quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A ARQUITETURA MODERNA NO BRASIL...

O Modernismo arquitetônico surgiu na Europa devido à necessidade de se encontrar soluções para os problemas que vinham sendo gerados pelas mudanças sociais e econômicas que a Revolução Industrial causou.
Já no Brasil, as primeiras obras Modernistas surgem quando apenas se iniciava o processo de industrialização, portanto não se habilitava a solucionar necessidades sociais.
No entanto, segundo Lúcio Costa, o Modernismo brasileiro justifica-se como estilo, afirmando a identidade de nossa cultura e representando o "espírito da época".

"CASA MODERNISTA" - GREGORI WARCHAVCHIK.







No campo da arquitetura, o Modernismo foi introduzido no Brasil através da atuação e influência de arquitetos estrangeiros adeptos do movimento, embora tenham sido arquitetos brasileiros, como Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que mais tarde tornaram este estilo conhecido e aceito.
Foi o arquiteto russo Gregori Warchavchik quem projetou a “Casa Modernista” (1929-1930), a primeira casa em estilo Moderno construída em São Paulo.
Os arquitetos Modernistas buscavam o racionalismo e funcionalismo em seus projetos, sendo que as obras deste estilo apresentavam como características comuns formas geométricas definidas, sem ornamentos; separação entre estrutura e vedação; uso de pilotis a fim de liberar o espaço sob o edifício; panos de vidro contínuos nas fachadas ao invés de janelas tradicionais; integração da arquitetura com o entorno pelo paisagismo, e com as outras artes plásticas através do emprego de painéis de azulejo decorados, murais e esculturas.

Fonte: Internet.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O amor em movimento...

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito.
Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

Dalai Lama

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vanguardas dispersas - O modernismo em Minas Gerais...

Carlos Drummond de Andrade



















Os anos 20 trouxeram os ideais da modernidade para o país.
O primeiro passo foi a Semana de Arte Moderna, realizada em São Paulo, em 1922.
Em Minas Gerais, a primeira manifestação na área da literatura foi a publicação modernista "A Revista".
Editada em 1925 e 1926, ela teve como idealizadores: Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Francisco Martins de Almeida, Gregório Canedo e Pedro Nava, que se reuniram desde 1921 com esta finalidade.
Outra publicação modernista foi a "Revista Verde", idealizada por quatro jovens audaciosos de Cataguases, que, influenciados pela Semana de Arte de 1922, acabaram se tornando parte da história da literatura mineira.
"A revista" ia além de uma simples publicação.
Ela era o veículo do Grupo Literário Verde, um espaço para se discutir e divulgar as idéias modernistas.
Publicaram textos e poemas de autores que nas próximas décadas se consagrariam como os maiores escritores brasileiros do século XX.
O grupo era formado por: Francisco Inácio Peixoto, Guilhermino César, Ascânio Lopes e Enrique Resende.
A revista teve cinco números, que foram publicados de setembro de 1927 a janeiro de 1928, e um número em 1929 em homenagem a Ascânio Lopes.
Movimentos deste tipo, fora do eixo Rio - São Paulo, são chamados de vanguardas dispersas.
Na Revista Antropofágica, Drummond publicou em 1928, pela primeira vez, o poema "No meio do caminho", que escandalizou os convencionais leitores brasileiros.
Dois anos depois, publicou seu primeiro livro "Alguma Poesia".
As gerações dos anos 20 e 30 foram as responsáveis pela grande renovação da literatura mineira.

Fonte: Internet.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TARSILA DO AMARAL...






















Tarsila participou ativamente da renovação da arte brasileira que se processou na década de 1920. Integrou-se ao movimento modernista e ligou-se com especial interesse à questão da brasilidade. Formou, com Anita Malfatti, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade, com quem se casou em 1924, o chamado Grupo dos Cinco.
Tarsila do Amaral nasceu em Capivari SP em 1886. Estudou com Pedro Alexandrino, a partir de 1917, e depois com George Fischer Elphons, em São Paulo. Em Paris freqüentou a Académie Julien, sob a orientação de Émile Renard. Entrou em contato com Fernand Léger, cujo estilo a marcou sobremodo, André Lhote e Albert Gleisse, e estruturou sua personalidade artística a partir das influências cubistas. Em 1922 participou em Paris do Salão dos Artistas Franceses.
Retornando ao Brasil em 1924, percorreu as cidades históricas mineiras em companhia do escritor francês Blaise Cendrars. Deslumbrada com a decoração popular das casas dessas cidades, assimilou a tradição barroca brasileira às recém-adquiridas teorias e práticas cubistas e criou uma pintura que foi denominada Pau-Brasil. Essa pintura inspirou um movimento, variante brasileira do cubismo, e influenciou Portinari.



















Fonte: Internet.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Semana de Arte Moderna - Última Parte...

Desdobramentos

Vale ressaltar, que a Semana em si não teve grande importância em sua época, foi com o tempo que ganhou valor histórico ao projetar-se ideologicamente ao longo do século.
Devido à falta de um ideário comum a todos os seus participantes, ela desdobrou-se em diversos movimentos diferentes, todos eles declarando levar adiante a sua herança.
Ainda assim, nota-se até as últimas décadas do Século XX a influência da Semana de 1922, principalmente no Tropicalismo e na geração da Lira Paulistana nos anos 70 (Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, entre outros).
O próprio nome Lira Paulistana é tirado de uma obra de Mário de Andrade.
Mesmo a Bossa Nova deve muito à turma modernista, pela sua lição peculiar de "antropofagia", traduzindo a influência da música popular norte-americana à linguagem brasileira do samba e do baião.

