segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Escultura Indiana...

No vale do Indo, entre os restos dos edifícios de tijolo queimado de Mohenjo-Daro, têm sido encontrados objetos do III milênio a.C., entre os quais há figuras de alabastro e mármore, estatuetas de terracota e louça fina representando deusas nuas e animais, um modelo de carreta em cobre e numerosos selos quadrados de louça e marfim com animais e pictografias.
Com a chegada do budismo, no século III a.C., iniciou-se a evolução de uma arquitetura monumental em pedra, que se completava com a escultura em baixo relevo. Os exemplos mais destacados desse período são os capitéis com formas de animais das pilastras de arenisca para os editos do monarca Asoka e as varandas de mármore que rodeiam as stupas de Bharhut, perto de Satna, em Madhya Pradesh. Também são notórias as portas da Grande Stupa de Sanchi (século II a.C.), cujos relevos têm a delicadeza e a minúcia dos trabalhos talhados em marfim.
Os vestígios das obras precoces pertencentes a essa escola denotam também uma estreita relação com o estilo escultural de Bharhut. Mais tarde, nos séculos I e II, a escola de Mathura desenhou os antigos símbolos de Buda e começou a representá-lo por meio de figuras reais. Tal inovação foi adotada nas sucessivas fases da escultura indiana.
No período gupta, que abrange do ano de 320 até cerca de 600, fizeram-se figuras de Buda com linhas claramente definidas e contornos depurados, envoltas em vestes diáfanas que colavam ao corpo como se estivessem molhadas, como a de Sultanganj, no estado de Bihar.
Neste período, ocorreu também o desenvolvimento da escultura hindu. Talharam-se relevos para adornar os santuários escavados na rocha de Udayagiri (400-600), em Madhya Pradesh, e os templos de Garhwa, perto de Allahabad e Deogarh.
Desde o século IX até a consolidação de poder muçulmano, no princípio do século XIII, a escultura indiana foi, pouco a pouco, voltando-se para as formas lineares, para o contorno pronunciado em vez do volume. Cada vez era mais utilizada como decoração, subordinada ao estilo arquitetônico. Era rica em intrincados detalhes e se caracterizava por figuras de múltiplos braços, tiradas do panteão dos deuses hindus e jain, que vieram substituir as sensíveis figuras dos deuses budistas, com a multiplicidade de formas acentuando a importância do domínio técnico.
Quando os muçulmanos subiram ao poder, no século XIII, adotaram muitos dos motivos nativos para suas ornamentações. As tradições se mantiveram até a época atual, sobretudo no sul, onde a arte ainda mantém a pureza hindu.

Fonte: Internet.

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