domingo, 6 de junho de 2010

Asmare - Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitavel de Belo Horizonte...

A Asmare tem cerca de 380 associados e beneficia, indiretamente, mais de 1500 pessoas.
Além do trabalho de coleta realizados pelos catadores, a Associação desenvolve um trabalho de parceria junto a empresas, escolas, condomínios, órgãos públicos, entre outros, para a coleta de recicláveis.
O material reciclado produzido pelos parceiros é doado à Associação que, deste modo, pode gerar e sustentar postos de trabalho para catadores e ex-moradores de rua.
A organização da produção é acompanhada pelo processo de resgate da auto-estima e da cidadania de uma população historicamente excluída.
A Asmare recolhe por mês cerca de 450 toneladas de lixo contendo papel, papelão, revistas, jornais, latas de alumínio, garrafas PET e plásticos.
Com exceção do vidro e da borracha, recebe quase todos os outros tipos de material. Tudo é separado, prensado e estocado, antes de seguir para a reciclagem.
Nos galpões, parte desse material é utilizado nas oficinas de reciclagem que geram postos de trabalho para 27 pessoas. Todos são ex-moradores de rua.
Além das oficinas, eles também estão inseridos na triagem de materiais.

Um pouco de sua história

Os catadores de papel já fazem parte da realidade de BH há mais de 50 anos.
Sem nenhuma organização, integravam a economia de maneira marginal, eram discriminados e desconheciam o importante papel ambiental que desempenhavam para a preservação do meio ambiente.
Em 87, com o apoio da Pastoral de Rua, iniciam o processo de organização social e produtiva, que permite hoje, a 380 pessoas, acesso à cidadania.
Uma nova história começa a ser escrita.
O lixo, matéria-prima reciclável, torna-se objeto de trabalho e capital da associação que seria fundada em 1990.
Em 1993, a gestão municipal opta, ao implantar a coleta seletiva na cidade, por estabelecer uma parceira com catadores, reconhecendo-os como agentes ambientais prioritários na execução desta política.

Orgulho de Minas: Dona Geralda, autoestima e cidadania

Essa é a receita que Dona Geralda, diretora da Asmare, encontrou para organizar sua vida e ainda ajudar muitas pessoas:

"Num existe lixo.
Tudo que a gente joga fora pode ser usado.
Só vira lixo porque a gente não separa", já explica para começar a conversa Maria das Graças Marçal, de 59 anos, membro da diretoria financeira da Asmare, em Belo Horizonte.
Maria ou Dona Geralda – como prefere ser chamada, “nome de batismo” – é casada há 45 anos, mãe de 9 filhos e catadora de papel desde os 8 anos.
A associação, referência mundial no que faz, atende hoje 230 catadores, ajudando cerca 1,5 mil pessoas.
São quase 500 toneladas de papel por mês.
Dona Geralda foi finalista do prêmio Cláudia de 2009, já foi a Washington dar palestras no Banco Mundial e a Nova York falar na ONU.
“O pessoal fica brincando que foram os meus cinco minutos de fama”, se diverte a catadora de papel que aprendeu a ler aos 40 anos.
“O tema da sustentabilidade está muito forte atualmente.
Sempre cuidei do meio ambiente, mas só fui descobrir isso mais tarde, quando aprendi o que era cidadania.” Saiba mais...

Fonte: Internet.

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