temas muito explorados neste período.
Principais obras: Perseu com a Cabeça da Medusa, de Antonio Canova; O Parnaso, de Anton Raphael Mengs; O Juramento dos Horácios e A Morte de Sócrates, de Jacques-Louis David; e A Banhista de Valpinçon, de Jean-Auguste-Dominique Ingres.

Fonte: Internet.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios.
Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos."

Charles Chaplin

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

História das Artes Plásticas - Parte 1...

Pintura Rupestre: origem das artes plásticas






Arte na Pré-História
As primeiras obras de arte datam do período Paleolítico. Entre as obras mais antigas já encontradas estão pequenas estátuas humanas como, por exemplo, a Vênus de Willendorf (aproximadamente 25000 a.C.). Os mais conhecidos conjuntos de pinturas em cavernas ( arte rupestre ) estão em Altamira, na Espanha e datam de 30000 a.C. a 12000 a.C.; e em Lascaux, na França de 15000 a.C. a 10000 a.C. , onde se encontram pinturas rupestres de animais pré-históricos como: cavalos, bisões, rinocerontes. Estas pinturas indicam rituais pré-históricos ligados à caça. As imagens demonstram um naturalismo e evoluem da monocromia à policromia entre os anos de 15000 a.C. a 9000 a.C.

Arte Mesopotâmica
Na região entre os rios Tigre e Eufrates desenvolveu-se a civilização mesopotâmica. Nesta região, sumérios, babilônios, assírios, caldeus e outros povos desenvolveram uma arte que demonstra a religiosidade e o poder dos governantes. São touros alados, estatuetas de olhos circulares, relevos em paredes representando guerras e conquistas militares e animais e pictogramas representando fatos da realidade daqueles povos.

Arte do Egito
No Antigo Egito as obras de arte possuíam um possui forte caráter religioso e funerário.Essas características podem ser explicadas em função da crença que os egípcios tinha na vida após a morte. Há representações artísticas de deuses, faraós e animais explicadas por textos em escrita hieroglífica. As pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides ou em papiros. Representavam o cotidiano da nobreza ou tratava de assuntos do cotidiano. Uma das características principais da arte egípcia é o desenho chapado, de perfil e sem perspectiva artística.

Arte na Grécia Antiga
A cultura e a arte minóica desenvolveu-se na ilha grega de Creta. Nas pinturas dos murais as cores diversificadas mostram-se fortes e vivas. Desenhos de touros, imagens abstratas, símbolos marinhos e animais ilustram a cerâmica.
O período clássico da arte grega é a época de maior expressão da arte grega. A natureza é retratada com equilíbrio e as formas aproximam-se da realidade. A perspectiva aparece de forma intensa nas pinturas gregas deste período. Nas esculturas de bronze e mármore, destacam-se a harmonia e a realidade. Os principais escultores são Mirón, Policleto, Fídias, Praxíteles. A arquitetura e a ornamentação de templos religiosos, como o Partenon, a acrópole de Atenas e o templo de Zeus na cidade de Olímpia mostram força e características expressivas.

No período helenístico, ocorre a fusão entre as artes grega e oriental. A arte grega assume aspectos da realidade, fruto do domínio persa. Nas esculturas verifica-se dramaticidade e as formas decorativas em excesso. Entre as obras mais representativas deste período estão: Vitória da Samotrácia , Vênus de Milo e o templo de Zeus, em na cidade de Pérgamo.

Arte Romana do Ocidente e do Oriente (Arte Bizantina)
Com forte influência dos etruscos, a arte romana antiga seguiu os modelos e elementos artísticos e culturais dos gregos e chega a "copiar" estátuas clássicas. É a época da construção de monumentos públicos em homenagem aos imperadores romanos. A pintura mural recorre ao efeito tridimensional. Os afrescos da cidade de Pompéia (soterrada pelo vulcão Vesúvio em I a.C.) são representativos deste período.
No Império Romano do Oriente ( Império Bizantino ) com capital em Constantinopla (antiga Bizâncio), aparece a arte bizantina, sob forte influência da Grécia . Podemos destacar as pinturas murais, os manuscritos, os ícones religiosos e os mosaicos de cores fortes e brilhantes, carregados de profundo caráter religioso.

