O Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR) apresenta a programação para as oficinas de eco artesanato em junho de 2010. Serão oferecidas turmas as terças e quintas-feiras, no período da manhã e tarde.
As oficinas são espaços para ensinar a construção de objetos a partir de materiais reaproveitados e ainda incentivar a mudança de atitudes. Os participantes são sensibilizados para a prática dos 3Rs, Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
As aulas são gratuitas e as turmas têm vagas limitadas, com o máximo de 25 alunos por turma e o mínimo de 5 alunos confirmados.
A idade mínima é 14 anos.
Informações e inscrições por meio do telefone (31) 3465-1211.
Em junho, mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, as oficinas oferecidas serão:
01/06 – Papel Artesanal (Manhã)
03/06 – Porta Sementes (Tarde)
08/06 – Caixa de Presente (Tarde)
09/06 – Bijuteria com metal (Tarde)
10/06 – Mosaico (Tarde)
15/06 – Flor de Alumínio (Tarde)
17/06 – Cartão com papel artesanal (Tarde)
22/06 – Puff com PET (Tarde)
24/06 – Chaveiro com metal (Tarde)
29/06 – Papel Artesanal (Tarde)
Fonte: Minas Sustentável
segunda-feira, 7 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Asmare - Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitavel de Belo Horizonte...
A Asmare tem cerca de 380 associados e beneficia, indiretamente, mais de 1500 pessoas.
Além do trabalho de coleta realizados pelos catadores, a Associação desenvolve um trabalho de parceria junto a empresas, escolas, condomínios, órgãos públicos, entre outros, para a coleta de recicláveis.
O material reciclado produzido pelos parceiros é doado à Associação que, deste modo, pode gerar e sustentar postos de trabalho para catadores e ex-moradores de rua.
A organização da produção é acompanhada pelo processo de resgate da auto-estima e da cidadania de uma população historicamente excluída.
A Asmare recolhe por mês cerca de 450 toneladas de lixo contendo papel, papelão, revistas, jornais, latas de alumínio, garrafas PET e plásticos.
Com exceção do vidro e da borracha, recebe quase todos os outros tipos de material. Tudo é separado, prensado e estocado, antes de seguir para a reciclagem.
Nos galpões, parte desse material é utilizado nas oficinas de reciclagem que geram postos de trabalho para 27 pessoas. Todos são ex-moradores de rua.
Além das oficinas, eles também estão inseridos na triagem de materiais.
Um pouco de sua história
Os catadores de papel já fazem parte da realidade de BH há mais de 50 anos.
Sem nenhuma organização, integravam a economia de maneira marginal, eram discriminados e desconheciam o importante papel ambiental que desempenhavam para a preservação do meio ambiente.
Em 87, com o apoio da Pastoral de Rua, iniciam o processo de organização social e produtiva, que permite hoje, a 380 pessoas, acesso à cidadania.
Uma nova história começa a ser escrita.
O lixo, matéria-prima reciclável, torna-se objeto de trabalho e capital da associação que seria fundada em 1990.
Em 1993, a gestão municipal opta, ao implantar a coleta seletiva na cidade, por estabelecer uma parceira com catadores, reconhecendo-os como agentes ambientais prioritários na execução desta política.
Orgulho de Minas: Dona Geralda, autoestima e cidadania
Essa é a receita que Dona Geralda, diretora da Asmare, encontrou para organizar sua vida e ainda ajudar muitas pessoas:
"Num existe lixo.
Tudo que a gente joga fora pode ser usado.
Só vira lixo porque a gente não separa", já explica para começar a conversa Maria das Graças Marçal, de 59 anos, membro da diretoria financeira da Asmare, em Belo Horizonte.
Maria ou Dona Geralda – como prefere ser chamada, “nome de batismo” – é casada há 45 anos, mãe de 9 filhos e catadora de papel desde os 8 anos.
A associação, referência mundial no que faz, atende hoje 230 catadores, ajudando cerca 1,5 mil pessoas.
