quarta-feira, 7 de abril de 2010
O amor em movimento...
"As vezes não acreditamos no que vemos, mas precisamos acreditar no que sentimos."
terça-feira, 6 de abril de 2010
Gentileza urbana - Bom lugar de estar...
Choro da alegria
Ignez Perdigão costumava ir à feira da praça General Glicério, no bairro Laranjeiras, no Rio de Janeiro, para comprar hortaliças na barraca do Alê. Entre um cliente e outro, o verdureiro ensinava os meninos das redondezas a tocar cavaquinho. Um dia o movimento estava grande e ele pediu a Ignez que desse a aula à molecada (além de cliente, ela era companheira de instrumento, especializada em chorinho).
Ela gostou tanto da idéia de tocar sem compromisso que chamou mais quatro músicos e juntos formaram o Choro na Feira. Há quatro anos, aos sábados à tarde, eles se apresentam gratuitamente sob a mesma sombra, atraindo moradores e curiosos. Alguns até se arriscam a dar uma canja.
www.choronafeira.com
Surpresa fugaz
Durava dez minutos, mas, durante dois anos, toda quarta-feira, quem passasse pela rua Martim Francisco, no centro de São Paulo, era surpreendido por uma confusão vinda da janela de um dos muitos prédios. Era o Teatro na Janela, uma série de esquetes apresentados na janela do estúdio da Cia.
Artesãos do Corpo. Diante das cenas, o público tinha reações diversas, muitas delas ainda presentes na memória dos atores. Teve a senhora que exclamou: "Agora já vi de tudo nessa vida". O executivo que interrompeu a conversa no celular: "Espera um pouco, estou vendo uma coisa ali".
E teve gente que foi além, como o Paulo, entregador da mercearia em frente ao estúdio, que participou de uma das peças. O projeto acabou, mas de vez em quando volta.
www.ciaartesaosdocorpo.com.br
PARA SABER MAIS
• Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), www.iab.org.br, (21) 2533-9514
• Instituto dos Arquitetos do Brasil - Regional Minas Gerais (IAB-MG), www.iabmg.org.br, (31) 3225-6408
• Mosteiro Beneditino Nossa Senhora das Graças, rua do Mosteiro, 138, Vila Paris, Belo Horizonte, (MG)
• Cia. Artesãos do Corpo, rua Martim Francisco, 265, Santa Cecília, São Paulo, (SP). www.ciaartesaosdocorpo.com.br br> • Parque Modernista, rua Santa Cruz, 325, Vila Mariana, São Paulo, (SP) br> • Todos os dias, das 8h às 18h br> • Painel no Muro do Trapiche, entre as ruas Sá e Albuquerque e Marcílio Dias, bairro Jaraguá, Maceió, (AL)
Fonte: Internet.
Ignez Perdigão costumava ir à feira da praça General Glicério, no bairro Laranjeiras, no Rio de Janeiro, para comprar hortaliças na barraca do Alê. Entre um cliente e outro, o verdureiro ensinava os meninos das redondezas a tocar cavaquinho. Um dia o movimento estava grande e ele pediu a Ignez que desse a aula à molecada (além de cliente, ela era companheira de instrumento, especializada em chorinho).
Ela gostou tanto da idéia de tocar sem compromisso que chamou mais quatro músicos e juntos formaram o Choro na Feira. Há quatro anos, aos sábados à tarde, eles se apresentam gratuitamente sob a mesma sombra, atraindo moradores e curiosos. Alguns até se arriscam a dar uma canja.
www.choronafeira.com
Surpresa fugaz
Durava dez minutos, mas, durante dois anos, toda quarta-feira, quem passasse pela rua Martim Francisco, no centro de São Paulo, era surpreendido por uma confusão vinda da janela de um dos muitos prédios. Era o Teatro na Janela, uma série de esquetes apresentados na janela do estúdio da Cia.
Artesãos do Corpo. Diante das cenas, o público tinha reações diversas, muitas delas ainda presentes na memória dos atores. Teve a senhora que exclamou: "Agora já vi de tudo nessa vida". O executivo que interrompeu a conversa no celular: "Espera um pouco, estou vendo uma coisa ali".