Fonte: Internet.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Atelier do meu amigo Tonico dos telhados ...

O Atelier do Tonico dos telhados fica na Rua Bernardo Vasconcelos 147 – Antonio Dias-Ouro Preto.

Tel 031 9657 2584





sábado, 12 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

"Que as Forças da Luz iluminem a humanidade.
Que o Espírito da Luz se difunda pelo mundo.
Que o Espírito da Colaboração una todos os homens de boa vontade, onde quer que eles se encontrem.
Que o esquecimento das ofensas por parte de todos os homens seja a tônica desta época.
Que o Poder acompanhe os esforços dos Grandes Seres.
Que assim seja e que cumpramos a nossa parte."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Festa de fim de ano da casa do Richard...




















Música composta para a festa e gravada pelo meu cunhado Cláudio Faria...


Anjo de Amor
(Flávia Paulinelli/Cláudio Faria)

Que a Luz do Anjo
Nessa casa
Abra suas asas
Em vibraçao de Amor e luz
Te envolva num abraço carinhoso
Enchendo de ternura sua alma
Abrindo o seu coração
E ao seu redor e dentro de você
Surja a paz
Que te fará sonhar

Que esse sonho
Mostre um caminho
De beleza e de alegria
Abençoando sua vida
Que a Harmonia desse Anjo de amor
Invada o seu coração
Invada sua vida

Transformando tudo em luz
Ao seu redor e dentro de você


Minha mulher L vai escrever sobre a festa no seu blog http://www.luciajardimdasletras.blogspot.com/

Foi emocionante comemorar mais um ano de atividades com os amigos e colaboradores.
O "amor em movimento" segue em frente...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Os Profetas de Aleijadinho...

Terminada a execução das imagens dos Passos da Paixão, Aleijadinho e seu "atelier" iniciam as obras no adro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. O magnífico conjunto estatuário foi totalmente executado em menos de cinco anos. Mesmo muito debilitado pela doença que o consumia e utilizando largamente o trabalho do seu "atelier", Aleijadinho deixou em Congonhas, nas imagens dos Profetas, a marca do seu gênio. Esta marca se percebe antes mesmo de uma análise mais detalhada dos 12 profetas. Ela é visível na magnífica integração das estátuas ao suporte arquitetônico constituído pelo adro, com suas escadarias em terraços e imponentes muros de arrimo. Os blocos verticais de pedra parecem brotar espontaneamente dos parapeitos que arrematam a parte superior dos muros, contrapondo a linha horizontal dominante, modulações rítmicas de poderosa força expressiva.
As atitudes e os gestos individuais de cada uma das estátuas são simetricamente ordenados com relação ao eixo da composição. As correspondências não se fazem de forma geométrica, mas por oposições e compensações de acordo com a lei rítmica do barroco. Um gesto de aparência aleatória, quando visto isoladamente como ampla flexão do braço direito do profeta Ezequiel, adquire extraordinária força expressiva quando relacionado com seu prolongamento natural, constituído pelo braço esquerdo de Habacuc.

Isaías, Jeremias, Baruc, Ezequiel, Daniel e Oséias.



















Joel, Abdias, Amós, Jonas, Habacuc e Naum.

















Fonte: Internet.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que
as pessoas escalassem o Everest ou fizessem
grandes sacrifícios.
Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros."

Chico Xavier

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Os Passos da Paixão - Congonhas, Minas Gerais...

Em 1790 as obras arquitetônicas do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e do adro estavam concluídas.
Em 1796 são contratadas as obras dos Passos da Paixão e a execução dos Profetas, obras essas que constituem o mais esplêndido conjunto da arte barroca mundial.
Apesar do adro estar concluído, é pelos Passos da Paixão que Aleijadinho inicia seu trabalho, o qual se estende de agosto de 1796 a dezembro de 1799.
Nesse período são talhadas as 66 figuras em madeira, que seriam posteriormente dispostas em seis capelas: Ceia, Horto, Prisão, Flagelação/Coroação de Espinhos. Cruz-às-Costas e Crucificação...



