quarta-feira, 31 de março de 2010

O amor em movimento...

"Como o Pai me amou, assim também eu vos amei...

...amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Jesus Cristo.

terça-feira, 30 de março de 2010

O arquiteto chinês Chien Chung Pei - Sustentabilidade na arquitetura pós-moderna...










Conhecido pela construção de torres arranha-céu, museus pós-modernos e, principalmente, pela pirâmide de vidro do Louvre, em Paris, o arquiteto chinês Chien Chung Pei, encara agora os desafios de criar obras eficientes para os usuários, belas para a paisagem da cidade e ambientalmente corretas.
“Sustentabilidade não é algo negociável na construção”, disse Didi Pei, como é mais conhecido, em entrevista para a CarbonoBrasil durante uma visita ao Brasil.
Formado em física pela Harvard em 1968, graduado em design quatro anos depois e com mestrado em arquitetura, Didi Pei ganhou experiência profissional trabalhando 20 anos no escritório de arquitetura do pai, I.M.Pei.
Em 1992 criou, junto com seu irmão, a Pei Partnership Architects, uma das empresas mais conhecidas do segmento, com sede em Nova York, nos EUA, e escritório na China. Entre seus projetos estão o Prédio do Banco da China, em Pequim, que é o edifico de escritórios tecnicamente mais avançando no país.
Hoje trabalha em projetos com o Museu de Ciência de Macau, Centro Financeiro Internacional de Shenyang, na China, e outros pelo mundo.

CarbonoBrasil – Quais as principais diferenças na realização de projetos de edifícios para países distintos, como China e Estados Unidos?

Chien Chung Pei – Eu acho que, para cada lugar onde você trabalha, o edifício deve parecer que pertence àquele espaço. Se você é arquiteto, precisa entender o lugar antes de desenhar qualquer coisa.

CB – E em termos de sustentabilidade?

Pei – Este movimento está crescendo muito rápido. Mas eu acho que está acontecendo mais rapidamente fora dos Estados Unidos. Eu temo que nós, os Estados Unidos, estamos um pouco atrás. Mas há muitos arquitetos e aqueles que trabalham internacionalmente devem se sensibilizar mais com este assunto porque no exterior há uma demanda maior. Até mesmo nos meus projetos no Brasil, as pessoas querem ter sustentabilidade. Isto não é algo negociável na construção.

CB – E como você acha que é possível incentivar um turismo sustentável?

Pei – Olha, eu não sei muito bem o que turismo sustentável significa. Eu acho que são duas coisas distintas que acontecem ao mesmo tempo. Se você tem edificações sustentáveis, elas irão promover turismo, em outras palavras, despertarão interesse. Eu tenho um grande amigo meu que escreveu um livro sobre design sustentável em todos aspectos, não apenas arquitetura, e que tem um capítulo sobre Curitiba. Se eu tivesse mais tempo eu a teria visitado. Para mim, este é um lugar de referência de onde ir para ver idéias inovadoras. Eu acho que muitas pessoas só pensam na sustentabilidade como engenharia. Não é engenharia, é mudar o modo como você pensa.

CB – E como fazer isso?

Pei – Eu acho que é muito fácil pensar: eu vou consumir 20% menos algo, então meu edifício será sustentável. Eu acho mais importante olhar todo o quadro, ver o que é o edifício. Então é a isso que me refiro. Eu acredito na idéia do que chamamos LEED2 nos Estados Unidos, mas eu particularmente não concordo com o modo como contam os pontos, considerando um mesmo valor para diferentes quesitos. Não são iguais. Você precisa criar algum mecanismo para dar pontuação, mas acaba simplificando demais as coisas.

CB – Este é o movimento ‘Greenbuildings’, certo? Você acha que isto é uma espécie de moda no setor da construção ou não, é uma tendência da arquitetura deste século?

Pei – Não. Eu acho que é algo que temos que fazer. Não temos escolha. A população do mundo está ficando cada vez maior. Se, talvez, chegássemos a um ponto de estabilização da população, então poderíamos dizer: Bem, tudo está estável, ficamos um pouco mais eficientes e o consumo de energia caiu. Talvez nesta situação pudéssemos dizer que não há nada com o que se preocupar. Mas o fato é que a população mundial ainda está crescendo e o consumo por pessoa está aumentando. Eu não estou só me referindo ao BRIC3, mas por toda a África, todos os lugares, o consumo está subindo. Então precisamos ser muito cuidadosos no modo como tratamos nosso planeta.

CB – Alguns especialistas dizem que as cidades são as soluções para as questões ambientais, outros afirmam o oposto, que são a causa. Qual a sua opinião?

Pei – Eu acho que as cidades desenhadas corretamente são a solução. E de qualquer maneira este é o padrão. Em todos os países em desenvolvimento, você tem um movimento muito significativo das pessoas indo do campo para as cidades. E é vastamente conhecido que as pessoas que vivem nas cidades consomem menos per capita, de praticamente tudo, do que aquelas que vivem no campo. Eu acho que a resposta está ali, mas deve ser feito com muito cuidado. Aqueles de nós responsáveis por desenhar cidades devem planejá-las de um modo que se mantenham habitáveis para mais pessoas.

CB – Esta pode ser uma resposta para a pobreza?

Pei – No Brasil, por exemplo, você tem diferentes manifestações da pobreza nas cidades. Eu estava até ontem falando com algumas pessoas sobre a pobreza em São Paulo e a comparando com o Rio. São diferentes. Mas claro, eu acredito que nós precisamos trabalhar para diminuir a lacuna entre o muito rico e o muito pobre, sem tirar o incentivo para criar. A humanidade se torna melhor porque criamos coisas novas, nós inventamos, fazemos arte, escrevemos novos livros. Este é o nosso impulso. E as pessoas também criam novos negócios, então não podemos parar isso, mas temos que reduzir a diferença entre os muito ricos e muito pobres.

1 – Entrevista realizada durante o evento Architectour, em Florianópolis (SC)
2 - Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), é um padrão de construções ambientalmente corretas criado pelo Conselho de Construções Verdes dos Estados Unidos.
3 – Termo criado em 2001 para designar os quatro principais países emergentes - Brasil, Rússia, Índia e China

Fonte: Internet.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cultura da paz e a sustentabilidade...

Um mundo sustentável se viabiliza na medida em que as pessoas percebem a complexa inter-relação entre si mesmos e o meio onde vivem.
Assim como a ciência moderna inclui o observador como parte da experimentação científica, o pensamento sustentável transcende a idéia de uma realidade pré-existente que precisa ser compreendida.
O mundo é como é por que os seres vivos, incluindo o ser humano, são o que são e vice-versa.
Nesta abordagem, a cultura da paz faz toda a diferença.
Segundo a psicoterapeuta Adriana Fitipaldi, pesquisas mostram que as pessoas, de um modo geral, ainda têm uma concepção reducionista sobre o significado da paz, como sendo a ausência de algo, do conflito, da guerra.
Para ela, a paz não se faz pela eliminação do conflito numa tendência à apatia, muito pelo contrário.
O conflito se estabelece na deparação com o novo que estimula a agressividade humana, portanto, é natural, é oportunidade de crescimento.
Neste contexto, a paz é a capacidade humana de administrar a agressividade, evitando transformá-la em violência, para construir o que realmente vale a pena, um mundo sustentável.

Sites relacionados

Organização das Nações Unidas - A ONU definiu o conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida associados à cultura de paz na Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz, divulgada em 13 de setembro de 1999.

UNIPAZ - Rede internacional para disseminar a cultura da paz. A essência do trabalho da Unipaz é trazer o global para o local. Desenvolve, assim, várias atividades de cunho nacional e internacional para a ampliação de conhecimentos e troca de experiências, construíndo deste modo, uma nova visão de mundo.