E teve gente que foi além, como o Paulo, entregador da mercearia em frente ao estúdio, que participou de uma das peças. O projeto acabou, mas de vez em quando volta.
www.ciaartesaosdocorpo.com.br
PARA SABER MAIS
• Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), www.iab.org.br, (21) 2533-9514
• Instituto dos Arquitetos do Brasil - Regional Minas Gerais (IAB-MG), www.iabmg.org.br, (31) 3225-6408
• Mosteiro Beneditino Nossa Senhora das Graças, rua do Mosteiro, 138, Vila Paris, Belo Horizonte, (MG)
• Cia. Artesãos do Corpo, rua Martim Francisco, 265, Santa Cecília, São Paulo, (SP). www.ciaartesaosdocorpo.com.br br> • Parque Modernista, rua Santa Cruz, 325, Vila Mariana, São Paulo, (SP) br> • Todos os dias, das 8h às 18h br> • Painel no Muro do Trapiche, entre as ruas Sá e Albuquerque e Marcílio Dias, bairro Jaraguá, Maceió, (AL)
Fonte: Internet.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Gentileza urbana - Bom lugar de estar...
Se cada um faz um pouquinho, a vida urbana fica muito mais agradável.
Conheça exemplos de atitudes simples que alegram as cidades e seja gentil com a sua também.
por Priscilla Santos.
Inspire-se
Os premiados (assim como outros exemplos de gentilezas que você vê nas páginas desta reportagem) nos mostram que ser cordial com a cidade pode ser bem simples. Em certos casos, você nem precisa sair muito da rotina para ser gentil. Às vezes basta, digamos, posicionar-se melhor, como o músico José Ladislau da Silva, o Seu Juju. Ele poderia ter ensaiado suas apresentações num conservatório. Em vez disso, resolveu tocar trompete na sacada do 12º andar de seu apartamento, em Belo Horizonte. Fez isso durante anos, nos fins de tarde, levando alegria às pessoas que passavam por ali, atitude que lhe rendeu o Prêmio IAB Gentileza Urbana em 1996. A música ao cair da tarde só cessou com o falecimento do músico.
Ficou o exemplo. Tão bom quanto o dos sinos do Mosteiro Beneditino Nossa Senhora das Graças, na mesma cidade, premiado um pouco antes, em 1994. Na época de sua construção, em 1949, o mosteiro ganhou uma torre que não suportou o peso dos cinco sinos doados ao local nos anos 60 por uma família que preferiu manter-se no anonimato. A encomenda, vinda da Alemanha, demorou cinco meses para chegar ao destino, mas logo teve que ser posta de lado: a torre balançou com o peso e os sinos foram retirados. Somente em 1980 foi conseguido apoio para reforçar a construção e, "para nossa alegria", como diz a irmã Agostinha, os sinos nunca mais pararam de tocar. Aos domingos e em dias de festas religiosas os moradores das imediações escutam as badaladas romperem a mata que cerca o mosteiro, no alto de uma colina, e invadirem as ruas do bairro Vila Paris.
Mas não é preciso botar a mão no bolso para fazer à cidade uma doação, que é o espírito da gentileza urbana. Quer tornar seu quarteirão mais agradável? Que tal aparar a grama da calçada, separar o lixo ou pintar a fachada de casa? O primeiro passo é perceber que você pode fazer algo pela cidade e ficar atento às suas possibilidades. Foi assim que nasceu o Teatro na Janela, uma série de esquetes que a Cia. Artesãos do Corpo apresentou toda quarta-feira, durante dois anos, da janela de um prédio do centro de São Paulo. Da calçada do outro lado da rua, moradores e transeuntes desavisados paravam para olhar o teatro que saía da janela. As apresentações não duravam mais do que dez minutos, mas serviam para fazer as pessoas interromperem seus trajetos apressados, alheias ao que as cercava, e recuperar o hábito de estar na cidade, contemplando o que acontece. Volta e meia, o grupo se reúne novamente, para uma "teatrada" esporádica. Nunca se sabe quando. Melhor assim, por conta do inesperado.
