segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Museu do Aleijadinho...










O Museu do Aleijadinho foi criado em Ouro Preto, em 1968, para reunir, conservar, preservar e difundir objetos de arte sacra e documentos gráficos de valor histórico, além de realizar pesquisas e estimular atividades no campo da história da arte. A denominação do museu é uma homenagem ao maior artista ouro-pretano de arte barroca Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, patrono da arte no Brasil. Ele foi o construtor, dentre tantos monumentos, da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, onde se abriga o museu. Aleijadinho viveu em Minas Gerais, de 1730 (data provável) a 18 de novembro de 1814.
























O Acervo

A maior parte do acervo encontra-se em exposição permanente em três ambientes: sala da Sacristia, sala da Cripta e ainda na Igreja de São Francisco de Assis, também incorporada ao museu. Já a Consistório é o espaço destinado às várias exposições temporárias realizadas a cada ano. Na sala da Sacristia estão reunidos exemplares de imagens do século XVIII do barroco mineiro, sendo a maioria da primeira metade daquele século. A sala da Cripta é o antigo porão da igreja, restaurado, após escavações, para abrigar obras de Aleijadinho, prataria e outras peças de valor. A sacristia da Igreja de São Francisco possui como atrativo o chafariz esculpido por Aleijadinho entre 1777 e 1779. Os quadros expostos são de Francisco Xavier Gonçalves e as pinturas do teto de Manuel Pereira de Carvalho.


















A Igreja

A Matriz de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em 1727, sob a direção de Manuel Francisco Lisboa, mestre do Ofício de Carpinteiro e pai de Aleijadinho. É um dos mais importantes templos de Ouro Preto pela sua arquitetura e ornamentação. Possui oito altares laterais talhados em rica e minuciosa arte rococó, exprimindo direta influência portuguesa. Em frente ao primeiro altar está sepultado Antônio Francisco Lisboa. No trono do altar-mor encontra-se a imagem de Nossa Senhora, modelada em tamanho natural e talhada por Conceição de Murilo, em 1893. As colunas salomônicas desse altar foram executadas por Mestre Felipe Vieira, entre 1760 e 1765. Merecem destaque dois púlpitos esculpidos por Aleijadinho em pedra sabão, datados de 1771, onde o artista incrustou as figuras de quatro evangelistas e, ao centro, a figura de Jesus Cristo pregando no Mar de Tiberíades, sobre uma barca. Manuel da Costa Athayde foi o pintor responsável pela decoração da igreja. No teto, ele representou a Assunção de Nossa Senhora, o rei Davi aos pés da santa, cantando ao som de harpa e uma revoada de anjos.

Localização: Praça de Antônio Dias – Bairro de Antônio Dias – Ouro Preto, Minas Gerais, Brasil.

Horários de visitação do Museu Aleijadinho:

Santuário de Nossa senhora da Conceição
De terça a sábado, de 08:30 às 17h
Domingo de 12h às 17h

Igreja de São Francisco de Assis
De terça a domingo, de 8h às 17h

Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões
EM RESTAURAÇÃO

Fonte: Internet.

domingo, 6 de dezembro de 2009

O Pai-Nosso Esotérico...





















Esta sagrada e belíssima oração gnóstica, relatada no Evangelho de Mateus, no capítulo 6, vers. 9 a 13, é muito conhecida e dispensa maiores apresentações.
No relato, Jesus a trouxe à multidão que acompanhara sua pregação no Monte das Oliveiras.
Esta oração sagrada, ensinada por Nosso Senhor Jesus o Cristo, o Logos é poderosa porque beneficia a alma e o corpo de todos aqueles que o praticam.
O Pai-Nosso é dividido em 7 petições, as quais conectam nossa pessoa humana a nosso Real e Verdadeiro Ser.
Sabemos que temos 7 corpos e também 7 chacras principais.
Cada uma das petições, bem trabalhada e com pai nosso profunda devoção, unindo Concentração e Imaginação Positiva, equilibra, cura e "alinha" cada um desses chacras e corpos.

As 7 petições do Pai-Nosso dividem-se em 3 partes:
Invocação, Súplica e Entrega e, finalmente, agradecimento.