Os trabalhos de policromia se iniciaram em 1808, sendo executados por Francisco Manuel Carneiro e Manoel da Costa Athayde.

Assinatura

A reprodução abaixo é um recibo com a assinatura de Aleijadinho, ao terminar os trabalhos de esculturas dos Passos da Paixão, no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, Minas Gerais.
















"Recebi do Irmão Vicente cento e setenta e sete oytavas e três coartos de ouro procedidos dos jornais de mim e dos meus officiais que trabalhamos na obra escoltura dos Paços da Payxão do Senhor de Matozinhos desde o primeiro de Agosto até o último de Dezembro deste presente ano e para clareza faço este de minha letra e sinal.

Matozinhos das Congonhas do Campo de 1796.

Antônio Francisco de Lisboa."


Fonte: Internet.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Museu do Aleijadinho...










O Museu do Aleijadinho foi criado em Ouro Preto, em 1968, para reunir, conservar, preservar e difundir objetos de arte sacra e documentos gráficos de valor histórico, além de realizar pesquisas e estimular atividades no campo da história da arte. A denominação do museu é uma homenagem ao maior artista ouro-pretano de arte barroca Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, patrono da arte no Brasil. Ele foi o construtor, dentre tantos monumentos, da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde se abriga o museu. Aleijadinho viveu em Minas Gerais, de 1730 (data provável) a 18 de novembro de 1814.
























O Acervo

A maior parte do acervo encontra-se em exposição permanente em três ambientes: sala da Sacristia, sala da Cripta e ainda na Igreja de São Francisco de Assis, também incorporada ao museu. Já a Consistório é o espaço destinado às várias exposições temporárias realizadas a cada ano. Na sala da Sacristia estão reunidos exemplares de imagens do século XVIII do barroco mineiro, sendo a maioria da primeira metade daquele século. A sala da Cripta é o antigo porão da igreja, restaurado, após escavações, para abrigar obras de Aleijadinho, prataria e outras peças de valor. A sacristia da Igreja de São Francisco possui como atrativo o chafariz esculpido por Aleijadinho entre 1777 e 1779. Os quadros expostos são de Francisco Xavier Gonçalves e as pinturas do teto de Manuel Pereira de Carvalho.


















A Igreja

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 1727, sob a direção de Manuel Francisco Lisboa, mestre do Ofício de Carpinteiro e pai de Aleijadinho. É um dos mais importantes templos de Ouro Preto pela sua arquitetura e ornamentação. Possui oito altares laterais talhados em rica e minuciosa arte rococó, exprimindo direta influência portuguesa. Em frente ao primeiro altar está sepultado Antônio Francisco Lisboa. No trono do altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora, modelada em tamanho natural e talhada por Conceição de Murilo, em 1893. As colunas salomônicas desse altar foram executadas por Mestre Felipe Vieira, entre 1760 e 1765. Merecem destaque dois púlpitos esculpidos por Aleijadinho em pedra sabão, datados de 1771, onde o artista incrustou as figuras de quatro evangelistas e, ao centro, a figura de Jesus Cristo pregando no Mar de Tiberíades, sobre uma barca. Manuel da Costa Athayde foi o pintor responsável pela decoração da igreja. No teto, ele representou a Assunção de Nossa Senhora, o rei Davi aos pés da santa, cantando ao som de harpa e uma revoada de anjos.

Localização: Praça de Antônio Dias – Bairro de Antônio Dias – Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil.

Horários de visitação do Museu Aleijadinho:

Santuário de Nossa senhora da Conceição
De terça a sábado, de 08:30 às 17h
Domingo de 12h às 17h

Igreja de São Francisco de Assis
De terça a domingo, de 8h às 17h

Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões
EM RESTAURAÇÃO

Fonte: Internet.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Pai-Nosso Esotérico...





