Maceió também contabiliza uma doação artística, que no ano passado ficou entre os dez ganhadores do Prêmio Gentileza local. No bairro Jaraguá, onde nasceu a cidade, um grupo de 36 artistas plásticos pintou painéis influenciados pela arte naïf, xilogravura e pintura afro, uma galeria a céu aberto onde antes só se via o cimento cinza dos muros dos trapiches e armazéns de mercadorias.
Aliás, surpreender é uma das maiores delícias das gentilezas urbanas. Que o diga um morador da também paulistana Vila Mariana. Num dia de 1983, Airton Camargo topou com os portões de um casarão da rua Santa Cruz abertos. Resolveu entrar e conferir o que mais havia além das árvores frutíferas que transbordavam do lote de 13 mil metros quadrados e deparou com a primeira edificação modernista do país, uma casa erguida em 1927 e esquecida no meio do mato. No mesmo dia, soube que os proprietários do terreno o haviam vendido para a construção de um prédio e decidiu agir. Juntou moradores da região e formou a Associação Pró-Parque Modernista, que lutou para que o imenso quintal virasse um parque público. E assim foi. Em 1986, o local foi tombado como bem de importância nacional. Airton o chama de parque da contemplação, "o lugar ideal para passear com o filho, ler jornal. Quem entra tem que andar em um novo ritmo, pelos caminhos de pedra". Um ambiente intimista e acolhedor, assim como só mesmo o quintal de casa.
Fonte: Internet.
Conheça exemplos de atitudes simples que alegram as cidades e seja gentil com a sua também.
por Priscilla Santos.
Inspire-se
Os premiados (assim como outros exemplos de gentilezas que você vê nas páginas desta reportagem) nos mostram que ser cordial com a cidade pode ser bem simples. Em certos casos, você nem precisa sair muito da rotina para ser gentil. Às vezes basta, digamos, posicionar-se melhor, como o músico José Ladislau da Silva, o Seu Juju. Ele poderia ter ensaiado suas apresentações num conservatório. Em vez disso, resolveu tocar trompete na sacada do 12º andar de seu apartamento, em Belo Horizonte. Fez isso durante anos, nos fins de tarde, levando alegria às pessoas que passavam por ali, atitude que lhe rendeu o Prêmio IAB Gentileza Urbana em 1996. A música ao cair da tarde só cessou com o falecimento do músico.
Ficou o exemplo. Tão bom quanto o dos sinos do Mosteiro Beneditino Nossa Senhora das Graças, na mesma cidade, premiado um pouco antes, em 1994. Na época de sua construção, em 1949, o mosteiro ganhou uma torre que não suportou o peso dos cinco sinos doados ao local nos anos 60 por uma família que preferiu manter-se no anonimato. A encomenda, vinda da Alemanha, demorou cinco meses para chegar ao destino, mas logo teve que ser posta de lado: a torre balançou com o peso e os sinos foram retirados. Somente em 1980 foi conseguido apoio para reforçar a construção e, "para nossa alegria", como diz a irmã Agostinha, os sinos nunca mais pararam de tocar. Aos domingos e em dias de festas religiosas os moradores das imediações escutam as badaladas romperem a mata que cerca o mosteiro, no alto de uma colina, e invadirem as ruas do bairro Vila Paris.
Mas não é preciso botar a mão no bolso para fazer à cidade uma doação, que é o espírito da gentileza urbana. Quer tornar seu quarteirão mais agradável? Que tal aparar a grama da calçada, separar o lixo ou pintar a fachada de casa? O primeiro passo é perceber que você pode fazer algo pela cidade e ficar atento às suas possibilidades. Foi assim que nasceu o Teatro na Janela, uma série de esquetes que a Cia. Artesãos do Corpo apresentou toda quarta-feira, durante dois anos, da janela de um prédio do centro de São Paulo. Da calçada do outro lado da rua, moradores e transeuntes desavisados paravam para olhar o teatro que saía da janela. As apresentações não duravam mais do que dez minutos, mas serviam para fazer as pessoas interromperem seus trajetos apressados, alheias ao que as cercava, e recuperar o hábito de estar na cidade, contemplando o que acontece. Volta e meia, o grupo se reúne novamente, para uma "teatrada" esporádica. Nunca se sabe quando. Melhor assim, por conta do inesperado.