O interessante é que podemos fazer analogias entre o Pai-Nosso cristão e a oração da Abertura, do Alcorão islâmico.
Esta oração islâmica (Surat al Fátiha, ou Surata da Abertura), compõe-se de 7 partes e é uma invocação das graças do Todo-Poderoso, e também uma total entrega de nossos destinos a Ele.
Outra analogia é que essas duas orações, na sua língua original, começam com a letra "B", a qual corresponde cabalisticamente ao número 2.
Ou seja, para o Cabalista, só se pode atrair a atenção de Deus para que Ele opere milagres dentro de nós quando compreendemos o Mistério do Arcano 2, a Sacerdotisa, o Cristo Cósmico.
Tanto uma oração quanto a outra nos conectam com o Cristo Íntimo.
Em seguida, entregaremos uma análise esotérica sobre as 7 petições do Pai-Nosso, recordando que sempre devemos orar com a Consciência e com o coração.
Assim, devotadamente, nos conectaremos mais e mais com nossa Divina Presença, o "Eu Sou Cristo", o nosso Cristo Interior, aquela Centelha Divina que é um fragmento glorioso do Exército da Voz, do Cristo Cósmico e Infinito.

PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS
Introdução à Oração Sagrada.
O Pai aqui é nosso Ser Interno, que é, que existe, em nossos Mundos Superiores de Consciência.
Esse Céus são nossos estados de supra-consciência.
É a primeira parte da Invocação, onde se Conjura o nome sagrado de Deus.

1. SANTIFICADO SEJA VOSSO NOME
O nome de Deus aqui está sendo usado de forma pura e devota. Devemos aqui aprofundar nossa entrega a Ele. Nesse momento a Graça de Deus começa a descer sobre nós, depois de invocado o Nome do Pai. Essa Graça, essa Energia Cósmica, começa a iluminar nosso corpo espiritual, Atman, e nosso chacra coronário. A cor é violeta.

2. VENHA A NÓS O VOSSO REINO
Aqui devemos pedir que toda a sua Presença e Poderes trabalhem sobre nós, para que sejamos Transformados. Corresponde ao corpo da Consciência (nosso verdadeiro Lar é nossa Consciência), ou corpo búdico, e o chacra é o frontal. As cores são o azul e o rosa.

3. SEJA FEITA A VOSSA VONTADE
Imploramos que a Vontade dEle se faça, e que conheçamos essa Vontade para que a obedeçamos conscientemente. O Conhecimento (Gnose) nos ajuda a Ter a verdadeira Fé, ou Fé Consciente. Corresponde ao corpo Causal, Manas ou, ainda, corpo da Vontade.

4. ASSIM NA TERRA COMO NOS CÉUS
Devemos implorar ao Pai que harmonizemos nossa vida material com a espiritual, "viver no mundo mas não pertencer a ele", como diziam os Cátaros. Os céus são representados por um triângulo que desce e a terra por um triângulo que sobe. Essa harmonia forma a Estrela de Seis Pontas, a qual representa o chacra cardíaco. Corresponde também ao corpo mental. A mente é o intermediário que une o físico ao espiritual. Ou a mente está a favor do espírito ou a favor da matéria.

5. O PÃO NOSSO DE CADA DIA DAI-NOS HOJE
Esse Pão é a energia curativa da Divindade que abastece nossa bateria principal, que se localiza no chacra solar (onde se acumulam nossos átomos solares, ou Prana). Corresponde ao corpo astral.

6. PERDOAI NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO
Com essa Graça poderemos Ter energia suficiente para nossos karmas serem perdoados pelos Senhores da Justiça Divina. As ofensas verdadeiras correspondem, no mundo das energias, a nosso chacra prostático/uterino, pois a Fornicação, sendo uma ofensa ao Espírito Santo, deve ser paga de qualquer jeito. ("Todos os pecados serão perdoados, menos aquele cometido contra o Espírito Santo.) Essa energias sexuais mal canalizadas nos desconectam de nosso Ser Interno. Corpo etérico, ou corpo da saúde.

7. MAS LIVRAI-NOS, SENHOR, DE TODA A ILUSÃO E DE TODO O MAL
Somente a Presença Divina pode anular toda a energia negativa que tende a nos levar à inconsciência. Esse mal, energeticamente falando, corresponde ao nosso chacra básico, o qual é assento não somente da sagrada Kundalini, mas também, em seu aspecto negativo, ao Átomo do Inimigo Secreto. É a concentração das energia atômicas negativas, as quais invadem todo o corpo quando morremos, quando a consciência abandona o corpo.