Esta sagrada e belíssima oração gnóstica, relatada no Evangelho de Mateus, no capítulo 6, vers. 9 a 13, é muito conhecida e dispensa maiores apresentações.
No relato, Jesus a trouxe à multidão que acompanhara sua pregação no Monte das Oliveiras.
Esta oração sagrada, ensinada por Nosso Senhor Jesus o Cristo, o Logos é poderosa porque beneficia a alma e o corpo de todos aqueles que o praticam.
O Pai-Nosso é dividido em 7 petições, as quais conectam nossa pessoa humana a nosso Real e Verdadeiro Ser.
Sabemos que temos 7 corpos e também 7 chacras principais.
Cada uma das petições, bem trabalhada e com pai nosso profunda devoção, unindo Concentração e Imaginação Positiva, equilibra, cura e "alinha" cada um desses chacras e corpos.

As 7 petições do Pai-Nosso dividem-se em 3 partes:
Invocação, Súplica e Entrega e, finalmente, agradecimento.

O interessante é que podemos fazer analogias entre o Pai-Nosso cristão e a oração da Abertura, do Alcorão islâmico.
Esta oração islâmica (Surat al Fátiha, ou Surata da Abertura), compõe-se de 7 partes e é uma invocação das graças do Todo-Poderoso, e também uma total entrega de nossos destinos a Ele.
Outra analogia é que essas duas orações, na sua língua original, começam com a letra "B", a qual corresponde cabalisticamente ao número 2.
Ou seja, para o Cabalista, só se pode atrair a atenção de Deus para que Ele opere milagres dentro de nós quando compreendemos o Mistério do Arcano 2, a Sacerdotisa, o Cristo Cósmico.
Tanto uma oração quanto a outra nos conectam com o Cristo Íntimo.
Em seguida, entregaremos uma análise esotérica sobre as 7 petições do Pai-Nosso, recordando que sempre devemos orar com a Consciência e com o coração.
Assim, devotadamente, nos conectaremos mais e mais com nossa Divina Presença, o "Eu Sou Cristo", o nosso Cristo Interior, aquela Centelha Divina que é um fragmento glorioso do Exército da Voz, do Cristo Cósmico e Infinito.

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
Introdução à Oração Sagrada.
O Pai aqui é nosso Ser Interno, que é, que existe, em nossos Mundos Superiores de Consciência.
Esse Céus são nossos estados de supra-consciência.
É a primeira parte da Invocação, onde se Conjura o nome sagrado de Deus.

1. SANTIFICADO SEJA VOSSO NOME
O nome de Deus aqui está sendo usado de forma pura e devota. Devemos aqui aprofundar nossa entrega a Ele. Nesse momento a Graça de Deus começa a descer sobre nós, depois de invocado o Nome do Pai. Essa Graça, essa Energia Cósmica, começa a iluminar nosso corpo espiritual, Atman, e nosso chacra coronário. A cor é violeta.

2. VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Aqui devemos pedir que toda a sua Presença e Poderes trabalhem sobre nós, para que sejamos Transformados. Corresponde ao corpo da Consciência (nosso verdadeiro Lar é nossa Consciência), ou corpo búdico, e o chacra é o frontal. As cores são o azul e o rosa.

3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
Imploramos que a Vontade dEle se faça, e que conheçamos essa Vontade para que a obedeçamos conscientemente. O Conhecimento (Gnose) nos ajuda a Ter a verdadeira Fé, ou Fé Consciente. Corresponde ao corpo Causal, Manas ou, ainda, corpo da Vontade.

4. ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS
Devemos implorar ao Pai que harmonizemos nossa vida material com a espiritual, "viver no mundo mas não pertencer a ele", como diziam os Cátaros. Os céus são representados por um triângulo que desce e a terra por um triângulo que sobe. Essa harmonia forma a Estrela de Seis Pontas, a qual representa o chacra cardíaco. Corresponde também ao corpo mental. A mente é o intermediário que une o físico ao espiritual. Ou a mente está a favor do espírito ou a favor da matéria.