Maceió também contabiliza uma doação artística, que no ano passado ficou entre os dez ganhadores do Prêmio Gentileza local. No bairro Jaraguá, onde nasceu a cidade, um grupo de 36 artistas plásticos pintou painéis influenciados pela arte naïf, xilogravura e pintura afro, uma galeria a céu aberto onde antes só se via o cimento cinza dos muros dos trapiches e armazéns de mercadorias.
Aliás, surpreender é uma das maiores delícias das gentilezas urbanas. Que o diga um morador da também paulistana Vila Mariana. Num dia de 1983, Airton Camargo topou com os portões de um casarão da rua Santa Cruz abertos. Resolveu entrar e conferir o que mais havia além das árvores frutíferas que transbordavam do lote de 13 mil metros quadrados e deparou com a primeira edificação modernista do país, uma casa erguida em 1927 e esquecida no meio do mato. No mesmo dia, soube que os proprietários do terreno o haviam vendido para a construção de um prédio e decidiu agir. Juntou moradores da região e formou a Associação Pró-Parque Modernista, que lutou para que o imenso quintal virasse um parque público. E assim foi. Em 1986, o local foi tombado como bem de importância nacional. Airton o chama de parque da contemplação, "o lugar ideal para passear com o filho, ler jornal. Quem entra tem que andar em um novo ritmo, pelos caminhos de pedra". Um ambiente intimista e acolhedor, assim como só mesmo o quintal de casa.
Fonte: Internet.
domingo, 4 de abril de 2010
O amor em movimento - Domingo de Páscoa...
"Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em constante libertação, é crer na vida que vence a morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho e vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem."
Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos a nós mesmos mais um pouquinho e vermos que hoje somos melhores do que fomos ontem."
sábado, 3 de abril de 2010
Gentileza urbana
Atitudes simples capazes de trazer mais poesia ao nosso cotidiano, essa é a idéia.
Gestos que surjam inesperadamente para nos devolver o prazer de viver na metrópole, de ficar na janela a observá-la, de ouvir seu som.
A sinfonia dos carros a passar, dos passarinhos nas árvores, das crianças brincando na praça, dos sinos da igreja lá longe.
A alegria de andar pelas ruas e sentir o cheiro do tempo e dos frutos.
De ver as cores das casas e dos jardins.
Talvez fossem essas sensações que, na Grécia antiga, Aristóteles já aconselhava conservar.
Pelo menos, em seu livro Ética a Nicômaco, ele ressaltou o cuidado com o corpo, com a alimentação, com o amor e, sobretudo, com a cidade.
Como se essa fosse tão orgânica quanto nós, palpite que Aristóteles confirma ao dizer que o que nos une à pólis é um sentimento humano: a amizade.
E foi para celebrar essa amizade que surgiu, em Belo Horizonte, o Prêmio IAB Gentileza Urbana.
No início dos anos 90, a Associação Mineira de Defesa do Ambiente fazia uma lista de entidades poluidoras da cidade, e o Instituto dos Arquitetos do Brasil de Minas Gerais (IAB-MG) quis fazer o mesmo com empresas do ramo da arquitetura e construção.
Porém, o então diretor de marketing da regional, João Grillo, propôs o contrário: homenagear aqueles que faziam coisas boas pela cidade.
Assim, em 1993, surgiu a premiação que, ainda hoje, ocorre ano a ano.
A boa nova foi descobrir que o prêmio mineiro impulsionou a criação de eventos semelhantes no Rio de Janeiro, a partir de 2000, e em Maceió, ano passado.
Todos realizados pelas respectivas regionais do IAB.
Fonte: Internet.
Gestos que surjam inesperadamente para nos devolver o prazer de viver na metrópole, de ficar na janela a observá-la, de ouvir seu som.
A sinfonia dos carros a passar, dos passarinhos nas árvores, das crianças brincando na praça, dos sinos da igreja lá longe.
A alegria de andar pelas ruas e sentir o cheiro do tempo e dos frutos.
De ver as cores das casas e dos jardins.
Talvez fossem essas sensações que, na Grécia antiga, Aristóteles já aconselhava conservar.