São quase 500 toneladas de papel por mês.
Dona Geralda foi finalista do prêmio Cláudia de 2009, já foi a Washington dar palestras no Banco Mundial e a Nova York falar na ONU.
“O pessoal fica brincando que foram os meus cinco minutos de fama”, se diverte a catadora de papel que aprendeu a ler aos 40 anos.
“O tema da sustentabilidade está muito forte atualmente.
Sempre cuidei do meio ambiente, mas só fui descobrir isso mais tarde, quando aprendi o que era cidadania.” Saiba mais...
Fonte: Internet.
Além do trabalho de coleta realizados pelos catadores, a Associação desenvolve um trabalho de parceria junto a empresas, escolas, condomínios, órgãos públicos, entre outros, para a coleta de recicláveis.
O material reciclado produzido pelos parceiros é doado à Associação que, deste modo, pode gerar e sustentar postos de trabalho para catadores e ex-moradores de rua.
A organização da produção é acompanhada pelo processo de resgate da auto-estima e da cidadania de uma população historicamente excluída.
A Asmare recolhe por mês cerca de 450 toneladas de lixo contendo papel, papelão, revistas, jornais, latas de alumínio, garrafas PET e plásticos.
Com exceção do vidro e da borracha, recebe quase todos os outros tipos de material. Tudo é separado, prensado e estocado, antes de seguir para a reciclagem.
Nos galpões, parte desse material é utilizado nas oficinas de reciclagem que geram postos de trabalho para 27 pessoas. Todos são ex-moradores de rua.
Além das oficinas, eles também estão inseridos na triagem de materiais.
Um pouco de sua história
Os catadores de papel já fazem parte da realidade de BH há mais de 50 anos.
Sem nenhuma organização, integravam a economia de maneira marginal, eram discriminados e desconheciam o importante papel ambiental que desempenhavam para a preservação do meio ambiente.
Em 87, com o apoio da Pastoral de Rua, iniciam o processo de organização social e produtiva, que permite hoje, a 380 pessoas, acesso à cidadania.
Uma nova história começa a ser escrita.
O lixo, matéria-prima reciclável, torna-se objeto de trabalho e capital da associação que seria fundada em 1990.
Em 1993, a gestão municipal opta, ao implantar a coleta seletiva na cidade, por estabelecer uma parceira com catadores, reconhecendo-os como agentes ambientais prioritários na execução desta política.
Orgulho de Minas: Dona Geralda, autoestima e cidadania
Essa é a receita que Dona Geralda, diretora da Asmare, encontrou para organizar sua vida e ainda ajudar muitas pessoas:
"Num existe lixo.
Tudo que a gente joga fora pode ser usado.
Só vira lixo porque a gente não separa", já explica para começar a conversa Maria das Graças Marçal, de 59 anos, membro da diretoria financeira da Asmare, em Belo Horizonte.
Maria ou Dona Geralda – como prefere ser chamada, “nome de batismo” – é casada há 45 anos, mãe de 9 filhos e catadora de papel desde os 8 anos.
A associação, referência mundial no que faz, atende hoje 230 catadores, ajudando cerca 1,5 mil pessoas.
São quase 500 toneladas de papel por mês.
Dona Geralda foi finalista do prêmio Cláudia de 2009, já foi a Washington dar palestras no Banco Mundial e a Nova York falar na ONU.
“O pessoal fica brincando que foram os meus cinco minutos de fama”, se diverte a catadora de papel que aprendeu a ler aos 40 anos.
“O tema da sustentabilidade está muito forte atualmente.
Sempre cuidei do meio ambiente, mas só fui descobrir isso mais tarde, quando aprendi o que era cidadania.” Saiba mais...
Fonte: Internet.
sábado, 5 de junho de 2010
O Lixo nosso de cada dia...
No dia 05 de junho comemora-se o dia do meio ambiente.