5. O PÃO NOSSO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE
Esse Pão é a energia curativa da Divindade que abastece nossa bateria principal, que se localiza no chacra solar (onde se acumulam nossos átomos solares, ou Prana). Corresponde ao corpo astral.

6. PERDOAI NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Com essa Graça poderemos Ter energia suficiente para nossos karmas serem perdoados pelos Senhores da Justiça Divina. As ofensas verdadeiras correspondem, no mundo das energias, a nosso chacra prostático/uterino, pois a Fornicação, sendo uma ofensa ao Espírito Santo, deve ser paga de qualquer jeito. ("Todos os pecados serão perdoados, menos aquele cometido contra o Espírito Santo.) Essa energias sexuais mal canalizadas nos desconectam de nosso Ser Interno. Corpo etérico, ou corpo da saúde.

7. MAS LIVRAI-NOS, SENHOR, DE TODA A ILUSÃO E DE TODO O MAL
Somente a Presença Divina pode anular toda a energia negativa que tende a nos levar à inconsciência. Esse mal, energeticamente falando, corresponde ao nosso chacra básico, o qual é assento não somente da sagrada Kundalini, mas também, em seu aspecto negativo, ao Átomo do Inimigo Secreto. É a concentração das energia atômicas negativas, as quais invadem todo o corpo quando morremos, quando a consciência abandona o corpo.

AMÉN... AMÉN... AMÉN...

O Amén coresponde ao AOM oriental e significa "Eu Aceito", "Faça-se", "Cumpra-se", "Realize-se".
Ou, "Que Assim Seja", "Desejo que isso faça parte de mim."

Fonte: Internet.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Centro Histórico do Rio de Janeiro...

Oito pontos turísticos que permitem que os turistas e visitantes conheçam igrejas imponentes e exuberantes e centros culturais instalados próximos a Baía de Guanabara, no Centro Histórico do Rio de Janeiro...

1. Centro de Arte Hélio Oiticica
O prédio é uma imponente construção do século XIX, em estilo neoclássico e foi concebida para receber o Conservatório de Música e hoje abriga a coleção de um dos artistas brasileiros mais radicais entre os anos de 1960 a 1970, criador dos parangolés, obras de arte multicoloridas que podem ser vestidas como capas.
Em suas seis galerias ocorrem algumas exposições temporárias de artistas consagrados.
Endereço: R. Luís de Camões, 68 - Centro - tel:(21)2232-1104/(21)2232-1104.
Terça à sexta das 11hs às 18hs; sábado, domingo e feriados das 11hs às 17hs.

2. Real Gabinete Português de Leitura
A mais espetacular biblioteca de obras portuguesas fora de Portugal, com pelo menos 350 mil títulos, fica num edifício datado de 1837 em estilo neomanuelino.
O imponente e belo salão de leitura, de pé-direito alto, deixa à mostra a estrutura metálica decorada com motivos medievais dourados, que termina em um vitral de ferro e vidro que cobre todo o salão.
As mesas de leitura são de jacarandá trabalhado.
Entre as raridades, estão as Ordenações de dom Manuel, por Jacob Cromberger, editadas em 1521; manuscritos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco; e o Dicionário de língua tupy, de Golçalves Dias.
Parte do acervo pode ser visitada, a exceção das obras raras.
Endereço: R. Luís de Camões, 30 - Centro - tel:(21)2221-3138/(21)2221-3138.
Segunda à sexta das 9hs às 18hs.

3. Igreja de São Francisco de Paula
Originalmente uma ermida que se tornou capela e depois igreja, tem a pedra fundamental datada de 1759, embora só tenha ficado pronta em 1865.
Apresenta fachada de traços barrocos, com frontão curvilíneo em cantaria e apesar de mal conservada e cercada de vendedores ambulantes, merece ser visitada pelas surpresas que podem ser admiradas em seu interior, como os vitrais vindos de Munique, e os ornamentos feitos por Mestre Valentim na capela-mor, os entalhes de Antônio de Pádua Castro e as pinturas de Vítor Meireles.
Endereço: Largo de São Francisco, s/n - Centro - tel:(21)2509-0067/(21)2509-0067. Segunda à sexta das 9hs às 13hs.