Pelo menos, em seu livro Ética a Nicômaco, ele ressaltou o cuidado com o corpo, com a alimentação, com o amor e, sobretudo, com a cidade.
Como se essa fosse tão orgânica quanto nós, palpite que Aristóteles confirma ao dizer que o que nos une à pólis é um sentimento humano: a amizade.
E foi para celebrar essa amizade que surgiu, em Belo Horizonte, o Prêmio IAB Gentileza Urbana.
No início dos anos 90, a Associação Mineira de Defesa do Ambiente fazia uma lista de entidades poluidoras da cidade, e o Instituto dos Arquitetos do Brasil de Minas Gerais (IAB-MG) quis fazer o mesmo com empresas do ramo da arquitetura e construção.
Porém, o então diretor de marketing da regional, João Grillo, propôs o contrário: homenagear aqueles que faziam coisas boas pela cidade.
Assim, em 1993, surgiu a premiação que, ainda hoje, ocorre ano a ano.
A boa nova foi descobrir que o prêmio mineiro impulsionou a criação de eventos semelhantes no Rio de Janeiro, a partir de 2000, e em Maceió, ano passado.
Todos realizados pelas respectivas regionais do IAB.
Fonte: Internet.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Conheça exemplos de atitudes simples que alegram as cidades e seja gentil com a sua também...
Bom lugar de estar
Se cada um faz um pouquinho, a vida urbana fica muito mais agradável.
por Priscilla Santos.
O arquiteto holandês Aldo van Eyck costumava dizer que uma casa é uma cidade minúscula, e uma cidade é uma casa imensa. Pense nessa comparação no seu dia-a-dia. As semelhanças não demoram a saltar aos olhos: da mesma forma que você vai do escritório ao quintal, você deixa o trabalho e faz um passeio no parque. Outro exemplo: vai do restaurante ao cinema assim como da cozinha à sala de TV depois do almoço. Certo, tanto a casa quanto a cidade são lugares onde se vivem momentos cotidianos. Mas então por que você não cuida da cidade com o mesmo esmero com que trata a casa?
Não vale dizer que isso é responsabilidade da prefeitura. Tudo bem que pagamos impostos e elegemos a cada quatro anos representantes para defender os interesses coletivos, mas isso é suficiente apenas para a infra-estrutura: saneamento básico, eletricidade, limpeza das ruas, cabos para gás. Aposto que sua "cidade minúscula" vai muito além. As paredes não estão no reboco e o chão no cimento, estão? Provavelmente tudo está bem pintado, com quadros pendurados, tapetes, plantas, porta-retratos e mil outros detalhes que fazem de sua morada o doce lar.
Um ambiente bem cuidado faz bem ao espírito. E isso é tão evidente que dá até para adivinhar como é a parte da cidade de que você mais gosta. Quer ver? Pense no quarteirão da sua casa. Dê uma volta mental ao redor dele. Que trechos você acha mais agradáveis? De quais você não gosta? Deixa eu ver se acerto. Provavelmente os pedaços menos agradáveis têm muros altos, calçadas descuidadas, sem vida. Talvez também haja prédios que cubram seus jardins com paredes de concreto e casas com grades altas e avisos de "cuidado: cão perigoso" que, se dissessem "pessoas: queremos distância", daria no mesmo. A existência de lugares assim se deve, em grande parte, à falta de atenção das pessoas com o que vai do portão de casa para fora. Como se, do passeio em diante, o problema fosse do governo, das ONGs e do que mais puder amenizar a ausência de um cidadão que faça mais do que a lei o obriga.
Também não adianta varrer o lixo e jogá-lo debaixo do tapete só para falar que fez. Ser gentil com a cidade só resolve se a atitude for espontânea, para melhorar a vida coletiva. E, para um sujeito deixar a comodidade solitária de sua vida privada e fazer algo pelo todo, é preciso que se sinta parte dele: esta cidade é minha casa, faço parte dela e, por isso, tenho que cuidar deste espaço. Ao fazer isso, acaba chamando a atenção do outro: acorde, esse lugar é nosso, vamos melhorá-lo. Os círculos virtuosos precisam de um empurrão para entrar em movimento.
