sábado, 3 de abril de 2010

Gentileza urbana

Atitudes simples capazes de trazer mais poesia ao nosso cotidiano, essa é a idéia.
Gestos que surjam inesperadamente para nos devolver o prazer de viver na metrópole, de ficar na janela a observá-la, de ouvir seu som.
A sinfonia dos carros a passar, dos passarinhos nas árvores, das crianças brincando na praça, dos sinos da igreja lá longe.
A alegria de andar pelas ruas e sentir o cheiro do tempo e dos frutos.
De ver as cores das casas e dos jardins.
Talvez fossem essas sensações que, na Grécia antiga, Aristóteles já aconselhava conservar.
Pelo menos, em seu livro Ética a Nicômaco, ele ressaltou o cuidado com o corpo, com a alimentação, com o amor e, sobretudo, com a cidade.
Como se essa fosse tão orgânica quanto nós, palpite que Aristóteles confirma ao dizer que o que nos une à pólis é um sentimento humano: a amizade.
E foi para celebrar essa amizade que surgiu, em Belo Horizonte, o Prêmio IAB Gentileza Urbana.
No início dos anos 90, a Associação Mineira de Defesa do Ambiente fazia uma lista de entidades poluidoras da cidade, e o Instituto dos Arquitetos do Brasil de Minas Gerais (IAB-MG) quis fazer o mesmo com empresas do ramo da arquitetura e construção.
Porém, o então diretor de marketing da regional, João Grillo, propôs o contrário: homenagear aqueles que faziam coisas boas pela cidade.
Assim, em 1993, surgiu a premiação que, ainda hoje, ocorre ano a ano.
A boa nova foi descobrir que o prêmio mineiro impulsionou a criação de eventos semelhantes no Rio de Janeiro, a partir de 2000, e em Maceió, ano passado.
Todos realizados pelas respectivas regionais do IAB.

Fonte: Internet.

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