Fundação Peirópolis - Educação em Valores Humanos - Realiza programas e projetos centrados em Educação em Valores Humanos do educador Sathya Sai Baba, hoje aplicado em centenas de países. A proposta visa basicamente a formar pessoas de caráter, ensinando a reconhecer e viver o que existe de mais sagrado na vida: o Amor, a Verdade, a Paz, a Ação Correta e a Não-Violência.

União Planetária - Tem por objetivo atuar de forma abrangente, apartidária e não-sectária pela elevação dos padrões éticos, culturais, assistenciais, econômicos, ambientais e espirituais da sociedade, valorizar as diferenças de pensamento e promover a construção de uma sociedade verdadeiramente humana, voltada para a valorização da vida em seus aspectos positivos;

Instituto de Educação em Valores Humanos - Sua proposta é ser um canal de luz da sabedoria Sathya Sai Baba para a educação. Dão apoio a indivíduos e instituições que sigam os princípios fundamentais da Educação em Valores Humanos: ninguém é pago para ensinar, ninguém é pago para aprender.

Creative City Canada - an organization of people employed by municipalities across Canada working on arts, culture and heritage policy, planning, development and support.

Instituto Vivendo Valores -

Brahma Kumaris Brasil -

Universidade Espiritual Brahma Kumaris -

Fonte: Portal da Sustentabilidade.

domingo, 28 de março de 2010

sábado, 27 de março de 2010

Globo repórter apresentou especial sobre Chico Xavier...

O Globo repórter dessa sexta-feira apresentou um especial sobre a vida de Chico Xavier, que completaria 100 anos no dia 2 de abril. O programa mostrou a influência das palavras do médium, que defendia que a caridade é a única maneira de se buscar a felicidade e a paz, a emoção de famílias que contam ter recebido, por meio dele, recados de parentes já mortos e também discute alguns dos mistérios que existem hoje em torno da figura de Chico.

Nascido em Pedro Leopoldo, interior de Minas, Chico se transformou em uma das figuras mais conhecidas do Brasil. Graças ao fenônemo da psicografia, o médium escreveu mais de 400 livros, somando 50 milhões de exemplares vendidos. E, mesmo de origem humilde, ele doava toda a quantia arrecadada a projetos e instituições de caridade.







sexta-feira, 26 de março de 2010

O amor em movimento...

Vitória

Vencer os outros
não chega a ser
uma grande vitória.
Vitorioso
é aquele que consegue
vencer a si mesmo
combatendo seus vícios
e controlando suas paixões.
A vitória sobre nós mesmos
é muito mais difícil.
Ela requer mais coragem
mais disciplina e mais decisão.
Se você
não conseguir na primeira vez
tente de novo.
O simples fato de tentar de novo
já será sua primeira vitória.

Te desejo um Dia de Vitória !

Autor Desconhecido

quinta-feira, 25 de março de 2010

Curso em BH: Saúde através da fitoterapia e alimentação...























Nos dias 10 e 11 de abril, será realizado um curso sobre fitoterapia e alimentação, com a Ana Cimbleris.

Do cultivo à utilização de plantas medicinais, alimentos integrais e germinados, suco vivo, utilidade medicinal de temperos, plantas espontâneas comestíveis e muito mais!

OBJETIVO:

Apresentar dicas práticas e informações atualizadas sobre plantas medicinais e alimentação saudável, facilitando a incorporação e/ou o aprimoramento do uso destes recursos terapêuticos no dia-a-dia, com grandes benefícios para a saúde.

CONTEÚDOS:

PARTE I: sábado de manhã

- Definições, panorama atual;
- Como os fitoterápicos funcionam em nosso corpo;
- Noções de plantio agroecológico e compostagem;
- Coleta, secagem e armazenamento de plantas medicinais;
- Cuidados no uso de fitoterápicos;
- Pesquisa em fitoterapia;
- Noções de biologia e química vegetal: princípios ativos das plantas e sua extração.

PARTE II: sábado à tarde

- Farmácia caseira: plantas úteis no dia-a-dia;
- Boas práticas caseiras de fabricação e armazenagem;
- Manipulação caseira de fitoterápicos: chás infusos e decoctos, tinturas e alcoolaturas.

PARTE III: domingo de manhã

- Plantas espontâneas (ervas “daninhas”) comestíveis e medicinais;
- Utilidade medicinal dos temperos;
- Manipulação caseira de fitoterápicos: vinho medicinal.

PARTE IV: domingo à tarde

- Alimentação veg(etari)ana, saudável e integral;
- Como germinar sementes para alimentação;
- Preparo de sucos vivos.

PÚBLICO A QUE SE DESTINA:

O curso atende a interessados em geral – terapeutas, estudantes, donas-de-casa, etc.

VAGAS: 20

CARGA HORÁRIA: 12h.

DATA E HORÁRIO: 10 de abril, de 9 às 17h e 11 de abril, de 9 às 17h.

LOCAL: Espaço Graal – Rua Pirapetinga, 390. Serra.

INVESTIMENTO (INCLUI APOSTILA e CERTIFICADO):

Até o dia 01 de abril: R$ 160,00
Depois do dia 01 de abril: R$ 170,00

PROFESSORA:

Ana Cimbleris Alkmim (CRF-MG 16591)
Farmacêutica (UFMG), Mestre em Ciências Farmacêuticas (UFMG) e Especialista em Plantas Medicinais (UFLA).
Coordenadora da Farmácia Viva do Instituto Kairós (Macacos – MG).
Professora de Plantas Medicinais no curso de Formação Intercultural de Educadores Indígenas da UFMG.
É consultora e ministra cursos, oficinas e palestras para leigos e profissionais na área de fitoterapia.

INFORMAÇÕES E INCRIÇÕES:

A Natureza (Mercado Central, loja 103 / corredor L2): 31 3274-9573
Ana: 31 8505-6596 – anacimbleris@gmail.com

Parte da renda será revertidapara o Gato Negro, para divulgação do veganismo e direitos animais.

quarta-feira, 24 de março de 2010

O amor em movimento...

Idéias cheias de emoção são como sementes plantadas no grande jardim cósmico: germinam, crescem, florescem e produzem frutos há seu tempo.
Cultive a esperança e tenha fé.

terça-feira, 23 de março de 2010

MULHER ESPECIAL - JÚNIA SANÁBIO...

WORKSHOP MULHER ESPECIAL:

"SENSUALIDADE, SEXUALIDADE E VOCÊ".

PRÉ - REQUISITOS:

SER MULHER E QUERER SER FELIZ !

MINISTRADO PELA ORIENTADORA E EDUCADORA SEXUAL :

JÚNIA SANÁBIO


DATA: 28 DE MARÇO DE 2010

LOCAL: Rua Maestro Arthur Bosmanns 40 apto 21 Belvedere

HORÁRIO: 15:00 as 19:00 HORAS (domingo)

VALOR: R$ 100,00


FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA:

por email : juniasanabio@yahoo.com.br
por tel: 84159027


O PAGAMENTO PODERÁ SER EFETUADO NO DIA DO EVENTO.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Fnac Paulista traz pocket show de Cláudio Faria no dia 25 de março, às 19h00.




O cantor e compositor mineiro Cláudio Faria, apresentará no dia 25 de março, às 19h00, na FNAC Paulista, o show que marca a estréia em São Paulo, do CD “O som do sol”, primeiro disco solo do artista.

O disco, lançado recentemente pelo selo Trilhos.arte, do Flávio Venturini, tem distribuição nacional da Som Livre. Saiba mais...

Unindo o clássico ao contemporâneo, “O som do sol” sintetiza referências urbanas, clube da esquina, bossa nova, a música erudita e o melhor da música instrumental. Cláudio Faria nos apresenta canções com letras inspiradas, harmonias sofisticadas e arranjos elaborados. Adquira já o seu!