4. Igreja do Mosteiro de São Bento
Expressão máxima do barroco na cidade, a igreja cuja construção data de 1633 a 1690 tem uma fachada austera que esconde um rico interior revestido por talhas de madeira dourada.
Os oito magníficos altares laterais ostentam imagens dos séculos XVII e XVIII.
Não deixe de apreciar as delicadas formas dos anjos que adornam seu interior.
Na sacristia, destaca-se o Cristo representado no painel Senhor dos martírios, pintado em 1690 por frei Ricardo do Pilar, autor de outros quadros do mosteiro.
Aos domingos, às 10 horas, realiza-se a concorrida missa em que os monges entoam cantos gregorianos e para ouví-los, deve-se chegar ao local com bastante antecedência.
Endereço: Rua D. Gerardo, 68 - Centro - tel:(21)2291-7122/(21)2291-7122.
Todos os dias das 8hs às 11hs e das 14:30hs às 18hs.

5. Igreja Nossa Senhora da Candelária
A atual construção erguida entre 1775 e 1898, substituiu a original do fim do século XVI.
O interior é revestido de mármore e no teto da nave há painéis de Zeferino da Costa, executados por volta de 1880, que narram a história da igreja.
As belas portas de bronze do escultor português Antônio Teixeira Lopes foram instaladas em 1901.
Em frente pode se ver a escultura Mulher com ânfora de autoria de Humberto Cozzo. Endereço: Praça Pio X - Centro - tel:(21)2233-2324/(21)2233-2324.
Segunda à sexta das 8hs às 16hs; sábado das 8hs às 12hs e domingo das 9hs às 13hs.

6. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Erguido entre 1880 e 1906, o prédio onde hoje funciona o CCBB foi projetado em estilo neoclássico por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, seguidor de Grandjean de Montigny.
Construído para sediar a Praça do Comércio (espécie de Bolsa de Valores da época), tornou-se propriedade do Banco do Brasil na década de 1920 e desde 1989 abriga o centro cultural.
Nele ocorrem algumas das atrações mais respeitadas da cidade, entre exposições de arte de qualidade, eventos musicais e peças de teatro.
Funciona também como ponto de encontro, lazer e happy hour, pois dispõe de cinema, biblioteca, livraria e restaurante.
Repare na arquitetura do prédio, no belo hall central e no requinte das colunas e dos ornamentos.
Endereço: Rua 1º de Março, 66 - Centro - tel:(21)3808-2020/(21)3808-2020.
Terça à domingo das 10hs às 21hs.

7. Casa França-Brasil
O projeto - primeiro registro do estilo neoclássico na cidade - é do arquiteto francês Grandjean de Montigny, que veio ao país em 1816 com a Missão Francesa.
A Missão Francesa foi chefiada pelo intelectual Joaquim Lebreton e trouxe diversos artistas com Nicolas Taunay e Jean-Baptiste Debret, além do arquiteto Grandjean. Essa missão teria sido uma iniciativa de dom João VI para formar no Brasil a Academia de Artes e Ofícios e inaugurar o ensino sistemático da arte.
Lebreton trouxe consigo uma pequena coleção de quadros, que deu origem ao acervo existente no Museu Nacional de Belas-Artes.
Inaugurado em 1820 como praça do comércio, o espaço foi utilizado depois como Alfândega, arquivo de bancos e finalmente, de 1956 a 1978, como sede do Segundo Tribunal do Júri.
Hoje funciona como centro cultural, sem acervo próprio, e abriga exposições ao longo do ano.
Merece apreciação as 24 colunas em estilo dórico (de madeira com pintura de trompe l’oeil que imita mármore) que demarcam a área sob a grande abóboda central com clarabóia no alto.
Há uma pequena livraria, café e um cinema.
Nos fundos da Casa funciona o Arte Temperada Bistrô e Buffet, com opções de pratos franceses e alguns brasileiros, que abre diariamente das 12hs às 19hs - tel:(21) 2253-2589/(21) 2253-2589.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78 - Centro - tel:(21)2253-5366/(21)2253-5366. Terça à domingo das 12hs às 20hs.

