quinta-feira, 15 de julho de 2010

Objeto de desejo - Revista Encontro - Marcelo Fiúza...

Ornamento e utilitário, a cadeira tem importante papel na sociedade através dos tempos

A empresária Vivian Scarano Tonon: "A cadeira não é mais só para sentar, ela transcendeu forma e função, é uma experiência sensorial"














Seja um rústico tamborete de pedra encontrado em escavações arqueológicas ou um trono real, um andor de procissão religiosa ou mesmo aquele imenso assento presidencial que fica na ponta da mesa, qualquer cadeira traz em si muito mais do que a óbvia função de mero assento.
O objeto, sempre utilitário em sua concepção, nos revela também o estágio de evolução cultural e tecnológico da sociedade que o gerou.
Uma cadeira vem sempre carregada de valores simbólicos e se no tempo dos reis era sinônimo de poder, hoje ganha status de obra de arte e destaque na sala de estar.
Essa relação entre o utilitário, o estético e o simbólico é o que tanto fascina estudiosos, marchands, designers e colecionadores.
“A cadeira, como vários outros objetos criados pela mão do homem, é uma peça antropológica, antes de mais nada porque encerra a trajetória de evolução da raça, o momento em que ela se encontra em termos de domínio da matéria, da natureza, da tecnologia. Em outros tempos a importância cultural dada pelo governante era de tal ordem que o objeto levava a sua grife, como por exemplo as cadeiras Luiz XV e Napoleão.
Quando alguém era coroado dizía-se que ascendeu ao trono, numa associação do assento ao cargo ocupado pelo rei.
Saiba mais...

O "objeteiro" Antônio Carlos Figueiredo tem mais de 500 cadeiras em sua coleção, entre elas raridades assinadas por Tenreiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário