domingo, 7 de março de 2010

Bondade de Chico Xavier vira inspiração para filme...

O diretor Daniel Filho, que se intitula ateu, garante que não foi a doutrina espírita que o atraiu e sim o imenso coração do médium.
Daniel Filho conta que ouviu 1.001 histórias sobre o médium e sobre a força do espiritismo.

















O diretor global Daniel Filho roda atualmente filme sobre a instigante vida do lendário médium brasileiro Chico Xavier. O filme homônimo fala sobre a trajetória do maior médium espírita do século 20 e está sendo produzido pela Globo Filmes e a Sony Pictures. O orçamento está estimado em sete milhões de reais, um dos filmes mais caros já produzidos no Brasil. O ator Nelson Xavier (67 anos) e Angelo Antônio (45) interpretam em diferentes fases o líder espiritual.













O jovem Chico teve na cidade mineira de Pedro Leopoldo a revelação da mediunidade, quando a irmã está amarrada na mesa da sala, possuída por um espírito. Um casal de espíritas tenta exorcizar a entidade que comanda a possessão. O pai, desesperado, prende os pés da filha, que se debate desesperadamente. Chico entra correndo na sala, montada no estúdio do Polo de Cinema de Paulínia. Liberta a irmã de suas amarras e a tranquiliza com o simples poder de persuasão da voz. A cena narrada é forte e o elenco que a reconstitui é composto por atores que tiveram que mergulhar no universo do médium como Ana Rosa, Anselmo Vasconcelos, Luis Melo, Larissa Vereza (filha de Carlos), Cléo Daniel (filha de Daniel Filho) e Angelo Antônio, um dos três atores que se revezam no papel de Chico.
A dramaturgia é intensa e desafio técnico idem, na cena acima narrada por exemplo foi feita com duas câmeras, uma grua, e a câmera baixa em direção ao rosto da exorcizada, descrevendo um movimento circular - uma pan, de panorâmica - que a faz rodar em torno dos personagens; e outra câmera que se move sobre trilhos, no solo, captando a cena do ângulo lateral. Daniel filho revela que não gosta de repetir os planos, por esse motivo os atores chegam a ensaiar à exaustão. E depois que gravou Tempos de Paz, um filme pequeno, com poucos atores, adaptado da peça Novas Diretrizes em Tempos de Paz, de Bosco Brasil, Daniel optou por continuar trabalhando com tecnologia digital, mas o filme agora é grande, e caro, com mais de 100 personagens.
É um épico, define o diretor que conheceu pessoalmente Chico Xavier. "Quando ele vinha falar com a gente, Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho) e eu já sabíamos que íamos terminar fazendo algum programa de inspiração espírita na Globo", lembra Daniel. Quando Daniel foi convencido a dirigir o filme ele afirma ter passado por uma experiência transcendental. "Fui contar à minha mulher (Olivia Byington) e as lágrimas não paravam de escorrer. Estava falando, estava feliz e as lágrimas desciam numa enxurrada".
O roteiro é creditado a Marcos Bernstein, de Central do Brasil e bebe em várias fontes, incluindo a biografia de Marcel Souto Maior sobre a vida do médium. A estrutura episódica conta três fases da vida de Chico Xavier por meio de experiências decisivas que viveu na infância e já adulto, em Pedro Leopoldo, e depois em Uberaba, onde se radicou. O garoto Matheus Costa e, depois, o ator Angelo Antônio e Nelson Xavier vivem as diferentes fases do médium. O roteiro possibilita a realização de um filme de quase três horas, mas pela estrutura flexível, Daniel espera deixar a versão para cinema com cerca de duas horas. Haverá outra, mais extensa, para TV, para ser exibida como microssérie.
Por contrato, a estréia será em 2 de abril de 2010, dia do centenário de nascimento de Chico Xavier. A data, por conseqüência cairá em uma Sexta-feira Santa. A expectativa dos produtores é que este seja mais um grande êxito do cinema brasileiro, isso porque o espiritismo é forte no país e outro filme pequeno, sobre Allan Kardec com o ator Carlos Vereza se mostrou um sucesso inesperado. O diretor pediu e obteve a aprovação de familiares de Chico Xavier, mas não precisava, porque tem os direitos do livro. Desde que começou a trabalhar no projeto, Daniel Filho conta que ouviu 1.001 histórias sobre o médium e sobre a força do espiritismo.