AMÉN... AMÉN... AMÉN...

O Amén coresponde ao AOM oriental e significa "Eu Aceito", "Faça-se", "Cumpra-se", "Realize-se".
Ou, "Que Assim Seja", "Desejo que isso faça parte de mim."

Fonte: Internet.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Centro Histórico do Rio de Janeiro...

Oito pontos turísticos que permitem que os turistas e visitantes conheçam igrejas imponentes e exuberantes e centros culturais instalados próximos a Baía de Guanabara, no Centro Histórico do Rio de Janeiro...

1. Centro de Arte Hélio Oiticica
O prédio é uma imponente construção do século XIX, em estilo neoclássico e foi concebida para receber o Conservatório de Música e hoje abriga a coleção de um dos artistas brasileiros mais radicais entre os anos de 1960 a 1970, criador dos parangolés, obras de arte multicoloridas que podem ser vestidas como capas.
Em suas seis galerias ocorrem algumas exposições temporárias de artistas consagrados.
Endereço: R. Luís de Camões, 68 - Centro - tel:(21)2232-1104/(21)2232-1104.
Terça à sexta das 11hs às 18hs; sábado, domingo e feriados das 11hs às 17hs.

2. Real Gabinete Português de Leitura
A mais espetacular biblioteca de obras portuguesas fora de Portugal, com pelo menos 350 mil títulos, fica num edifício datado de 1837 em estilo neomanuelino.
O imponente e belo salão de leitura, de pé-direito alto, deixa à mostra a estrutura metálica decorada com motivos medievais dourados, que termina em um vitral de ferro e vidro que cobre todo o salão.
As mesas de leitura são de jacarandá trabalhado.
Entre as raridades, estão as Ordenações de dom Manuel, por Jacob Cromberger, editadas em 1521; manuscritos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco; e o Dicionário de língua tupy, de Golçalves Dias.
Parte do acervo pode ser visitada, a exceção das obras raras.
Endereço: R. Luís de Camões, 30 - Centro - tel:(21)2221-3138/(21)2221-3138.
Segunda à sexta das 9hs às 18hs.

3. Igreja de São Francisco de Paula
Originalmente uma ermida que se tornou capela e depois igreja, tem a pedra fundamental datada de 1759, embora só tenha ficado pronta em 1865.
Apresenta fachada de traços barrocos, com frontão curvilíneo em cantaria e apesar de mal conservada e cercada de vendedores ambulantes, merece ser visitada pelas surpresas que podem ser admiradas em seu interior, como os vitrais vindos de Munique, e os ornamentos feitos por Mestre Valentim na capela-mor, os entalhes de Antônio de Pádua Castro e as pinturas de Vítor Meireles.
Endereço: Largo de São Francisco, s/n - Centro - tel:(21)2509-0067/(21)2509-0067. Segunda à sexta das 9hs às 13hs.

4. Igreja do Mosteiro de São Bento
Expressão máxima do barroco na cidade, a igreja cuja construção data de 1633 a 1690 tem uma fachada austera que esconde um rico interior revestido por talhas de madeira dourada.
Os oito magníficos altares laterais ostentam imagens dos séculos XVII e XVIII.
Não deixe de apreciar as delicadas formas dos anjos que adornam seu interior.
Na sacristia, destaca-se o Cristo representado no painel Senhor dos martírios, pintado em 1690 por frei Ricardo do Pilar, autor de outros quadros do mosteiro.
Aos domingos, às 10 horas, realiza-se a concorrida missa em que os monges entoam cantos gregorianos e para ouví-los, deve-se chegar ao local com bastante antecedência.
Endereço: Rua D. Gerardo, 68 - Centro - tel:(21)2291-7122/(21)2291-7122.
Todos os dias das 8hs às 11hs e das 14:30hs às 18hs.

5. Igreja Nossa Senhora da Candelária
A atual construção erguida entre 1775 e 1898, substituiu a original do fim do século XVI.
O interior é revestido de mármore e no teto da nave há painéis de Zeferino da Costa, executados por volta de 1880, que narram a história da igreja.
As belas portas de bronze do escultor português Antônio Teixeira Lopes foram instaladas em 1901.
Em frente pode se ver a escultura Mulher com ânfora de autoria de Humberto Cozzo. Endereço: Praça Pio X - Centro - tel:(21)2233-2324/(21)2233-2324.
Segunda à sexta das 8hs às 16hs; sábado das 8hs às 12hs e domingo das 9hs às 13hs.

6. Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Erguido entre 1880 e 1906, o prédio onde hoje funciona o CCBB foi projetado em estilo neoclássico por Francisco Joaquim Bethencourt da Silva, seguidor de Grandjean de Montigny.
Construído para sediar a Praça do Comércio (espécie de Bolsa de Valores da época), tornou-se propriedade do Banco do Brasil na década de 1920 e desde 1989 abriga o centro cultural.
Nele ocorrem algumas das atrações mais respeitadas da cidade, entre exposições de arte de qualidade, eventos musicais e peças de teatro.
Funciona também como ponto de encontro, lazer e happy hour, pois dispõe de cinema, biblioteca, livraria e restaurante.
Repare na arquitetura do prédio, no belo hall central e no requinte das colunas e dos ornamentos.
Endereço: Rua 1º de Março, 66 - Centro - tel:(21)3808-2020/(21)3808-2020.
Terça à domingo das 10hs às 21hs.

7. Casa França-Brasil
O projeto - primeiro registro do estilo neoclássico na cidade - é do arquiteto francês Grandjean de Montigny, que veio ao país em 1816 com a Missão Francesa.
A Missão Francesa foi chefiada pelo intelectual Joaquim Lebreton e trouxe diversos artistas com Nicolas Taunay e Jean-Baptiste Debret, além do arquiteto Grandjean. Essa missão teria sido uma iniciativa de dom João VI para formar no Brasil a Academia de Artes e Ofícios e inaugurar o ensino sistemático da arte.
Lebreton trouxe consigo uma pequena coleção de quadros, que deu origem ao acervo existente no Museu Nacional de Belas-Artes.
Inaugurado em 1820 como praça do comércio, o espaço foi utilizado depois como Alfândega, arquivo de bancos e finalmente, de 1956 a 1978, como sede do Segundo Tribunal do Júri.
Hoje funciona como centro cultural, sem acervo próprio, e abriga exposições ao longo do ano.
Merece apreciação as 24 colunas em estilo dórico (de madeira com pintura de trompe l’oeil que imita mármore) que demarcam a área sob a grande abóboda central com clarabóia no alto.
Há uma pequena livraria, café e um cinema.
Nos fundos da Casa funciona o Arte Temperada Bistrô e Buffet, com opções de pratos franceses e alguns brasileiros, que abre diariamente das 12hs às 19hs - tel:(21) 2253-2589/(21) 2253-2589.
Endereço: Rua Visconde de Itaboraí, 78 - Centro - tel:(21)2253-5366/(21)2253-5366. Terça à domingo das 12hs às 20hs.

8. Centro Cultural dos Correios
O prédio em estilo eclético que sediaria uma escola profissionalizante do Lloyd brasileiro teve sua construção iniciada por volta de 1920.
Porém, antes mesmo da inauguração, em 1922, já havia sido transferido para os Correios, cuja administração funcionou no local até a década de 1980.
Após ser desativada, passou por reformas e em 1993 foi transformado em centro cultural.
Preservaram-se elementos característicos da época de sua construção, como o elevador, para três pessoas, além do ascensorista.
Exposições de arte gratuita são realizadas em suas salas, enquanto filmes, peças e apresentações de música brasileira de concerto concentram-se em um auditório para duzentas pessoas.
O térreo abriga uma pequena galeria para exposições, uma agradável cafeteria e uma agência dos Correios em funcionamento, assim se estiver por lá, aproveite e envie um cartão postal da cidade para um amigo.
Na praça dos Correios, ao lado, podem ocorrer eventos ao ar livre.
Endereço: Rua Visconde De Itaboraí, 20 - Centro - tel:(21) 2253-1580/(21) 2253-1580. Terça à domingo das 12hs às 19hs.

Fonte: Internet.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O amor em movimento - Instituto Yara Tupynambá...

Lendo o blog das minhas amigas Ligia Aroeira, Matilde Horta e Regina Brito,
espaço das artes - sala três - Três meninas do Brasil fazendo arte, achei interessante essa coisa da Arte Solidária.
Como são vários os caminhos para se colocar o "amor em movimento..."