No show, além de suas canções, Cláudio canta um pouco das suas referências musicais.

Depois de anos convivendo com diversos talentos da música brasileira - já trabalhou ao lado de artistas como Beto Guedes, Flávio Venturini, Leila Pinheiro, Lô Borges, dentre outros, a história não poderia ser outra: “O som do sol” é um disco que segue seu destino, tanto de “seduzir constelações” quanto o mais exigente dos ouvintes.

Vale a pena conferir!

Pocket Show de lançamento do cd "O Som do Sol" - Cláudio Faria
FNAC Paulista
Av. Paulista, 901 - Bela Vista – São Paulo
Entrada gratuita

domingo, 21 de março de 2010

sábado, 20 de março de 2010

Proposta para Rio 2016 busca valorizar paisagem...

Barra, Copacabana, Maracanã e Deodoro são as quatro grandes zonas da cidade onde serão realizadas as competições. Na Barra (ilustração) ficará a maior parte das instalações. A Arena Olímpica e o Parque Aquático Maria Lenk já existem: foram construídos para os Jogos Pan-Americanos de 2007.
















Vista geral das instalações previstas para a Barra. O projeto da Vila Olímpica é de autoria do escritório de Sérgio Moreira Dias, engenheiro que atualmente comanda a Secretaria Municipal de Urbanismo.














Uma caixa de vidro ora translúcida, ora transparente, revestida internamente com brises e proteções, receberá as competições de natação. Ela apresenta longos beirais e recuos de planos no sentido norte-sul. Há outras hipóteses em estudo para a edificação depois dos jogos.














O Centro Olímpico Nacional de Treinamento, também na Barra, será a instalação de maior visibilidade do complexo. O grande paralelepípedo vazio e flexível (450 x 150 metros) pode ser dividido em quatro halls.













Centro Internacional de Transmissão/Centro de Mídia Impressa. O conjunto que receberá os estúdios de transmissão e os espaços destinados à imprensa se abrirá tanto para o Parque Olímpico, ao sul, como para a Vila da Mídia, ao norte.












Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 359 Janeiro de 2009

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010

Proposta para Rio 2016 busca valorizar paisagem...

Além das medalhas e recordes que entram para a história do esporte, os Jogos Olímpicos costumam deixar sua marca nas cidades-sedes, com a herança dos conjuntos de edificações e equipamentos onde se realizam as competições.
Algumas cidades aproveitaram para promover verdadeiras renovações urbanísticas - um dos casos mais emblemáticos é Barcelona, que abrigou o evento em 1992.
Em outras, o impacto durou pouco mais que o intervalo de tempo dos jogos.
E qual será o legado urbanístico-arquitetônico que a Olimpíada de 2016 deixará para o Rio de Janeiro?
Segundo o plano oficial da candidatura carioca, esse legado terá, na maior parte das instalações, o DNA arquitetônico do escritório BCMF Arquitetos, de Belo Horizonte.
Bruno Campos, Marcelo Fontes e Sílvio Todeschi são os autores dos projetos de arquitetura e Carlos Teixeira desenvolveu o paisagismo.
Ficaram responsáveis pelo gerenciamento e pela coordenação geral dos trabalhos Alexandre Techima (diretor de infraestrutura), Elly Resende (gerente geral), Ângela Ferreira (gerente de planejamento arquitetônico) e Rodrigo Garcia (gerente de planejamento operacional do comitê da candidatura).
Um dos sócios do BCMF, Bruno Campos informa que o escritório foi contratado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) após processo seletivo público realizado pela instituição no primeiro semestre de 2008 e aberto às empresas da área.
“Nós nos habilitamos em função do currículo e do know-how adquirido em diversos projetos de instalações esportivas e de grande escala desenvolvidos nos últimos anos.
Fizemos a proposta técnica e de preço que melhor atendia às regras estabelecidas”, argumenta.
Campos conta que, a partir da escolha, os sócios decidiram fechar o escritório para novos clientes e dedicar-se exclusivamente aos projetos da candidatura à sede da Olimpíada.
“Ficamos por conta dessa proposta praticamente um ano, trabalhando em estreita colaboração com a equipe Rio 2016 e seus consultores internacionais [EKS/JBD], atendendo a suas diretrizes e pré-requisitos”, revela.
O arquiteto chama a atenção para o fato de que o projeto de instalações esportivas do porte da Olimpíada exige, antes de tudo, o atendimento a pré-requisitos, regulamentos e orientações de dezenas de instituições nacionais e internacionais.
Uma das particularidades, ele explica, é ter que satisfazer exigências e demandas para a ocupação por eventos internacionais de curta duração e ao mesmo tempo permanecer como um legado viável em termos de manutenção e gerenciamento, funcionando posteriormente como clube de treinamento, escola esportiva etc.
O escritório procurou valorizar e enfatizar a paisagem do Rio de Janeiro, relata Campos.
“Dessa forma, diferentemente da abordagem de estruturas icônicas adotada em Pequim, procuramos privilegiar a integração das instalações com o contexto urbano e natural da cidade e a relação dos edifícios entre si.
A tradição da arquitetura moderna carioca, do período dos anos 50, envolvida pela natureza e pelo paisagismo exuberante, é uma referência constante para nós, não só neste projeto, mas desde sempre”, conclui o arquiteto.

Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 359 Janeiro de 2009

quarta-feira, 17 de março de 2010

O amor em movimento...

A lição dada é a abertura de caminho para novas lições e novos aprendizados.

terça-feira, 16 de março de 2010

Reciclagem no Brasil por material...

Plásticos

21,24% dos plásticos rígidos e filme são reciclados em média no Brasil em 2008, o que equivale a cerca de 556 mil toneladas por ano.
Não há dados específicos para o plástico filme.
A taxa de reciclagem de plástico na Europa é de 18,3%, sendo que em alguns países a prática é impositiva e regulada por legislações complexas e custosas para a população local, diferentemente do Brasil, onde a reciclagem acontece de forma espontânea.
É possível economizar até 50% de energia com plástico reciclado.


Limitações: A contaminação do material com a matéria orgânica, areia ou óleo e a mistura de polímeros que não são quimicamente compatíveis prejudicam o processo de reciclagem.
Sendo assim, os vários tipos de polímeros precisam ser identificados e separados, através dos símbolos padronizados que identificam cada material.

PET – Poli (Tereftalato de Etileno)

O índice de reciclagem brasileiro do PET é de 54,8 %, o maior do mundo entre os países onde não há coleta seletiva.
Em 2008, o volume reciclado foi de 253 mil toneladas de embalagens de PET .
A capacidade instalada é de 462 mil toneladas.
Entre os estados brasileiros, São Paulo detém a maior participação na reciclagem, seguido de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O PET reciclado é utilizado principalmente para a produção de fibras de poliéster (40%), extrusão de chapas ( 16% ) e filmes para termoformagem (15%).
Vários outros setores, entretanto, utilizam as embalagens de PET recicladas como matéria-prima: resinas para tintas, vernizes, adesivos e resina poliéster , tubos e vários outros. 


No Brasil, 54,3% das embalagens pós-consumo foram efetivamente recicladas em 2008, totalizando 253 mil toneladas , num crescimento de 8,7% sobre o ano anterior .
As garrafas são recuperadas principalmente através de catadores, além de fábricas e da coleta seletiva operada por municípios.
Os programas oficiais de coleta seletiva, que existem em mais de 200 cidades do País, recuperam por volta de 1000 toneladas por ano.
Além de garrafas descartáveis, existem no mercado nacional 70 milhões de garrafas de refrigerantes retornáveis, produzidas com este material.
No Brasil a taxa de reciclagem de resinas de PET apresenta crescimento anual acima de 20% desde 1997, com picos de 35% (entre 2002/2003).