"Não sou espírita, nem católico. Sou materialista. Estou mais para física quântica que para espiritualismo. Mas a insistência dos espíritas para que fizesse o filme me comoveu. É a história interessante de um homem abnegado, um tema que merece atenção", explica Daniel. O que o atrai em Chico Xavier é seu imenso coração, conta o diretor e não nenhuma doutrina. Ainda assim ele quis que alguns atores, pelo menos, fossem espíritas.

"Chico Xavier é um dos homens mais importantes do Brasil. Vou mostrar o ser humano, o homem que tem aura, que puxa para si a responsabilidade de paz e de espiritualidade, no sentido de paternidade. Quero manter o respeito que os brasileiros têm por esse homem humilde, que disse que só queria ir embora quando o povo estivesse feliz. Por coincidência, morreu aos 92 anos, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2002", conta Daniel Filho.

Fonte: Internet.

sábado, 6 de março de 2010

O amor em movimento...

Ninguém alcança patamares superiores sem o empenho para conquistar os mais
baixos, aqueles de difícil acesso.
Vencida uma etapa, surge outra...
Assim é o circulo da vida.

sexta-feira, 5 de março de 2010

50 anos depois de Brasília, Belo Horizonte inaugura cidade administrativa...

A inauguração atraiu políticos como o governador de São Paulo, José Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes, entre outras personalidades.
O grande ausente na inauguração foi justamente Niemeyer, de 102 anos e que nos últimos meses passou por vários problemas de saúde.

Até fim de outubro, mais de 16 mil servidores públicos atualmente distribuídos em 53 endereços de Belo Horizonte serão transferidos para a Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves.
A nova sede do governo mineiro foi inaugurada ontem, quinta-feira, dia 04 de março e é o segundo centro administrativo projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
O primeiro, em Brasília, completa 50 anos no dia 21 de abril.


As semelhanças com Brasília, no entanto, param no traço arquitetônico, segundo a secretária de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Renata Vilhena, que viveu na capital federal entre 1999 e 2003.
"O conceito de Brasília é diferente. Na Esplanada dos Ministérios há vários prédios, as pessoas precisam de carro para se deslocar. Aqui, não. Tudo foi verticalizado. Então, não se utiliza carro para ir de uma secretaria para outra. As pessoas vão de escada ou elevador. Economizamos com frota, combustível, telefone, alugueis e serviços de manutenção, limpeza, vigilância. É uma economia de R$ 92 milhões por ano", explica.

Da esquerda para direita: auditório JK, Palácio Tiradentes e
edifícios Minas e Gerais. Foto: Bruno Magalhães / divulgação













A Cidade Administrativa custou R$ 1,2 bilhão e foi encomendada pelo governador Aécio Neves a Niemeyer, que retomou o projeto urbanístico traçado por Juscelino Kubitschek para Belo Horizonte na década de 40, quando foi prefeito da capital mineira. Na época, JK incentivou a urbanização da Pampulha, na zona norte da cidade.
Agora, segundo a secretária, o objetivo é promover o desenvolvimento da região ainda mais ao norte da cidade, a 12 quilômetros do centro, já na fronteira com o Parque Ecológico Serra Verde, onde há carência de serviços públicos e alto crescimento demográfico. Cerca de dois mil servidores já estão trabalhando no local. "Tinha receio com relação aos funcionários porque é mais longe do centro, mas fui surpreendida positivamente. Como o espaço é todo aberto e as divisórias são mais baixas, é preciso uma mudança de cultura. Eles estão até falando mais baixo agora", conta Renata Vilhena.

Com as novas estações de trabalho, funcionários estão até falando mais baixo, conta a secretária. Foto: Leo Drumond / divulgação













O novo espaço tem três edifícios: o Palácio Governamental, com quatro pavimentos de 26 metros de largura a 147 metros do chão, o maior vão livre suspenso do mundo, e dois grandes blocos curvos com 200 metros de comprimento e 15 andares, onde ficarão as secretarias.
Dois lagos e estacionamentos completam a área de 804 mil m², quase três estádios do Maracanã. A cidade tem, ainda, um auditório de quatro mil m² e capacidade para 490 pessoas, além de um centro de convivência circular com restaurantes, lanchonetes, correios, bancos e lojas.