A reciclagem e a sustentabilidade para mim e aqui no blog já é uma realidade, por isso, nada como falar do nosso lixo exatamente hoje...
O lixo brasileiro é considerado um dos mais ricos do mundo e sua reciclagem é fortemente sustentada pela catação informal.
A administração do lixo já é hoje uma das grandes preocupações na organização urbana.
As instituições e entidades ambientalistas têm divulgado números astronômicos sobre o assunto.
No Brasil, cada pessoa gera, em média, um quilo de lixo por dia Por ano, são produzidos 55 trilhões de quilos.
O lixo brasileiro é tido como um dos mais ricos do mundo.
Mas, para Heliana Katia Campos, secretária-executiva do Fórum Nacional Lixo e Cidadania, da Unicef não está sendo dada a devida importância às questões relativas ao saneamento ambiental, em especial à coleta e destinação adequada dos resíduos.
Ela alerta para o fato de que o descarte aleatório dos resíduos em nascentes, córregos, margens de rios e estradas, além de provocar problemas ambientais graves e poluir as águas, que muitas vezes são captadas para consumo, atrai para estes locais um exército de desempregados e famintos, que sobrevivem à custa da cata de resíduos para a sua alimentação e para comercialização.
Katia ressalta ainda que o problema da catação de lixo por seres humanos é "regra geral", de norte a sul do país, tanto em cidades de pequeno porte como nas grandes capitais.
"É uma situação constrangedora e inaceitável, fruto da miséria, do desemprego e da busca desesperada pela sobrevivência".
O programa da Unicef preconiza a necessidade de uma intervenção social voltada ao resgate da cidadania dos trabalhadores que vivem em condições de absoluta pobreza, "sobrevivendo das sobras e dos desperdícios dos mais afortunados".
Como alternativa à catação nos lixões, o Lixo e Cidadania procura incentivar a coleta seletiva, com a participação das famílias dos catadores, propiciando a geração de postos de trabalho e renda para as mesmas. Saiba mais...
A reciclagem e a sustentabilidade para mim e aqui no blog já é uma realidade, por isso, nada como falar do nosso lixo exatamente hoje...
O lixo brasileiro é considerado um dos mais ricos do mundo e sua reciclagem é fortemente sustentada pela catação informal.
A administração do lixo já é hoje uma das grandes preocupações na organização urbana.
As instituições e entidades ambientalistas têm divulgado números astronômicos sobre o assunto.
No Brasil, cada pessoa gera, em média, um quilo de lixo por dia Por ano, são produzidos 55 trilhões de quilos.
O lixo brasileiro é tido como um dos mais ricos do mundo.
Mas, para Heliana Katia Campos, secretária-executiva do Fórum Nacional Lixo e Cidadania, da Unicef não está sendo dada a devida importância às questões relativas ao saneamento ambiental, em especial à coleta e destinação adequada dos resíduos.
Ela alerta para o fato de que o descarte aleatório dos resíduos em nascentes, córregos, margens de rios e estradas, além de provocar problemas ambientais graves e poluir as águas, que muitas vezes são captadas para consumo, atrai para estes locais um exército de desempregados e famintos, que sobrevivem à custa da cata de resíduos para a sua alimentação e para comercialização.
Katia ressalta ainda que o problema da catação de lixo por seres humanos é "regra geral", de norte a sul do país, tanto em cidades de pequeno porte como nas grandes capitais.
"É uma situação constrangedora e inaceitável, fruto da miséria, do desemprego e da busca desesperada pela sobrevivência".
O programa da Unicef preconiza a necessidade de uma intervenção social voltada ao resgate da cidadania dos trabalhadores que vivem em condições de absoluta pobreza, "sobrevivendo das sobras e dos desperdícios dos mais afortunados".
Como alternativa à catação nos lixões, o Lixo e Cidadania procura incentivar a coleta seletiva, com a participação das famílias dos catadores, propiciando a geração de postos de trabalho e renda para as mesmas. Saiba mais...