Em 2008 o Japão reciclou 69,2%, Europa 46%, Argentina 34%, Estados Unidos 27% e México 12,6%.


Cinquenta e oito indústrias processam o PET pós-consumo, produzindo bens como embalagens para não-alimentícios, fibra de poliéster para indústria têxtil, mantas para obras de geotecnia, vassouras e escovas, cordas, produtos de uso doméstico, tubos para esgotamento predial, telhas, filmes, chapas, etc.
Limitações: O consumidor ainda não está totalmente informado sobre a possibilidade de reciclagem e o conseqüente valor econômico da garrafa PET pós-consumo.
Com isso, as embalagens acabam descartadas no lixo comum.
Por outro lado, a falta de sistemas eficientes de coleta seletiva impedem a recuperação das garrafas, que acabam perdidas em aterros sanitários e lixões.

Fonte: Internet.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Reciclagem no Brasil por material...

Metal - Aço

46,5% das latas de aço consumidas no Brasil em 2008 foram recicladas.
Este índice vem aumentando graças à ampliação de programas de coleta seletiva municipais e programas de reciclagem pós-consumo para estimular a coleta destas embalagens.
Esta iniciativa permitiu à embalagem de bebida carbonatada atingir o índice de 88% de reciclagem, número auditado por empresa independente.
Em 2007, 49% da produção nacional foi reciclada.


Se considerarmos os índices de reciclagem de carros velhos, eletrodomésticos, resíduos de construção civil, ou seja, todos os segmentos do aço e somarmos aos índices das embalagens deste material, o Brasil recicla cerca de 72% de todo o aço produzido anualmente.
Limitações: As latas devem estar livres das impurezas contidas no lixo, principalmente terra e outros materiais metálicos. O estanho em concentração elevada pode dificultar a reciclagem fazendo-se necessária a retirada deste por processos metalúrgicos que encarecem o processo.

Alumínio

Em 2008, o Brasil reciclou aproximadamente 91,5% da produção nacional de latas.
O material é recolhido e armazenado por uma rede de aproximadamente 130 mil sucateiros, responsáveis por 50% do suprimento de sucata de alumínio à indústria.
Outra parte é recolhida por supermercados, escolas, empresas e entidades filantrópicas.
O mercado brasileiro de sucata de latas de alumínio, entre 2000 e 2007, teve um crescimento significativo, devido ao aumento da participação de condomínios e clubes nos programas de coleta seletiva.
Os números brasileiros superam países industrializados como Japão e EUA.
Em 2008, os Estados Unidos recuperaram 54,2% de suas latinhas.
O alumínio é reciclável sem perder as suas características, por isso latas e outros tipos de sucata (perfis, panelas, peças fundidas, etc), podem ser reutilizadas como outros produtos semi-manufaturados de alumínio, com características técnicas necessárias para atender às diversas aplicações.


A reciclagem do alumínio em 2008 alcançou os seguintes índices:


Brasil – 91,5%

Argentina – 90,8%

Japão – 87,3%

Estados Unidos – 54,2%

Limitações: A contaminação com matéria orgânica, a mistura com outros materiais, areia ou até mesmo excesso de umidade interferem na reciclagem do alumínio, dificultando sua recuperação para usos mais nobres.

Fonte: Internet.

domingo, 14 de março de 2010

Reciclagem no Brasil por material...

Papel e Papelão

43,7% de todo o papel que circulou no país em 2008 retornou à produção de papel, existindo ainda uma grande quantidade de aparas de papel que são utilizadas em outros produtos como a fabricação de telhas e cujo volume não é computado nas estatísticas.
Se do total de papel que circulou no país, retiramos os que não são passíveis de reciclagem, temos uma taxa de recuperação de 50,8%.


As caixas feitas em papel ondulado são facilmente recicláveis, consumidas principalmente pelas indústrias de embalagens, responsáveis pela utilização de 64,5% das aparas recicladas no Brasil.
Em 2008, 79,6% do volume total de papel ondulado consumido no Brasil foi reciclado.
No mercado americano, as caixas onduladas têm 21% de sua composição proveniente de papel reciclado.


Em 2008 as porcentagens no Brasil foram de:
79,6% - papelão ondulado
43,7% - papel de escritório


Limitações: A contaminação com cera, óleo, plástico e outros materiais prejudicam a reciclagem destes.
Porém, como as caixas de papelão ondulado não cabem em cestas de lixo, são coletadas separadamente diminuindo o risco de contaminação do material.

Embalagens Compostas (Longa Vida)

26,6% foi a taxa de reciclagem de Embalagens Longa Vida no Brasil em 2008 totalizando cerca de 52 mil toneladas.
Na Europa, em 2007 a reciclagem deste material ficou em 30%. Cada tonelada de embalagem cartonada reciclada gera, aproximadamente, 680 quilos de papel kraft.
No Brasil, é previsto um aumento constante da reciclagem dessas embalagens devido à expansão das iniciativas de coleta seletiva com organização de municípios, cooperativas e comunidade e ao desenvolvimento de novos processos tecnológicos.
A taxa de reciclagem mundial é de 16% de Embalagens Longa Vida pós-consumo.
Em 2003 a taxa de reciclagem das embalagens longa vida no Brasil foi de 20% totalizando cerca de 30 mil toneladas.
A partir da reciclagem dessas embalagens é possível obter fibras para confecção de caixas de papelão e plástico/alumínio que podem ser utilizados para fabricação de peças plásticas como vassouras, canetas e até placas e telhas.
Limitações: Uma vez as embalagens longa vida separadas na coleta seletiva e encaminhadas para as indústrias recicladoras adequadas, não há limitações para a sua reciclagem e reaproveitamento de todas as suas camadas.
Entretanto, alguns cuidados podem auxiliar na melhor separação e armazenamento na coleta seletiva.
É importante que as embalagens estejam livres de resíduos orgânicos como restos de comidas, pois isso evita odores desagradáveis ao material armazenado.
Outra forma de contribuir, é manter as embalagens compactas (sem ar), pois diminui o volume de material que deve ser encaminhado para coleta seletiva.

Fonte: Internet.

sábado, 13 de março de 2010

Reciclagem no Brasil...

O perfil qualitativo dos resíduos sólidos urbanos no Brasil, de uma maneira geral, é denominado de " Lixo pobre", por conter uma baixa parcela de materiais reaproveitáveis.


A Constituição Federal estabelece que o Poder Público Municipal é o órgão responsável pela coleta de lixo, além da limpeza das ruas e praças da cidade.
Formas inadequadas de acondicionamento de lixo podem gerar grandes prejuízos ao meio ambiente.
Os lixões, por exemplo, são formas inadequadas de acondicionamento, pois são responsáveis pela proliferação de doenças, solo contaminado e mau cheiro.


O Brasil, mesmo quando comparado a alguns países desenvolvidos, apresenta elevados índices de reciclagem.
O país desenvolveu métodos próprios para incrementar essa atividade e o maior engajamento da população pode contribuir ainda mais, para o aumento do índice de embalagens reaproveitadas. 



Reciclagem no Brasil por material:

Vidro

47% das embalagens de vidro são recicladas no Brasil somando 470 mil ton/ano.
Desse total, 40% são oriundos da indústria de envaze, 40% do mercado difuso, 10% do "canal frio" (bares, restaurantes, etc) e 10% do refugo da indústria.
Na Alemanha, o índice de reciclagem gira em torno de 87%, correspondendo a 2,6 milhões de toneladas, na Suíça (95%), e a média de reciclagem na Europa é de 62%.


Em 2003, 45% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, somando mais de 580 mil toneladas.
Este índice praticamente dobrou em uma década, visto que em 1993 o índice de reciclagem era de 25% do total produzido deste material.