Imagem noturna do vão livre dos edifícios, refletidos nos lagos da Cidade Administrativa. Foto: Leo Drumond / divulgação














Centenário de Tancredo

O nome da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves é uma homenagem ao ex-presidente Tancredo (1910-1985), que completaria 100 anos no dia 4 de março. Tancredo iniciou a vida política como vereador, em São João del Rei, sua cidade natal, em 1933. Foi deputado federal, primeiro ministro, senador e governador de Minas Gerais. Sua eleição para presidente da República, em 1985, marcou o fim do regime militar que teve início em 1964.

Da esquerda para direita: Tancredo Neves, Luci e Franco Montoro, Brizola e Ruth Escobar, no Comício Pró-Diretas em 1984. Foto: AE














Um dia antes da posse, marcada para 15 de março de 1985, Tancredo foi submetido a uma cirurgia de emergência. Morreu na noite de 21 de abril, depois de ter sido submetido a sete cirurgias. Na manhã do dia 22, o vice José Sarney foi confirmado na presidência. No dia 23, o corpo de Tancredo chegou ao aeroporto de Belo Horizonte para receber as homenagens de 2 milhões de pessoas.
Era casado com Risoleta Tolentino Neves, com quem teve três filhos. Um dos netos de Tancredo é o atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves.

Veja o vídeo que mostra, em poucos segundos, a evolução das obras que duraram 26 meses.

Fonte: Internet.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Arquitetura Sustentável - O que é um projeto sustentável...

Hoje os edifícios são os principais responsáveis pelos impactos causados à natureza, pois consomem mais da metade de toda a energia usada nos países desenvolvidos e produzem mais da metade de todos os gases que vem modificando o clima.
O projeto de arquitetura sustentável contesta a idéia do edifício como obra de arte e o compreende como parte do habitat vivo , estreitamente ligado ao sítio, à sociedade, ao clima, a região e ao planeta. Se compromete a difundir maneiras de construir com menor impacto ambiental e maiores ganhos sociais, sem contudo, ser inviável economicamente.
A elaboração de um projeto de arquitetura na busca por uma maior sustentabilidade deve considerar todo o ciclo de vida da edificação, incluindo seu uso, manutenção e sua reciclagem ou demolição.
O caminho para a sustentabilidade não é único e muito menos possui receitas, e sim depende do conhecimento e da criatividade de cada parte envolvida.
“É extremamente importante que o profissional tenha em mente que todas as soluções encontradas não são perfeitas, sendo apenas uma tentativa de busca em direção a uma arquitetura mais sustentável. Com o avanço tecnológico sempre surgirão novas soluções mais eficientes.” (YEANG,1999)

Quais as Vantagens de um projeto sustentável

O projeto sustentável, por ser interdisciplinar e ter premissas mais abrangentes, garante maior cuidado com as soluções propostas, tanto do ponto de vista ambiental quanto dos aspectos sociais, culturais e econômicos.
O resultado final dessa nova arquitetura ecológica, verde e sustentável, proporciona grande vantagem para seus consumidores.
Quem não quer ter uma casa saudável, clara, termicamente confortável e que gaste menos água e energia?
A casa ecológica, além de beneficiar o meio ambiente, garante o bem estar de seu usuário (faz bem para a saúde, para o bolso e para o planeta.)
Já a prática da arquitetura sustentável em empreendimentos imobiliários pode ser ainda mais vantajosa, uma oportunidade que não pode ser desperdiçada.
Esse nicho de mercado é hoje um diferencial, mas no futuro se tranformará em requisito, pois está dentro da necessidade urgente de melhores indicativos de qualidade de vida.

Os principais benefícios são:

- redução dos custos de investimento e de operação;
- imagem, diferenciação e valorização do produto;
- redução dos riscos;
- mais produtividade e saúde do usuário;
- novas oportunidades de negócios;
- satisfação de fazer a coisa certa.

Fonte: Internet.

quarta-feira, 3 de março de 2010

O amor em movimento...

"A vida não é uma corrida e sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo".

terça-feira, 2 de março de 2010

Materiais de construção ecológicos...

Se você quer ser mais ecológico mas não está preparado para construir uma casa nova, eis algumas maneiras de transformar a casa em que vive em uma edificação mais positiva em termos ecológicos.