Entre os movimentos que surgiram na década de 1920, destacam-se:

Movimento Pau-Brasil
Movimento Verde-Amarelo e Grupo da Anta
Movimento antropofágico

A principal forma de divulgação destas novas idéias se dava através das revistas. Entre as que se destacam, encontram-se:

Revista Klaxon





















Klaxon foi uma revista mensal de arte moderna que circulou em São Paulo de 15 de maio de 1922 a janeiro de 1923.
Seu nome é derivado do termo usado para designar a buzina externa dos automóveis.
O principal propósito da revista foi servir de divulgação para o movimento modernista, e nela colaboraram nomes como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Sérgio Buarque de Holanda, Tarsila do Amaral e Graça Aranha, entre outros artistas e escritores.
Também destacam-se na revista a busca pelo atual; o culto ao progresso; a concepção de que a arte não deve ser uma cópia da realidade; aproveitamento das lições de uma nova arte em evidência, o cinema.

Revista de Antropofagia





















Revista de Antropofagia foi uma publicação surgida como conseqüência do Manifesto Antropófago escrito por Oswald de Andrade.
A revista de Antropofagia teve duas fases, ou "dentições", como queriam os seus participantes.
A primeira "dentição", sob a direção de Alcântara Machado e Raul Bopp, teve dez números publicados, que circularam de maio de 1928 a fevereiro de 1929.
Nessa primeira fase os principais colaboradores foram: Plínio Salgado, Mário de Andrade, Jorge de Lima, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia, Murilo Mendes, Augusto Meyer, Pedro Nava etc.
Como se pode ver, os autores que escreveram nessa primeira fase da Revista de Antropofagia representam a "nata" do primeiro momento modernista.
Já a segunda "dentição", sob liderança de Geraldo Ferraz, teve 15 números publicados no jornal "Diário de São Paulo".
O primeiro número foi publicado em 17 de março de 1929 e o último, em 1 de agosto de 1929.
A primeira fase da revista não tinha uma linha ideológica bem definida.
Em seus exemplares eram encontrados artigos de Oswald de Andrade e de Mário de Andrade que "contrastavam" com poesias típicas da Escola das Antas.
"A revista de antropofagia não tem orientação ou pensamento de espécie alguma: só tem estômago"
A segunda fase, ou dentição, da revista apresentava uma linha ideológica mais definida.
Essa fase é marcada por críticas agressivas a literatos e artistas modernistas.
"Não fazemos crítica literária. Intriga, sim!" Freuderico - pseudônimo de Oswald de Andrade.
Toda essa agressividade de Oswald acaba por causar uma ruptura com vários colaboradores da Revista, como por exemplo: Mário de Andrade e Carlos Drummond de Andrade.
Os "antropófagos" que continuaram nessa segunda fase foram: Oswald de Andrade, Raul Bopp, Geraldo Ferraz, Tarsila do Amaral e Patrícia Galvão (Pagu).
A atuação da revista nessa segunda fase não foi apenas no campo literário. Os "antropófagos" passaram a direcionar suas críticas contra: à sociedade, à cultura em geral e à história do Brasil.

Fonte: Wikipédia.

sábado, 2 de janeiro de 2010

O amor em movimento...

"Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje.
Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar.
Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.
Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque todos os dias são diferentes, porque estamos em constante processo de mudança."

Paulo Coelho

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Semana de Arte Moderna - Parte 5...

Importantes figuras do modernismo, em 1922.
Mário de Andrade (sentado), Anita Malfatti (sentada, ao centro) e Zina Aita (à esquerda de Anita).














A Semana, de uma certa maneira, nada mais foi do que uma ebulição de novas idéias totalmente libertadas, nacionalista em busca de uma identidade própria e de uma maneira mais livre de expressão.
Não se tinha, porém, um programa definido: sentia-se muito mais um desejo de experimentar diferentes caminhos do que de definir um único ideal moderno.

13 de fevereiro (Segunda-feira) - Casa cheia, abertura oficial do evento.
Espalhadas pelo saguão do Theatro Municipal de São Paulo, várias pinturas e esculturas provocam reações de espanto e repúdio por parte do público.
O espetáculo tem início com a confusa conferência de Graça Aranha, intitulada "A emoção estética da Arte Moderna".
Tudo transcorreu em certa calma neste dia.

15 de fevereiro (Quarta-feira) - Guiomar Novais era para ser a grande atração da noite. Contra a vontade dos demais artistas modernistas, aproveitou um intervalo do espetáculo para tocar alguns clássicos consagrados, iniciativa aplaudida pelo público.
Mas a "atração" dessa noite foi a palestra de Menotti del Picchia sobre a arte estética.
Menotti apresenta os novos escritores dos novos tempos e surgem vaias e barulhos diversos (miados, latidos, grunhidos, relinchos...) que se alternam e confundem com aplausos.
Quando Ronald de Carvalho lê o poema intitulado Os Sapos de Manuel Bandeira, (poema criticando abertamente o parnasianismo e seus adeptos) o público faz coro atrapalhando a leitura do texto.
A noite acaba em algazarra.
Ronald teve de declamar o poema pois Bandeira estava impedido de fazê-lo por causa de uma crise de tuberculose.

17 de fevereiro (Sexta-feira) - O dia mais tranqüilo da semana, apresentações musicais de Villa-Lobos, com participação de vários músicos.
O público em número reduzido, portava-se com mais respeito, até que Villa-Lobos entra de casaca, mas com um pé calçado com um sapato, e outro com chinelo; o público interpreta a atitude como futurista e desrespeitosa e vaia o artista impiedosamente. Mais tarde, o maestro explicaria que não se tratava de modismo e, sim, de um calo inflamado...

Fonte: Wikipédia.