Em 2007, 47% do total de vidro que circula no mercado nacional foram reciclados, enquanto que os Estados Unidos reciclaram 40%.


Com um quilo de vidro se faz outro quilo de vidro, com perda zero e sem poluição para o meio ambiente.
Além da vantagem do reaproveitamento de 100% do caco, a reciclagem permite poupar matérias primas naturais, como areia, barrilha, calcário, etc.
Esse material reciclado pode ser aplicado em segmentos como pavimentação de estradas, fibra de vidro, bijuterias e muitos outros.


Limitações: A reciclagem desse material não é maior devido ao seu peso, o que encarece o custo do transporte da sucata.
Além disso, o material não pode estar misturado com pedaços de cristais, espelhos, lâmpadas ou até mesmo vidro plano usado para automóveis, pois a química do material é diferente o que impede a reciclagem. 


Fonte: Internet.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O amor em movimento...

A imaginação é tudo.
É uma prévia das próximas atrações da vida.
Albert Einstein

quinta-feira, 11 de março de 2010

Conceito de Sustentabilidade...

A primeira definição de desenvolvimento sustentável foi cunhada pelo Brundtland Report, em 1987, afirmando que desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras.
Nas décadas seguintes, grandes conferências mundiais foram realizadas, como a Rio’92, no Rio de Janeiro, em 1992 e a Rio+10, em Johannesburgo, em 2002.
Nessas reuniões, protocolos internacionais foram firmados a fim de rever as metas e elaborar mecanismos para o desenvolvimento sustentável.
O desafio global de melhorar o nível de consumo da população mais pobre e diminuir a pegada ecológica e o impacto ambiental dos assentamentos humanos no planeta foi o grande tema em debate.
No final da década de 1980 e início da década de 1990, as questões de sustentabilidade chegaram à agenda da arquitetura e do urbanismo de forma incisiva, trazendo novos paradigmas.

Fonte: Internet.

quarta-feira, 10 de março de 2010

O amor em movimento...

Pai nosso do universo

Pai nosso que estás em todo o Universo Infinito, nossa morada de Luz, venha a nós o vosso reino de Amor.
Seja feita a vossa vontade soberana e justa, assim na Terra, nossa Escola, como em todo o Universo, nossa morada e em nosso Universo interior.
O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje , não somente o pão material, necessário ao nosso desenvolvimento e equilíbrio físico, como também o pão do espírito, necessário ao nosso equilíbrio e crescimento espiritual.
Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos aos nossos ofensores.
Ensinaste-nos a fazer aos outros o que gostaríamos q os outros nos fizessem, isto é, fazer o bem e não o mal.
Encontramos, aí, aquele princípio universal de proceder, mesmo nas menores ações.
Não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos do mal , pois estás conosco em todos os momentos nos ajudando a levantar de nossas quedas e a seguir em frente.
Auxilia-nos a sair dos momentos difíceis, sabendo que podeis contar também com nossas próprias forças, pois que nos formastes com a vossa essência divina, colocando em nós mesmos os recursos nutrientes e curativos necessários ao nosso soerguimento.
De suas mãos Amorosas, Deus Pai é que depende toda a VIDA.
Ampara-nos hoje e sempre.

Assim Seja !!!

terça-feira, 9 de março de 2010

Construção sustentável custa mais caro?

A adoção de soluções ambientalmente sustentáveis na construção não acarreta em um aumento de preço, principalmente quando adotadas durante as fases de concepção do projeto.
Em alguns casos, podem até reduzir custos.
Ainda que o preço de implementação de alguns sistemas ambientalmente sustentáveis em um edifício verde gere um custo cerca de 5% maior do que um edifício convencional, sua utilização pode representar uma economia de 30% de recursos, durante o uso e ocupação do imóvel.
Um sistema de aquecimento solar, por exemplo, se instalado em boas condições de orientação das placas, pode ser pago, pela economia que gera, em apenas um ano de uso.
Edifícios que empregam sistema de reuso de água (a água dos chuveiros e lavatórios, após tratamento, volta para abastecer os sanitários e as torneiras das áreas comuns) podem ter uma economia de água da ordem de 35%. Por princípio, a viabilidade econômica é uma das três condições para a sustentabilidade.
O estudo inglês Costing sustainability, “How much does it cost to achieve BREEAM and EcoHomes ratings (2004)”, concluiu que em alguns casos a adoção de estratégias avançadas de sustentabilidade podem inclusive reduzir custos.
“A construção sustentável não custa mais caro, desde que integrada na etapa de concepção do edifício, ou seja, desde a fase de projeto.”
Antônio Setin (presidente da construtora Setin).
“Além de gerar economia, a construção sustentável vai se valorizar.
Ou seja, os imóveis sustentáveis terão maior valor de venda e revenda, em poucos anos”
Alexandre Melão (Esfera).

Fonte: Internet.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ator se emociona ao falar de Chico Xavier...




O ator Nelson Xavier se emociona quando fala do médium Chico Xavier. Com 67 anos, o ator vai interpretar o líder espiritual no cinema, com direção de Daniel Filho. O filme — em que Ângelo Antônio viverá o protagonista mais jovem — começa a ser rodado para ser lançado em 2 de abril de 2010, quando Chico completaria 100 anos. Nelson viajou para Pedro Leopoldo e Uberaba, em Minas Gerais, onde Chico nasceu e morou. Em entrevista em sua casa, diante de painel com inspiração oriental, diz que estudar sobre o médium mais famoso do Brasil o reaproximou da mãe, que era espírita e morreu há 10 anos. Acompanhe a seguir, a entrevista concedida ao site "O Dia" e, acima, o emocionado depoimento concedido à Globo Minas.

Como surgiu o convite para fazer Chico Xavier no cinema?

Nelson Xavier — Essa história começou há cinco anos. O Marcel Souto Maior, que escreveu ‘As Vidas de Chico’, me mandou o livro e um bilhete dizendo que gostaria que eu interpretasse o Chico. Li o livro e fiquei estarrecido com o poder de Chico. Nunca tinha me voltado para o fenômeno que é o Chico Xavier, apesar de ter crescido em um ambiente espírita. Isso aconteceu no mesmo ano em que fui ao Festival de Gramado e sentei ao lado de um casal que não conhecia e o cara falou: ‘Você vai fazer Chico Xavier, né?’ Perguntei como ele tinha tanta certeza. E ele disse: “Um passarinho me contou”. Eles eram espíritas. Passei a chamar de sinais. Depois de um tempo, conversei com o Mário Lúcio (Vaz, ex-diretor geral artístico da Globo), ele contou que o Daniel Filho (que vai dirigir o longa) talvez fizesse o filme. Foi a primeira vez que fiz isso na vida: liguei para o Daniel, que é uma pessoa com quem não tenho relação regular, e disse ‘Sei que você vai dirigir Chico Xavier e quero fazer. Se você achar que estou muito velho, eu até faço uma plástica.’ Segui minha vida até que um dia ele me ligou e disse: ‘A resposta é sim’. Quando caí em mim, tive uma crise de choro.

Já tinha tido contato com o espiritismo?

Apesar de minha querida e saudosa mãe ser espírita e me levado ainda quando criança ao centro, de ter visto a materialização, eu não acreditava. Era cético. Na adolescência achei que não tinha que dar bola para essa história.

E como se preparou para o personagem?