O Instituto Yara Tupynambá é uma sociedade civil sem fins lucrativos, fundado em 10 de janeiro de 1987 (Registro nº. 66.931 do Livro A - Cartório Jero Oliva).
Sua sede atual é localizada à Rua Espírito Santo, 1481, Bairro Lourdes - Belo Horizonte - Minas Gerais.
Telefone de contato: 55 (31) 3213-3948 55 (31) 3213-3948
E-mail: instituto@yaratupynamba.org.br.
















Ao longo de quase duas décadas, o Instituto Yara Tupynambá vem desenvolvendo importantes trabalhos, não só de apoio às artes plásticas, como também de incentivo à todas atividades culturais e educacionais em Minas Gerais.
Nos últimos anos (a partir de 1996), em sintonia com as novas demandas históricas e sociais, o Instituto vem organizando cursos, de forma isolada ou em parceria com outras instituições, visando qualificar ou re-qualificar trabalhadores dentro da área de abrangência dos Planos Estaduais de Qualificação de Minas Gerais.
Podem ser citados, da mesma forma, projetos executados atendendo demandas dos municípios de Minas Gerais.
Além disso, realizou eventos e exposições e editou álbuns, cumprindo o papel traçado desde a sua criação.

Fonte: http://www.yaratupynamba.org.br/index.php

Em tempo: No site, podemos encontrar relacionados cronologicamente, algumas das ações desenvolvidas pelo Instituto.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O amor em movimento...

A partir dessa semana até o carnaval, as nossas reuniões entram de férias, mas "O amor em movimento" continua aqui no blog, com pensamentos e mensagens, "pequenos raios de luz" que iluminam nosso caminhar...

"Sempre que houver alternativas tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortavel, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso.
Opte pelo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."

Osho

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Chico Xavier - Biografia...





