A parte boa é que muitas pessoas já despertaram para isso. Os trechos agradáveis do seu quarteirão provavelmente têm árvores que dão uma boa sombra e, de quando em quando, até frutos. Ou então as casas e os edifícios oferecem algo a quem passa, nem que seja a visão agradável de uma fachada bem pintada, um jardim à vista dos passantes ou uma marquise que abriga da chuva. As calçadas provavelmente são desimpedidas e cuidadas. Pois é, a cidade também está cheia de pequenas oferendas à espera de olhares atentos para detectá-las.
Fonte: Internet.
Se cada um faz um pouquinho, a vida urbana fica muito mais agradável.
por Priscilla Santos.
O arquiteto holandês Aldo van Eyck costumava dizer que uma casa é uma cidade minúscula, e uma cidade é uma casa imensa. Pense nessa comparação no seu dia-a-dia. As semelhanças não demoram a saltar aos olhos: da mesma forma que você vai do escritório ao quintal, você deixa o trabalho e faz um passeio no parque. Outro exemplo: vai do restaurante ao cinema assim como da cozinha à sala de TV depois do almoço. Certo, tanto a casa quanto a cidade são lugares onde se vivem momentos cotidianos. Mas então por que você não cuida da cidade com o mesmo esmero com que trata a casa?
Não vale dizer que isso é responsabilidade da prefeitura. Tudo bem que pagamos impostos e elegemos a cada quatro anos representantes para defender os interesses coletivos, mas isso é suficiente apenas para a infra-estrutura: saneamento básico, eletricidade, limpeza das ruas, cabos para gás. Aposto que sua "cidade minúscula" vai muito além. As paredes não estão no reboco e o chão no cimento, estão? Provavelmente tudo está bem pintado, com quadros pendurados, tapetes, plantas, porta-retratos e mil outros detalhes que fazem de sua morada o doce lar.
Um ambiente bem cuidado faz bem ao espírito. E isso é tão evidente que dá até para adivinhar como é a parte da cidade de que você mais gosta. Quer ver? Pense no quarteirão da sua casa. Dê uma volta mental ao redor dele. Que trechos você acha mais agradáveis? De quais você não gosta? Deixa eu ver se acerto. Provavelmente os pedaços menos agradáveis têm muros altos, calçadas descuidadas, sem vida. Talvez também haja prédios que cubram seus jardins com paredes de concreto e casas com grades altas e avisos de "cuidado: cão perigoso" que, se dissessem "pessoas: queremos distância", daria no mesmo. A existência de lugares assim se deve, em grande parte, à falta de atenção das pessoas com o que vai do portão de casa para fora. Como se, do passeio em diante, o problema fosse do governo, das ONGs e do que mais puder amenizar a ausência de um cidadão que faça mais do que a lei o obriga.
Também não adianta varrer o lixo e jogá-lo debaixo do tapete só para falar que fez. Ser gentil com a cidade só resolve se a atitude for espontânea, para melhorar a vida coletiva. E, para um sujeito deixar a comodidade solitária de sua vida privada e fazer algo pelo todo, é preciso que se sinta parte dele: esta cidade é minha casa, faço parte dela e, por isso, tenho que cuidar deste espaço. Ao fazer isso, acaba chamando a atenção do outro: acorde, esse lugar é nosso, vamos melhorá-lo. Os círculos virtuosos precisam de um empurrão para entrar em movimento.
A parte boa é que muitas pessoas já despertaram para isso. Os trechos agradáveis do seu quarteirão provavelmente têm árvores que dão uma boa sombra e, de quando em quando, até frutos. Ou então as casas e os edifícios oferecem algo a quem passa, nem que seja a visão agradável de uma fachada bem pintada, um jardim à vista dos passantes ou uma marquise que abriga da chuva. As calçadas provavelmente são desimpedidas e cuidadas. Pois é, a cidade também está cheia de pequenas oferendas à espera de olhares atentos para detectá-las.
Fonte: Internet.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
A Semana Santa em Ouro Preto...

A cidade de Ouro Preto tem uma maneira peculiar de celebrar a Quaresma e a Semana Santa. Por características inerentes à sua formação, a cidade possui duas igrejas matrizes, a Matriz de Nossa Senhora do Pilar e o Santuário de Nossa Senhora da Conceição, que se revezam na realização da Semana Santa. Em 2010, a responsabilidade ficou a cargo da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar.