Materiais reciclados

Os materiais de construção reciclados podem ser pós-industriais (subprodutos do ciclo industrial) ou pós-consumo (madeira, metal e concreto reciclados).
É possível encontrar uma versão reciclada de praticamente qualquer material de construção.
A cinza reciclada de chaminés industriais pode ser usada para produzir concreto de alta resistência.
O concreto também pode ser pulverizado e misturado uma vez mais ao cimento para produzir concreto novo.
Se você estiver construindo uma varanda, pode usar "madeira" produzida a partir de garrafas recicladas.
É fácil derreter aço e forjá-lo em novas formas estruturais.
Solas de tênis podem ser picadas e usadas como base para superfícies de quadras de esporte.
Até mesmo edifícios demolidos por uma implosão, que deixam apenas uma pilha de detritos, podem ser reciclados.
Equipamentos como grandes garras e cortadores podem esmagar e separar o aço e o concreto em pilhas separadas para reciclagem.

Pisos

Pisos de bambu e cortiça estão se tornando escolhas populares devido à sua semelhança com pisos tradicionais de madeira.
O principal problema com os pisos de madeira sólida tradicionais - pinho, carvalho ou bordo - é que essas árvores levam décadas para crescer.
Um carvalho pode demorar até 120 anos para amadurecer plenamente.
Mas o bambu e a cortiça são produtos de rápido crescimento.
O bambu (uma gramínea) geralmente se regenera em um prazo de quatro a seis anos e as plantas que permitem produzir cortiça crescem em nove anos.
Os dois recebem pontos adicionais quanto ao desempenho ecológico porque não requerem adesivos tóxicos e produzem menos vapores poluentes na instalação.
Também são comparáveis em termos de preço a outros pisos de madeira, mas existem mais de mil variedades de bambu e cortiça, de modo que os preços podem variar muito. Pisos de cortiça e bambu são suscetíveis à descoloração por luz ultravioleta e alguns dos tipos exigem produtos especiais de limpeza.
Outras opções ecológicas de assoalho incluem pisos de madeira industrializada ou de produção mecânica.
Trata-se de produtos compostos formados por camadas de madeiras (muitas vezes recicladas) que se integram em um processo de laminação.
Em geral, esse tipo de piso é mais barato e fácil de instalar do que os pisos de madeira tradicionais, mas sua durabilidade é inferior.

Aquecedores de água sem tanque

Os aquecedores de água sem tanque produzem calor apenas quando uma torneira de água quente é aberta, de modo que não desperdiçam energia em modo "standby".
A água passa diretamente pelo aquecedor à medida que se torna necessária - não fica armazenada em um tanque.
Os aquecedores sem tanque podem ser elétricos ou a gás (os aquecedores a gás em geral propiciam volume de água maior), e existem em diversos tamanhos.
Pode-se instalar um aparelho que atenda a casa toda ou a apenas um eletrodoméstico - por exemplo a lavadora de louças.
São produtos mais caros que os aquecedores convencionais, mas, considerando que o aquecimento da água responde por 15% da conta de energia de uma residência média, a recuperação de parte desse custo adicional surgiria rapidamente.

­­Isolamento

A Consumer Reports afirma que os custos de aquecimento e de refrigeração respondem por 45% do custo de infra-estrutura de uma residência média.
De acordo com o site Energy Star, do governo norte-americano, isolamento adicional, poderia reduzir esses custos em cerca de 15% a 20%.
Mas a instalação de um sistema tradicional de isolamento em fibra de vidro requer máscara e luvas, o que acarreta um problema: se a fibra de vidro é tóxica a ponto de não poder ser tocada ou inalada, por que viver em uma casa selada por esse material? Denim e papel de imprensa reciclados estão rapidamente se tornando as melhores alternativas ecológicas de isolamento.
O isolamento tradicional em fibra de vidro foi aperfeiçoado ao longo dos anos, mas os materiais reciclados não contêm tantos produtos químicos (e reduzem o volume de lixo nos aterros sanitários).
O material reciclado custa mais caro, mas em geral se sai melhor do que a fibra de vidro tradicional nos testes de isolamento.

Fonte: Internet.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A arquitetura e a questão ambiental nas cidades...