INFÂNCIA

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo (MG), no dia 2 de abril de 1910.
Filho de operário inculto e de humilde lavadeira, ficou órfão de mãe aos cinco anos de idade.
Seu pai se viu obrigado a entregar alguns dos seus nove filhos aos cuidados de pessoas amigas e Chico Xavier ficou com sua madrinha, mulher nervosa que o maltratava cruelmente.
Nos seus momentos de angústia, um anjo de Deus, que fora sua mãe na Terra, o assistia, quando, desarvorado, orava nos fundos do quintal: "Tenha paciência, meu filho! Você precisa crescer mais forte para o trabalho.
E quem não sofre não aprende a lutar".
O menino aprendeu a apanhar calado, sem chorar.
Diariamente, à tarde, com vergões na pele e o sangue a correr-lhe em delgados filetes pelo ventre, ele, de olhos enxutos e brilhantes, se dirigia para o quintal, a fim de reencontrar a mãezinha querida, vendo-a e ouvindo-a, depois da oração.
Algum tempo depois, terminou seu martírio.
Seu pai casou-se novamente e sua madrasta, alma boa e caridosa, o recolheu carinhosamente, a ele e a todos os irmãos que estavam espalhados.
A situação era difícil.
A guerra acabara e graçava a gripe espanhola.
O salário do chefe da família dava escassamente para o necessário e os meninos precisavam estudar.
Foi então que a boa madrasta teve uma idéia: plantar uma horta e vender os legumes.
Em algumas semanas, o menino já estava na rua com o cesto de verduras. Desta forma, conseguiram encher o cofre e voltar a frequentar as aulas.
Em janeiro de 1919 Chico Xavier começou o ABC.
Com a saída do chefe da casa para o trabalho e das crianças para a escola, a madrasta era obrigada, algumas vezes, a deixar a casa a sós, pois precisava buscar lenha à distância.
Foi então que surgiu um problema: a vizinha, se aproveitando da ausência de todos, passou a colher a verduras e, sem verduras, não haveria dinheiro para as despesas da escola.
Preocupada, a madrasta, não querendo ofender a amiga, pediu a Chico Xavier que, pedisse um conselho ao espírito de sua mãe.
À tardinha, o menino foi ao quintal e rezou como fazia sempre que queria conversar com sua mãe e lhe contou o problema. Sua mãe lhe disse que realmente não deviam brigar com os vizinhos e lhe deu uma sugestão: toda vez que sua madrasta se ausentasse, que desse a chave de casa à vizinha, para que ela tomasse conta da casa.
Dessa forma, a vizinha, responsável pela casa, não tocou mais nas hortaliças.
Passados todos esses problemas, o menino não viu sua genitora com tanta frequência. Mas passou a ter sonhos.
À noite, levantava-se agitado e conversava com locutores invisíveis. De manhã, contava as peripécias de pessoas mortas, coisas que ninguém podia compreender!
O pai resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas, livros.
Disse-lhe que ninguém volta a conversar depois da morte e que era o demônio que lhe estava perturbando.
O menino chorava nos braços de sua madrasta, criatura piedosa e compreensiva.
Ao conversar com sua mãe, triste por não ser compreendido por ninguém, escutou dela que precisava modificar seus pensamentos, que não deveria ser uma criança indisciplinada, para não ganhar antipatia dos outros.
Deveria aprender a se calar e que, quando se lembrasse de alguma lição ou experiência recebidas em sonho, que ficasse em silêncio. Precisava aprender a obediência para que Deus, um dia, lhe concedesse a confiança dos outros.
E durante 7 anos consecutivos, de 1920 a 1927, ele não teve mais qualquer contato com sua mãe. Integrado na comunidade católica, obedecia às obrigações que lhe eram indicadas pela Igreja. Confessava-se, comungava, comparecia pontualmente à missa e acompanhava as procissões.
Em 1923 terminou o curso primário, no Grupo.
Levantava-se às seis da manhã para começar, às sete, as terefas escolares e entrando para o serviço da fábrica às três da tarde, para sair às onze da noite.
Em 1925 deixou a fábrica, empregando-se na venda do Sr. José Felizardo Sobrinho, onde o trabalho ia das seis e meia da manhã às oito da noite.
As perturbações noturnas continuaram.
Depois de dormir, caía em transe profundo.
Em 1927 uma de suas irmãs caiu doente.
Um casal de espíritas, reunido com familiares da doente, realizaram a primeira sessão espírita que teve lugar na casa.
Na mesa, dois livros: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e o "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec.
Pela mediunidade de D. Carmem, sua mãe manifestou-se: "Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos. "
A primeira e única professora de Chico que descobriu sua mediunidade psicográfica foi D. Rosália. Fazia passeios campestres com os alunos que deveriam, no dia seguinte, levar-lhe uma composição, descrevendo o passeio. A de Chico tirava sempre o primeiro lugar.
Desconfiada, D. Rosália, um dia, fez o passeio mais cedo e, na volta, pediu que os alunos fizessem a composição em sua presença. Chico, novamente, tira o primeiro lugar, escrevendo uma verdadeira página literária sobre o amanhecer e daí tirando conclusões evangélicas.
Rosália mostrou aos amigos íntimos a composição e todos foram unânimes em reconhecer que aquilo, se não fora copiado, era então dos espíritos.

ATIVIDADES MEDIÚNICOS EM PEDRO LEOPOLDO

Ao entrar para o funcionalismo público, como datilógrafo, na Fazenda Modelo do Ministério da Agricultura, começa a demonstrar sua admiração pela natureza. Distante 6 quilômetros da cidade, em contato com a natureza, ama até as pedras e os montes pensativos.
Vê em tudo poesia e oração, trata as árvores como irmãs e compreende como poucos a alma do grande todo. Vê em tudo poesia e vida, verdade e luz, beleza e amor e, acima de tudo, a presença de Deus!
Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo.
Em junho do mesmo ano foi cogitada a fundação de um núcleo doutrinário.
Em fins de 1927 o Centro Espírita Luiz Gonzaga, sediado na residência de José Cândido Xavier, que se fez presidente da instituição, estava bem frequentado. As reuniões se realizavam às segundas e sextas-feiras.
A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, genitora de Chico Xavier.
Em 8 de julho de 1927, Chico Xavier fez a primeira atuação do serviço mediúnico, em público.
Seu primeiro livro psicografado foi publicado em 1931.
Em 1931, Chico passou a receber as primeiras poesias de "Parnaso de Além -Túmulo", que foi lançado em julho de 1932.
Em 1950, Chico Xavier havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 ótimos livros.
Vivia no apogeu de triunfos mediúnicos.
Estava conhecidíssimo no Brasil e no mundo inteiro.
O Parnaso de Além Túmulo, por si só, valia pelo mais legítimo dos documentos, validando-lhe o instrumental mediúnico, o mais completo e seguro que o Espiritismo tem tido para lhe revelar as verdades, inclusive o intercâmbio das idéias entre os dois Mundos.
Além disso, recebera romances , livros e mais livros, versando assuntos filosóficos, científicos e, sobretudo, realçando o espírito da letra dos Evangelhos, escrevendo e traduzindo, de forma clara e precisa, as Lições consoladoras e imortais do Livro da Vida.