Em março fomos para Uberaba, em Minas Gerais, na casa onde Chico morou, e para Pedro Leopoldo (cidade onde Chico nasceu). Lá tem recortes lindos... Delirei, queria morar lá. É um lugar de paz. Todos os lugares que ele frequentou são carregados de uma energia arrebatadora. Nessas visitas tive notícias de muitos colegas que visitavam o Chico. Toda vez que eu falo dele me emociono (fala com olhos marejados) e a figura da minha mãe ficou muito presente, porque ela se foi há uns 10 anos e o Chico me aproximou dela de novo. Conheci as pessoas de lá, os lugares por onde ele passou, as revelações. Foi uma forte emoção. Agora vou fazer uma digressão: não me acho uma pessoa inteligente. Todo mundo se acha inteligente. Eu me acho intuitivo.

Em que sentido?

É me emocionando que conheço as coisas. O Brasil me emociona. Sou um indignado com o país. Jesus me emociona, quando falou há mais de dois mil anos: “Amai-vos uns aos outros como a vós mesmos”. Minha formação é de comunista e acredito na solidariedade humana. Nunca me voltei para esse lado da religião. Mas não posso negar que fui tocado. Espiritismo é uma militância. As pessoas devem trabalhar pelo próximo.

O que mudou em sua vida depois que conheceu a obra de Chico Xavier?

Estou me cobrando para trabalhar em função disso, de ajudar ao próximo. Nunca neguei a existência de energias, de forças. Só que a minha crença era que depois da morte sua identidade acaba. Não acredito mais nisso, agora acho que ainda permanecem indivíduos distintos. É uma coisa forte. Não posso continuar com a atitude que tinha antes. Acredito no progresso da humanidade como todo comunista. É lento, mas há progresso. É o amor que leva a isso. Democracia é uma falsidade.

Voltando ao filme, você frequentou o Lar Frei Luiz, no Rio, para ajudá-lo?

Busquei antes do filme por causa da minha doença (ele tem câncer na próstata), para ver se enfrentava de uma maneira diferente. Isso me ajudou muito a lidar com ela com mais tranquilidade. Foi por uma bobeira. Nunca fui de excessos. Se não tivesse sido ignorante, teria evitado. Fui acolhido pelo Carlos Vereza, que me encontrou no Frei Luiz. Lá, é um lar de caridade e muito amor.

Você disse que as pessoas o confundiam com o Chico por conta do mesmo sobrenome. Isso te incomodava?

Ficava indignado. Eu me sentia desqualificado porque ignorava quem era Chico Xavier. Hoje essa ordem inverteu: me sinto elogiado. Se eu soubesse quem era me sentiria enobrecido.

Qual foi a reação das pessoas quando descobriram que você viveria Chico Xavier?

Tanto as pessoas de Uberaba, quanto o Daniel acham que, por eu não ser comprometido com o espiritismo, vejo com mais amplitude. É um olhar de quem é de fora. O filme vai ser um sucesso não só no Brasil quanto internacionalmente. O Chico é uma pessoa de importância equivalente ao Alan Kardec. É tido como reencarnação do Kardec. O Chico vai dar uma força. Ele é uma das pessoas mais queridas e conhecidas no mundo, mais que o Pelé.

E como foi o contato com Eurípedes, filho adotivo de Chico Xavier?

Ele é uma pessoa recatada, reservada, não é expansiva. Guardou 22 ternos do pai e todas as outras roupas e ainda me deu três ternos. Trouxe aquilo na viagem feito um manto sagrado. Fiquei com um terno, que é inglês, lindo (risos), e dei os outros para a produção. São roupas que vou usar no filme. Eu me senti o máximo com a roupa dele. Coube em mim, só fiz alguns ajustes. Mas era como se fosse meu...

Fonte: Internet.

domingo, 7 de março de 2010

Bondade de Chico Xavier vira inspiração para filme...

O diretor Daniel Filho, que se intitula ateu, garante que não foi a doutrina espírita que o atraiu e sim o imenso coração do médium.
Daniel Filho conta que ouviu 1.001 histórias sobre o médium e sobre a força do espiritismo.

















O diretor global Daniel Filho roda atualmente filme sobre a instigante vida do lendário médium brasileiro Chico Xavier. O filme homônimo fala sobre a trajetória do maior médium espírita do século 20 e está sendo produzido pela Globo Filmes e a Sony Pictures. O orçamento está estimado em sete milhões de reais, um dos filmes mais caros já produzidos no Brasil. O ator Nelson Xavier (67 anos) e Angelo Antônio (45) interpretam em diferentes fases o líder espiritual.













O jovem Chico teve na cidade mineira de Pedro Leopoldo a revelação da mediunidade, quando a irmã está amarrada na mesa da sala, possuída por um espírito. Um casal de espíritas tenta exorcizar a entidade que comanda a possessão. O pai, desesperado, prende os pés da filha, que se debate desesperadamente. Chico entra correndo na sala, montada no estúdio do Polo de Cinema de Paulínia. Liberta a irmã de suas amarras e a tranquiliza com o simples poder de persuasão da voz. A cena narrada é forte e o elenco que a reconstitui é composto por atores que tiveram que mergulhar no universo do médium como Ana Rosa, Anselmo Vasconcelos, Luis Melo, Larissa Vereza (filha de Carlos), Cléo Daniel (filha de Daniel Filho) e Angelo Antônio, um dos três atores que se revezam no papel de Chico.
A dramaturgia é intensa e desafio técnico idem, na cena acima narrada por exemplo foi feita com duas câmeras, uma grua, e a câmera baixa em direção ao rosto da exorcizada, descrevendo um movimento circular - uma pan, de panorâmica - que a faz rodar em torno dos personagens; e outra câmera que se move sobre trilhos, no solo, captando a cena do ângulo lateral. Daniel filho revela que não gosta de repetir os planos, por esse motivo os atores chegam a ensaiar à exaustão. E depois que gravou Tempos de Paz, um filme pequeno, com poucos atores, adaptado da peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil, Daniel optou por continuar trabalhando com tecnologia digital, mas o filme agora é grande, e caro, com mais de 100 personagens.
É um épico, define o diretor que conheceu pessoalmente Chico Xavier. "Quando ele vinha falar com a gente, Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho) e eu já sabíamos que íamos terminar fazendo algum programa de inspiração espírita na Globo", lembra Daniel. Quando Daniel foi convencido a dirigir o filme ele afirma ter passado por uma experiência transcendental. "Fui contar à minha mulher (Olivia Byington) e as lágrimas não paravam de escorrer. Estava falando, estava feliz e as lágrimas desciam numa enxurrada".
O roteiro é creditado a Marcos Bernstein, de Central do Brasil e bebe em várias fontes, incluindo a biografia de Marcel Souto Maior sobre a vida do médium. A estrutura episódica conta três fases da vida de Chico Xavier por meio de experiências decisivas que viveu na infância e já adulto, em Pedro Leopoldo, e depois em Uberaba, onde se radicou. O garoto Matheus Costa e, depois, o ator Angelo Antônio e Nelson Xavier vivem as diferentes fases do médium. O roteiro possibilita a realização de um filme de quase três horas, mas pela estrutura flexível, Daniel espera deixar a versão para cinema com cerca de duas horas. Haverá outra, mais extensa, para TV, para ser exibida como microssérie.
Por contrato, a estréia será em 2 de abril de 2010, dia do centenário de nascimento de Chico Xavier. A data, por conseqüência cairá em uma Sexta-feira Santa. A expectativa dos produtores é que este seja mais um grande êxito do cinema brasileiro, isso porque o espiritismo é forte no país e outro filme pequeno, sobre Allan Kardec com o ator Carlos Vereza se mostrou um sucesso inesperado. O diretor pediu e obteve a aprovação de familiares de Chico Xavier, mas não precisava, porque tem os direitos do livro. Desde que começou a trabalhar no projeto, Daniel Filho conta que ouviu 1.001 histórias sobre o médium e sobre a força do espiritismo.

"Não sou espírita, nem católico. Sou materialista. Estou mais para física quântica que para espiritualismo. Mas a insistência dos espíritas para que fizesse o filme me comoveu. É a história interessante de um homem abnegado, um tema que merece atenção", explica Daniel. O que o atrai em Chico Xavier é seu imenso coração, conta o diretor e não nenhuma doutrina. Ainda assim ele quis que alguns atores, pelo menos, fossem espíritas.

"Chico Xavier é um dos homens mais importantes do Brasil. Vou mostrar o ser humano, o homem que tem aura, que puxa para si a responsabilidade de paz e de espiritualidade, no sentido de paternidade. Quero manter o respeito que os brasileiros têm por esse homem humilde, que disse que só queria ir embora quando o povo estivesse feliz. Por coincidência, morreu aos 92 anos, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2002", conta Daniel Filho.

Fonte: Internet.

sábado, 6 de março de 2010

O amor em movimento...

Ninguém alcança patamares superiores sem o empenho para conquistar os mais
baixos, aqueles de difícil acesso.
Vencida uma etapa, surge outra...
Assim é o circulo da vida.

sexta-feira, 5 de março de 2010

50 anos depois de Brasília, Belo Horizonte inaugura cidade administrativa...

A inauguração atraiu políticos como o governador de São Paulo, José Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes, entre outras personalidades.
O grande ausente na inauguração foi justamente Niemeyer, de 102 anos e que nos últimos meses passou por vários problemas de saúde.

Até fim de outubro, mais de 16 mil servidores públicos atualmente distribuídos em 53 endereços de Belo Horizonte serão transferidos para a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves.
A nova sede do governo mineiro foi inaugurada ontem, quinta-feira, dia 04 de março e é o segundo centro administrativo projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
O primeiro, em Brasília, completa 50 anos no dia 21 de abril.


As semelhanças com Brasília, no entanto, param no traço arquitetônico, segundo a secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Renata Vilhena, que viveu na capital federal entre 1999 e 2003.
"O conceito de Brasília é diferente. Na Esplanada dos Ministérios há vários prédios, as pessoas precisam de carro para se deslocar. Aqui, não. Tudo foi verticalizado. Então, não se utiliza carro para ir de uma secretaria para outra. As pessoas vão de escada ou elevador. Economizamos com frota, combustível, telefone, alugueis e serviços de manutenção, limpeza, vigilância. É uma economia de R$ 92 milhões por ano", explica.

Da esquerda para direita: auditório JK, Palácio Tiradentes e
edifícios Minas e Gerais. Foto: Bruno Magalhães / divulgação













A Cidade Administrativa custou R$ 1,2 bilhão e foi encomendada pelo governador Aécio Neves a Niemeyer, que retomou o projeto urbanístico traçado por Juscelino Kubitschek para Belo Horizonte na década de 40, quando foi prefeito da capital mineira. Na época, JK incentivou a urbanização da Pampulha, na zona norte da cidade.
Agora, segundo a secretária, o objetivo é promover o desenvolvimento da região ainda mais ao norte da cidade, a 12 quilômetros do centro, já na fronteira com o Parque Ecológico Serra Verde, onde há carência de serviços públicos e alto crescimento demográfico. Cerca de dois mil servidores já estão trabalhando no local. "Tinha receio com relação aos funcionários porque é mais longe do centro, mas fui surpreendida positivamente. Como o espaço é todo aberto e as divisórias são mais baixas, é preciso uma mudança de cultura. Eles estão até falando mais baixo agora", conta Renata Vilhena.

Com as novas estações de trabalho, funcionários estão até falando mais baixo, conta a secretária. Foto: Leo Drumond / divulgação













O novo espaço tem três edifícios: o Palácio Governamental, com quatro pavimentos de 26 metros de largura a 147 metros do chão, o maior vão livre suspenso do mundo, e dois grandes blocos curvos com 200 metros de comprimento e 15 andares, onde ficarão as secretarias.
Dois lagos e estacionamentos completam a área de 804 mil m², quase três estádios do Maracanã. A cidade tem, ainda, um auditório de quatro mil m² e capacidade para 490 pessoas, além de um centro de convivência circular com restaurantes, lanchonetes, correios, bancos e lojas.

Imagem noturna do vão livre dos edifícios, refletidos nos lagos da Cidade Administrativa. Foto: Leo Drumond / divulgação














Centenário de Tancredo

O nome da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves é uma homenagem ao ex-presidente Tancredo (1910-1985), que completaria 100 anos no dia 4 de março. Tancredo iniciou a vida política como vereador, em São João del Rei, sua cidade natal, em 1933. Foi deputado federal, primeiro ministro, senador e governador de Minas Gerais. Sua eleição para presidente da República, em 1985, marcou o fim do regime militar que teve início em 1964.

Da esquerda para direita: Tancredo Neves, Luci e Franco Montoro, Brizola e Ruth Escobar, no Comício Pró-Diretas em 1984. Foto: AE














Um dia antes da posse, marcada para 15 de março de 1985, Tancredo foi submetido a uma cirurgia de emergência. Morreu na noite de 21 de abril, depois de ter sido submetido a sete cirurgias. Na manhã do dia 22, o vice José Sarney foi confirmado na presidência. No dia 23, o corpo de Tancredo chegou ao aeroporto de Belo Horizonte para receber as homenagens de 2 milhões de pessoas.
Era casado com Risoleta Tolentino Neves, com quem teve três filhos. Um dos netos de Tancredo é o atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Veja o vídeo que mostra, em poucos segundos, a evolução das obras que duraram 26 meses.

Fonte: Internet.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Arquitetura Sustentável - O que é um projeto sustentável...

Hoje os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima.
O projeto de arquitetura sustentável contesta a idéia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo , estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Se compromete a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem contudo, ser inviável economicamente.
A elaboração de um projeto de arquitetura na busca por uma maior sustentabilidade deve considerar todo o ciclo de vida da edificação, incluindo seu uso, manutenção e sua reciclagem ou demolição.
O caminho para a sustentabilidade não é único e muito menos possui receitas, e sim depende do conhecimento e da criatividade de cada parte envolvida.
“É extremamente importante que o profissional tenha em mente que todas as soluções encontradas não são perfeitas, sendo apenas uma tentativa de busca em direção a uma arquitetura mais sustentável. Com o avanço tecnológico sempre surgirão novas soluções mais eficientes.” (YEANG,1999)

Quais as Vantagens de um projeto sustentável

O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos.
O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores.
Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia?
A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.)
Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:

- redução dos custos de investimento e de operação;
- imagem, diferenciação e valorização do produto;
- redução dos riscos;
- mais produtividade e saúde do usuário;
- novas oportunidades de negócios;
- satisfação de fazer a coisa certa.

Fonte: Internet.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O amor em movimento...

"A vida não é uma corrida e sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo".

terça-feira, 2 de março de 2010

Materiais de construção ecológicos...

Se você quer ser mais ecológico mas não está preparado para construir uma casa nova, eis algumas maneiras de transformar a casa em que vive em uma edificação mais positiva em termos ecológicos.

Materiais reciclados

Os materiais de construção reciclados podem ser pós-industriais (subprodutos do ciclo industrial) ou pós-consumo (madeira, metal e concreto reciclados).
É possível encontrar uma versão reciclada de praticamente qualquer material de construção.
A cinza reciclada de chaminés industriais pode ser usada para produzir concreto de alta resistência.
O concreto também pode ser pulverizado e misturado uma vez mais ao cimento para produzir concreto novo.
Se você estiver construindo uma varanda, pode usar "madeira" produzida a partir de garrafas recicladas.
É fácil derreter aço e forjá-lo em novas formas estruturais.
Solas de tênis podem ser picadas e usadas como base para superfícies de quadras de esporte.
Até mesmo edifícios demolidos por uma implosão, que deixam apenas uma pilha de detritos, podem ser reciclados.
Equipamentos como grandes garras e cortadores podem esmagar e separar o aço e o concreto em pilhas separadas para reciclagem.