Artur Rozestraten - Arquiteto e urbanista, idealizador do projeto CASAVIVA

O tema da ecologia geralmente aparece na grande mídia relacionado à preservação e à recuperação da natureza selvagem. No entanto, as reais possibilidades de preservação e recuperação dessa natureza selvagem estão intimamente relacionadas à questão ambiental nas cidades.
A degradação e o comprometimento da natureza selvagem foram intensificados pelo crescimento descontrolado das cidades e de suas atividades industriais de alto impacto ambiental, especialmente a partir de meados do Século 19. A reversão da alarmante crise ambiental contemporânea depende de iniciativas que reavaliem o papel da cidade e a participação de cada cidadão como pólo decisivo na educação ambiental e na transformação de comportamentos.
Atualmente o ambiente urbano é o hábitat de mais de 50% da população mundial. E esse percentual deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. As projeções da ONU estimam que em torno de 2025 a população urbana mundial, que hoje é de aproximadamente 2,5 bilhões, pode chegar aos 5 bilhões de pessoas.
Todos os dias vivenciamos nas cidades alguns dos mais graves problemas ambientais contemporâneos: as questões da água, do lixo, da poluição e do alto consumo de energia. É certo que a solução desses problemas depende de vontade política, práticas públicas e planejamento urbano, mas depende também, e essencialmente, da colaboração ativa de cada um dos cidadãos.
Alguns exemplos de “casas ecológicas” são divulgados com freqüência na grande mídia. Essas casas, quase sem exceção, estão localizadas em ambientes não-urbanizados: pequenas comunidades, fazendas, praias e montanhas, e são vistas com curiosidade e interesse pelo público como experiências excêntricas com um certo tom futurista.
Um dos desafios da arquitetura contemporânea é o de conseguir desmistificar esse assunto e desenvolver projetos residenciais no interior das cidades, em lotes comuns, valendo-se dos conceitos de arquitetura sustentável e de “casa ecológica” adaptados ao ambiente urbano e às condições locais de disponibilidade de materiais e mão-de-obra.
Hoje já é possível construir no Brasil casas e edifícios “ecológicos” com projetos personalizados, valendo-se de sistemas e materiais alternativos disponíveis no mercado da construção civil. Não se trata de alta tecnologia, sofisticada e cara, mas sim de soluções técnicas simples e acessíveis articuladas em projetos de arquitetura que têm como premissa conceitos de ecologia urbana e de planejamento ambiental.
A arquitetura residencial projetada com princípios ecológicos também significa economia para a municipalidade, afinal é possível reduzir em até 60% o volume de entulho retirado da obra, reduzir o volume de águas pluviais destinado ao sistema público em pelo menos 80%; reduzir o volume de esgoto despejado no sistema coletivo em pelo menos 50%, além de contribuir com até 80% da área do terreno em área verde para a cidade, considerando soluções paisagísticas como tetos-jardim.
Não há dúvidas de que uma arquitetura responsável e sintonizada com as questões urbanas contemporâneas pode contribuir de forma efetiva para a melhoria das condições de vida nas cidades e a solução de sérios problemas ambientais como a impermeabilização crescente do solo; a redução progressiva da vegetação urbana, especialmente nos lotes privados; o alto consumo energético necessário para minimizar o desconforto de soluções arquitetônicas inadequadas às condições climáticas reais (como, por exemplo, os “indispensáveis” aparelhos de ar condicionado); o alto custo do tratamento público da água e dos esgotos; o desperdício e o lançamento de entulhos e sobras de canteiros de obras na periferia das cidades.
As arquiteturas sustentáveis oferecem grandes vantagens para a sociedade, e em escala ampliada, para todo o meio ambiente. Se as vantagens ambientais são nítidas, as vantagens econômicas são capazes de convencer os mais céticos.
Com projetos arquitetônicos alternativos é possível construir residências que proporcionem uma economia de energia elétrica de, pelo menos, 40% e uma economia de água que pode chegar a 50%. E o que é melhor, com um custo médio de cerca de 10% menor do que o de uma residência convencional. Isso significa economia imediata na obra e economia ao longo de anos.
A inserção de casas e edifícios sustentáveis ou “ecológicos” nas cidades brasileiras nos próximos anos pode ter um efeito multiplicador de grande importância, sugerindo novos comportamentos, e sinalizando para a sociedade outros caminhos possíveis na ocupação do solo urbano com grandes vantagens econômicas e ambientais.

Fonte: Eco 21 - www.eco21.com.br