ATIVIDADES MEDIÚNICAS EM UBERABA

Em 5 de janeiro de 1959 mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando nessa mesma data, as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã.
Deu ele, então, início à famosa perigrinação. Aos sábados, saindo da "Comunhão Espírita-Cristã", o bondoso médium visitava alguns lares carentes, levando-lhes a alegria de sua presença amiga, acompanhado por grande número de pessoas afinizadas. Sob a luz das estrelas e de um lampião que seguia à frente, iluminando as escuras ruas da periferia, ia contando fatos de grande beleza espiritual.
A cidade de Uberaba, desde a sua vinda para cá, transformou-se num pólo de atração de inúmeros visitantes das mais variadas regiões do Brasil, e até mesmo do exterior, que aqui aportam com o objetivo de conhecer o médium.
Aqueles que conhecem a sua vida e a sua obra não medem distâncias para vê-lo.
Seu trabalho sempre consistiu na divulgação doutrinária e em tarefas assistenciais, aliadas ao evangélico serviço do esclarecimento e reconforto pessoais aos que o procuram.
Os direitos autorais de seus livros publicados, em torno de 340, são cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Quanto à fortuna material, ele continua tão pobre quanto era. Chico é um homem aposentado e recebe somente os proventos de sua aposentadoria. Do ponto de vista espiritual, Chico Xavier é, a cada dia que passa, um homem mais rico: multiplicou os talentos que o Senhor lhe confiou, através de seu trabalho, de sua perseverança e da sua humildade em serviço. Com a saúde debilitada, Chico Xavier vem confirmando, nos últimos tempos, a sua condição de um autêntico missionário do Cristo, pois impossibilitado de comparecer às reuniões do Grupo Espírita da Prece, ele tem reunido as forças que lhe restam para continuar, em casa, a tarefa da psicografia. E, embora debilitado, continua de ânimo firme e a alma com grande capacidade de trabalho.
Chico Xavier ama a tarefa que o Senhor lhe concedeu.

VOLTANDO PARA CASA

Com 92 anos desta vida terrena, em que desenvolveu importante atividade mediúnica e filantrópica, e após grave pneumonia sofrida durante o ano de 2001, de que se recuperara, desencarnou no dia 30 de junho de 2002 em Uberaba, onde residia, no início da noite (19:30h). A causa do desencarne foi uma parada cardíaca, tendo sido atendido pelo médico Eurípedes Tahan Vieira.
Segundo informações médicas, Chico, há anos bastante debilitado, sentiu dores no peito e nas costas pela manhã. À noite sofreu uma parada cardíaca, por volta de 19h30Chico como sempre desejou, morreu em casa, sem passar por Unidade de Terapia Intensiva e nem por procedimento cirúrgico.

Ao longo de quase 75 anos (que se completariam no mês de Julho/2002), Chico Xavier foi intermediário (psicógrafo) de mais de 400 títulos.
Espíritos como Emmanuel, André Luiz e, mesmo, autores consagrados já desencarnados, como aqueles responsáveis pelos poemas do "Parnaso de Além-Túmulo" (Olavo Bilac e Castro Alves, entre outros), sua primeira obra psicografada, o acompanharam ao longo desses anos de produtivo trabalho.

Para o velório de Chico Xavier, que aconteceu no Centro Espírita Casa da Prece, compareceram além de representantes do movimento espírita brasileiro, autoridades, artistas e pessoas de todas as partes do País.
Várias ruas da vizinhança do Centro Espírita Casa da Prece foram interditadas ao tráfego de veículos. Um batalhão com mais de 100 policiais cuidou da segurança e organização do velório.

Fonte: Internet.