8. Centro Cultural dos Correios
O prédio em estilo eclético que sediaria uma escola profissionalizante do Lloyd brasileiro teve sua construção iniciada por volta de 1920.
Porém, antes mesmo da inauguração, em 1922, já havia sido transferido para os Correios, cuja administração funcionou no local até a década de 1980.
Após ser desativada, passou por reformas e em 1993 foi transformado em centro cultural.
Preservaram-se elementos característicos da época de sua construção, como o elevador, para três pessoas, além do ascensorista.
Exposições de arte gratuita são realizadas em suas salas, enquanto filmes, peças e apresentações de música brasileira de concerto concentram-se em um auditório para duzentas pessoas.
O térreo abriga uma pequena galeria para exposições, uma agradável cafeteria e uma agência dos Correios em funcionamento, assim se estiver por lá, aproveite e envie um cartão postal da cidade para um amigo.
Na praça dos Correios, ao lado, podem ocorrer eventos ao ar livre.
Endereço: Rua Visconde De Itaboraí, 20 - Centro - tel:(21) 2253-1580/(21) 2253-1580. Terça à domingo das 12hs às 19hs.

Fonte: Internet.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O amor em movimento - Instituto Yara Tupynambá...

Lendo o blog das minhas amigas Ligia Aroeira, Matilde Horta e Regina Brito,
espaço das artes - sala três - Três meninas do Brasil fazendo arte, achei interessante essa coisa da Arte Solidária.
Como são vários os caminhos para se colocar o "amor em movimento..."

O Instituto Yara Tupynambá é uma sociedade civil sem fins lucrativos, fundado em 10 de janeiro de 1987 (Registro nº. 66.931 do Livro A - Cartório Jero Oliva).
Sua sede atual é localizada à Rua Espírito Santo, 1481, Bairro Lourdes - Belo Horizonte - Minas Gerais.
Telefone de contato: 55 (31) 3213-3948 55 (31) 3213-3948
E-mail: instituto@yaratupynamba.org.br.
















Ao longo de quase duas décadas, o Instituto Yara Tupynambá vem desenvolvendo importantes trabalhos, não só de apoio às artes plásticas, como também de incentivo à todas atividades culturais e educacionais em Minas Gerais.
Nos últimos anos (a partir de 1996), em sintonia com as novas demandas históricas e sociais, o Instituto vem organizando cursos, de forma isolada ou em parceria com outras instituições, visando qualificar ou re-qualificar trabalhadores dentro da área de abrangência dos Planos Estaduais de Qualificação de Minas Gerais.
Podem ser citados, da mesma forma, projetos executados atendendo demandas dos municípios de Minas Gerais.
Além disso, realizou eventos e exposições e editou álbuns, cumprindo o papel traçado desde a sua criação.

Fonte: http://www.yaratupynamba.org.br/index.php

Em tempo: No site, podemos encontrar relacionados cronologicamente, algumas das ações desenvolvidas pelo Instituto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

A partir dessa semana até o carnaval, as nossas reuniões entram de férias, mas "O amor em movimento" continua aqui no blog, com pensamentos e mensagens, "pequenos raios de luz" que iluminam nosso caminhar...

"Sempre que houver alternativas tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortavel, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."

Osho

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Chico Xavier - Biografia...





