A preparação para a Semana Santa tem início na Quarta-feira de Cinzas. Nessa data, os altares recebem grossos panos de cores sóbrias cobrindo as imagens dos santos e as cruzes. As imagens só voltam a ser expostas no Sábado de Aleluia.
Também faz parte da preparação da Semana Santa o Setenário das Dores. A celebração acontece durante as sete sextas-feiras que antecedem a Sexta-feira da Paixão. A comunidade se reúne na igreja para rezar e refletir sobre as sete dores de Maria, mãe de Jesus. A imagem de Nossa Senhora das Dores aparece com sete punhais cravados no peito. A cada dia, um punhal é retirado.
Na sexta-feira anterior ao Domingo de Ramos acontece a Procissão do Depósito da imagem de Nossa Senhora das Dores. A imagem sai da Igreja de Nossa Senhora das Dores e é levada para a Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia (Mercês de Cima). No sábado é a vez da Procissão do Depósito da imagem de Nosso Senhor dos Passos, que vai da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar para a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Por estar no período da Quaresma, as duas imagens saem para a procissão cobertas por tecidos.
No Domingo de Ramos, os católicos vão às igrejas levando ramos de plantas para serem abençoadas durante as missas da manhã. À tarde acontece a Procissão do Encontro. As imagens de Nossa Senhora das Dores e de Nosso Senhor dos Passos carregando a cruz saem em procissão. A Senhora das Dores sai da Igreja das Mercês de Cima e a do Senhor dos Passos sai da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. As duas imagens se encontram na Praça Tiradentes, onde acontece o sermão de abertura da Semana Santa.
Na noite da Quarta-feira Santa acontece uma celebração de origem medieval, o Ofício das Trevas. A igreja fica às escuras: apenas um candelabro com velas ilumina o templo. Os fiéis rezam salmos, lamentações e fazem leituras da Bíblia. Ao final de cada salmo, uma vela é apagada. A celebração lembra a amargura de Cristo, descrita pelos profetas da Bíblia.
Na Quinta-feira Santa Ouro Preto celebra o Lava Pés, em frente à Igreja de São Francisco de Assis. Os apóstolos são representados por crianças da comunidade. O padre, após o sermão, lava os pés das crianças. A cerimônia representa a humildade de Jesus Cristo.
Na Sexta-feira da Paixão acontece uma das procissões mais belas da tradição ouropretana: a Procissão do Enterro. O adro da Igreja de São Francisco de Assis mostra a imagem de Cristo na cruz, cercado por soldados romanos. Após o sermão, a imagem do Senhor dos Passos é retirada da cruz e colocada no féretro. A procissão é composta pelas irmandades da cidade e por pessoas da comunidade representando figuras bíblicas, como Abraão, Isaac, Jacó e os profetas, dentre outros. O féretro com a imagem do Senhor Morto é acompanhado pelos soldados romanos. Atrás vem a imagem de Nossa Senhora das Dores e a banda, que toca músicas fúnebres. Neste dia, não há missas e toque de sinos.
O Sábado de Aleluia marca o início do ano litúrgico católico, com a bênção do fogo novo e da água batismal. Também é o dia da confecção dos tapetes de serragem. O trabalho, que surgiu em Ouro Preto em 1733, é marcado pela religiosidade e pelo espírito comunitário. Os tapetes são confeccionados nas ruas por onde passa a Procissão da Ressurreição e contam com a participação de moradores e turistas. O trabalho vara a madrugada, e é a solidariedade dos moradores do trajeto que impulsiona o trabalho. Músicos ouro-pretanos percorrem o caminho animando os artesãos.
O Domingo de Páscoa começa com a missa no Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em celebração à Ressurreição de Jesus. Após a missa, a Procissão do Santíssimo Sacramento é formada e percorre o caminho dos tapetes de serragem. É uma procissão festiva, que termina na Igreja de Nossa Senhora do Rosário. As casas da cidade mostram a alegria da data com as toalhas coloridas que pendem das janelas e sacadas.
Fonte: Internet.
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