terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vanguardas dispersas - O modernismo em Minas Gerais...

Carlos Drummond de Andrade



















Os anos 20 trouxeram os ideais da modernidade para o país.
O primeiro passo foi a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922.
Em Minas Gerais, a primeira manifestação na área da literatura foi a publicação modernista "A Revista".
Editada em 1925 e 1926, ela teve como idealizadores: Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Francisco Martins de Almeida, Gregório Canedo e Pedro Nava, que se reuniram desde 1921 com esta finalidade.
Outra publicação modernista foi a "Revista Verde", idealizada por quatro jovens audaciosos de Cataguases, que, influenciados pela Semana de Arte de 1922, acabaram se tornando parte da história da literatura mineira.
"A revista" ia além de uma simples publicação.
Ela era o veículo do Grupo Literário Verde, um espaço para se discutir e divulgar as idéias modernistas.
Publicaram textos e poemas de autores que nas próximas décadas se consagrariam como os maiores escritores brasileiros do século XX.
O grupo era formado por: Francisco Inácio Peixoto, Guilhermino César, Ascânio Lopes e Enrique Resende.
A revista teve cinco números, que foram publicados de setembro de 1927 a janeiro de 1928, e um número em 1929 em homenagem a Ascânio Lopes.
Movimentos deste tipo, fora do eixo Rio - São Paulo, são chamados de vanguardas dispersas.
Na Revista Antropofágica, Drummond publicou em 1928, pela primeira vez, o poema "No meio do caminho", que escandalizou os convencionais leitores brasileiros.
Dois anos depois, publicou seu primeiro livro "Alguma Poesia".
As gerações dos anos 20 e 30 foram as responsáveis pela grande renovação da literatura mineira.

Fonte: Internet.

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