INFÂNCIA

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910.
Filho de operário inculto e de humilde lavadeira, ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade.
Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.
Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho.
E quem não sofre não aprende a lutar".
O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar.
Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Algum tempo depois, terminou seu martírio.
Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados.
A situação era difícil.
A guerra acabara e graçava a gripe espanhola.
O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar.
Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e vender os legumes.
Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a frequentar as aulas.
Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o ABC.
Com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa a sós, pois precisava buscar lenha à distância.
Foi então que surgiu um problema: a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher a verduras e, sem verduras, não haveria dinheiro para as despesas da escola.
Preocupada, a madrasta, não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que, pedisse um conselho ao espírito de sua mãe.
À tardinha, o menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu uma sugestão: toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa.
Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.
Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos.
À noite, levantava-se agitado e conversava com locutores invisíveis. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender!
O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas, livros.
Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte e que era o demônio que lhe estava perturbando.
O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros.
Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebidas em sonho, que ficasse em silêncio. Precisava aprender a obediência para que Deus, um dia, lhe concedesse a confiança dos outros.
E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.
Em 1923 terminou o curso primário, no Grupo.
Levantava-se às seis da manhã para começar, às sete, as terefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite.
Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite.
As perturbações noturnas continuaram.
Depois de dormir, caía em transe profundo.
Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente.
Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa.
Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec.
Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos. "
A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar.
Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas.
Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos.

ATIVIDADES MEDIÚNICOS EM PEDRO LEOPOLDO

Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, em contato com a natureza, ama até as pedras e os montes pensativos.
Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo. Vê em tudo poesia e vida, verdade e luz, beleza e amor e, acima de tudo, a presença de Deus!
Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo.
Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário.
Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras.
A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier.
Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.
Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931.
Em 1931, Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932.
Em 1950, Chico Xavier havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 ótimos livros.
Vivia no apogeu de triunfos mediúnicos.
Estava conhecidíssimo no Brasil e no mundo inteiro.
O Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos, validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio das idéias entre os dois Mundos.
Além disso, recebera romances , livros e mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo, realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida.

ATIVIDADES MEDIÚNICAS EM UBERABA

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã.
Deu ele, então, início à famosa perigrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas afinizadas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual.
A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium.
Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo.
Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram.
Os direitos autorais de seus livros publicados, em torno de 340, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico é um homem aposentado e recebe somente os proventos de sua aposentadoria. Do ponto de vista espiritual, Chico Xavier é, a cada dia que passa, um homem mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço. Com a saúde debilitada, Chico Xavier vem confirmando, nos últimos tempos, a sua condição de um autêntico missionário do Cristo, pois impossibilitado de comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, ele tem reunido as forças que lhe restam para continuar, em casa, a tarefa da psicografia. E, embora debilitado, continua de ânimo firme e a alma com grande capacidade de trabalho.
Chico Xavier ama a tarefa que o Senhor lhe concedeu.

VOLTANDO PARA CASA

Com 92 anos desta vida terrena, em que desenvolveu importante atividade mediúnica e filantrópica, e após grave pneumonia sofrida durante o ano de 2001, de que se recuperara, desencarnou no dia 30 de junho de 2002 em Uberaba, onde residia, no início da noite (19:30h). A causa do desencarne foi uma parada cardíaca, tendo sido atendido pelo médico Eurípedes Tahan Vieira.
Segundo informações médicas, Chico, há anos bastante debilitado, sentiu dores no peito e nas costas pela manhã. À noite sofreu uma parada cardíaca, por volta de 19h30Chico como sempre desejou, morreu em casa, sem passar por Unidade de Terapia Intensiva e nem por procedimento cirúrgico.

Ao longo de quase 75 anos (que se completariam no mês de Julho/2002), Chico Xavier foi intermediário (psicógrafo) de mais de 400 títulos.
Espíritos como Emmanuel, André Luiz e, mesmo, autores consagrados já desencarnados, como aqueles responsáveis pelos poemas do "Parnaso de Além-Túmulo" (Olavo Bilac e Castro Alves, entre outros), sua primeira obra psicografada, o acompanharam ao longo desses anos de produtivo trabalho.

Para o velório de Chico Xavier, que aconteceu no Centro Espírita Casa da Prece, compareceram além de representantes do movimento espírita brasileiro, autoridades, artistas e pessoas de todas as partes do País.
Várias ruas da vizinhança do Centro Espírita Casa da Prece foram interditadas ao tráfego de veículos. Um batalhão com mais de 100 policiais cuidou da segurança e organização do velório.

Fonte: Internet.