Pisos

Pisos de bambu e cortiça estão se tornando escolhas populares devido à sua semelhança com pisos tradicionais de madeira.
O principal problema com os pisos de madeira sólida tradicionais - pinho, carvalho ou bordo - é que essas árvores levam décadas para crescer.
Um carvalho pode demorar até 120 anos para amadurecer plenamente.
Mas o bambu e a cortiça são produtos de rápido crescimento.
O bambu (uma gramínea) geralmente se regenera em um prazo de quatro a seis anos e as plantas que permitem produzir cortiça crescem em nove anos.
Os dois recebem pontos adicionais quanto ao desempenho ecológico porque não requerem adesivos tóxicos e produzem menos vapores poluentes na instalação.
Também são comparáveis em termos de preço a outros pisos de madeira, mas existem mais de mil variedades de bambu e cortiça, de modo que os preços podem variar muito. Pisos de cortiça e bambu são suscetíveis à descoloração por luz ultravioleta e alguns dos tipos exigem produtos especiais de limpeza.
Outras opções ecológicas de assoalho incluem pisos de madeira industrializada ou de produção mecânica.
Trata-se de produtos compostos formados por camadas de madeiras (muitas vezes recicladas) que se integram em um processo de laminação.
Em geral, esse tipo de piso é mais barato e fácil de instalar do que os pisos de madeira tradicionais, mas sua durabilidade é inferior.

Aquecedores de água sem tanque

Os aquecedores de água sem tanque produzem calor apenas quando uma torneira de água quente é aberta, de modo que não desperdiçam energia em modo "standby".
A água passa diretamente pelo aquecedor à medida que se torna necessária - não fica armazenada em um tanque.
Os aquecedores sem tanque podem ser elétricos ou a gás (os aquecedores a gás em geral propiciam volume de água maior), e existem em diversos tamanhos.
Pode-se instalar um aparelho que atenda a casa toda ou a apenas um eletrodoméstico - por exemplo a lavadora de louças.
São produtos mais caros que os aquecedores convencionais, mas, considerando que o aquecimento da água responde por 15% da conta de energia de uma residência média, a recuperação de parte desse custo adicional surgiria rapidamente.

­­Isolamento

A Consumer Reports afirma que os custos de aquecimento e de refrigeração respondem por 45% do custo de infra-estrutura de uma residência média.
De acordo com o site Energy Star, do governo norte-americano, isolamento adicional, poderia reduzir esses custos em cerca de 15% a 20%.
Mas a instalação de um sistema tradicional de isolamento em fibra de vidro requer máscara e luvas, o que acarreta um problema: se a fibra de vidro é tóxica a ponto de não poder ser tocada ou inalada, por que viver em uma casa selada por esse material? Denim e papel de imprensa reciclados estão rapidamente se tornando as melhores alternativas ecológicas de isolamento.
O isolamento tradicional em fibra de vidro foi aperfeiçoado ao longo dos anos, mas os materiais reciclados não contêm tantos produtos químicos (e reduzem o volume de lixo nos aterros sanitários).
O material reciclado custa mais caro, mas em geral se sai melhor do que a fibra de vidro tradicional nos testes de isolamento.

Fonte: Internet.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A arquitetura e a questão ambiental nas cidades...

Artur Rozestraten - Arquiteto e urbanista, idealizador do projeto CASAVIVA

O tema da ecologia geralmente aparece na grande mídia relacionado à preservação e à recuperação da natureza selvagem. No entanto, as reais possibilidades de preservação e recuperação dessa natureza selvagem estão intimamente relacionadas à questão ambiental nas cidades.
A degradação e o comprometimento da natureza selvagem foram intensificados pelo crescimento descontrolado das cidades e de suas atividades industriais de alto impacto ambiental, especialmente a partir de meados do Século 19. A reversão da alarmante crise ambiental contemporânea depende de iniciativas que reavaliem o papel da cidade e a participação de cada cidadão como pólo decisivo na educação ambiental e na transformação de comportamentos.
Atualmente o ambiente urbano é o hábitat de mais de 50% da população mundial. E esse percentual deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. As projeções da ONU estimam que em torno de 2025 a população urbana mundial, que hoje é de aproximadamente 2,5 bilhões, pode chegar aos 5 bilhões de pessoas.
Todos os dias vivenciamos nas cidades alguns dos mais graves problemas ambientais contemporâneos: as questões da água, do lixo, da poluição e do alto consumo de energia. É certo que a solução desses problemas depende de vontade política, práticas públicas e planejamento urbano, mas depende também, e essencialmente, da colaboração ativa de cada um dos cidadãos.
Alguns exemplos de “casas ecológicas” são divulgados com freqüência na grande mídia. Essas casas, quase sem exceção, estão localizadas em ambientes não-urbanizados: pequenas comunidades, fazendas, praias e montanhas, e são vistas com curiosidade e interesse pelo público como experiências excêntricas com um certo tom futurista.
Um dos desafios da arquitetura contemporânea é o de conseguir desmistificar esse assunto e desenvolver projetos residenciais no interior das cidades, em lotes comuns, valendo-se dos conceitos de arquitetura sustentável e de “casa ecológica” adaptados ao ambiente urbano e às condições locais de disponibilidade de materiais e mão-de-obra.
Hoje já é possível construir no Brasil casas e edifícios “ecológicos” com projetos personalizados, valendo-se de sistemas e materiais alternativos disponíveis no mercado da construção civil. Não se trata de alta tecnologia, sofisticada e cara, mas sim de soluções técnicas simples e acessíveis articuladas em projetos de arquitetura que têm como premissa conceitos de ecologia urbana e de planejamento ambiental.
A arquitetura residencial projetada com princípios ecológicos também significa economia para a municipalidade, afinal é possível reduzir em até 60% o volume de entulho retirado da obra, reduzir o volume de águas pluviais destinado ao sistema público em pelo menos 80%; reduzir o volume de esgoto despejado no sistema coletivo em pelo menos 50%, além de contribuir com até 80% da área do terreno em área verde para a cidade, considerando soluções paisagísticas como tetos-jardim.
Não há dúvidas de que uma arquitetura responsável e sintonizada com as questões urbanas contemporâneas pode contribuir de forma efetiva para a melhoria das condições de vida nas cidades e a solução de sérios problemas ambientais como a impermeabilização crescente do solo; a redução progressiva da vegetação urbana, especialmente nos lotes privados; o alto consumo energético necessário para minimizar o desconforto de soluções arquitetônicas inadequadas às condições climáticas reais (como, por exemplo, os “indispensáveis” aparelhos de ar condicionado); o alto custo do tratamento público da água e dos esgotos; o desperdício e o lançamento de entulhos e sobras de canteiros de obras na periferia das cidades.
As arquiteturas sustentáveis oferecem grandes vantagens para a sociedade, e em escala ampliada, para todo o meio ambiente. Se as vantagens ambientais são nítidas, as vantagens econômicas são capazes de convencer os mais céticos.
Com projetos arquitetônicos alternativos é possível construir residências que proporcionem uma economia de energia elétrica de, pelo menos, 40% e uma economia de água que pode chegar a 50%. E o que é melhor, com um custo médio de cerca de 10% menor do que o de uma residência convencional. Isso significa economia imediata na obra e economia ao longo de anos.
A inserção de casas e edifícios sustentáveis ou “ecológicos” nas cidades brasileiras nos próximos anos pode ter um efeito multiplicador de grande importância, sugerindo novos comportamentos, e sinalizando para a sociedade outros caminhos possíveis na ocupação do solo urbano com grandes vantagens econômicas e ambientais.

Fonte: Eco 21 - www.eco21.com.br