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Andaimes começam a ser retirados do Cristo...
Eu postei aqui no Blog sobre a Reforma do Cristo Redentor, um post com fotos incríveis.
Ontem, os andaimes começaram a ser retirados, como podemos ver nessa reportagem da bandnews:
Após quatro meses de obras, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, voltou a mostrar a cara.
Os andaimes que cobriam o monumento começaram a ser retirados ontem.
Uma festa de reinauguração está marcada para o próximo dia 30.
Ontem, os andaimes começaram a ser retirados, como podemos ver nessa reportagem da bandnews:
Após quatro meses de obras, o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, voltou a mostrar a cara.
Os andaimes que cobriam o monumento começaram a ser retirados ontem.
Uma festa de reinauguração está marcada para o próximo dia 30.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O amor em movimento...
O caminho para a realização do propósito de vida, nem sempre é fácil.
Mas se conservamos os olhos abertos para as oportunidades, as portas se abrirão no tempo certo.
Tudo tem a hora de acontecer.
Mas se conservamos os olhos abertos para as oportunidades, as portas se abrirão no tempo certo.
Tudo tem a hora de acontecer.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
No Brasil, futebol é religião por Ed Rene Kivitz...
As palavras do Pastor Ed René Kivitz, me lembraram as sábias palavras do escritor Rubem Alves, que me batizou na Igreja Presbiteriana e por quem eu tenho uma imensa admiração.
Parabéns Pastor, pelas sábias e tão necessárias palavras!
No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos, atual campeão paulista de futebol, foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas.
O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.
Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.
Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo(24a), Marquinhos (28a) e André (19a), todos ídolos super-aguardados.
O motivo teria sido religioso: a instituição era o "Lar Espírita Mensageiros da Luz", de Santos-SP, cujo lema é "Assistência à Paralisia Cerebral".
Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade.
Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.
Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.
Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com P maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto "No Brasil, futebol é religião"...
Os meninos da Vila pisaram na bola.
Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos.
Fizeram a cabeça deles.
O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros.
Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais Bíblia e de cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.
Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.
Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância.
A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus.
Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.
E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus.
Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.
Parabéns Pastor, pelas sábias e tão necessárias palavras!
No dia 1°/Abr/2010, o elenco do Santos, atual campeão paulista de futebol, foi a uma instituição que abriga trinta e quatro pessoas.
O objetivo era distribuir ovos de Páscoa para crianças e adolescentes, a maioria com paralisia cerebral.
Ocorreu que boa parte dos atletas não saiu do ônibus que os levou.
Entre estes, Robinho (26a), Neymar (18a), Ganso (21a), Fábio Costa (32a), Durval (29a), Léo(24a), Marquinhos (28a) e André (19a), todos ídolos super-aguardados.
O motivo teria sido religioso: a instituição era o "Lar Espírita Mensageiros da Luz", de Santos-SP, cujo lema é "Assistência à Paralisia Cerebral".
Visivelmente constrangido, o técnico Dorival Jr. tentou convencer o grupo a participar da ação de caridade.
Posteriormente, o Santos informou que os jogadores não entraram no local simplesmente porque não quiseram.
Dentro da instituição, os outros jogadores participaram da doação dos 600 ovos, entre eles, Felipe (22a), Edu Dracena (29a), Arouca (23a), Pará (24a) e Wesley (22a), que conversaram e brincaram com as crianças.
Eis que o escritor, conferencista e Pastor (com P maiúsculo) ED RENÉ KIVITZ, da Igreja Batista de Água Branca (São Paulo), fez uma análise profunda sobre o ocorrido e escreveu o texto "No Brasil, futebol é religião"...
Os meninos da Vila pisaram na bola.
Mas prefiro sair em sua defesa.
Eles não erraram sozinhos.
Fizeram a cabeça deles.
O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros.
Por isso cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica a superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião.
A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé.
A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais Bíblia e de cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra à prática do homossexualismo, ou mesmo se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião.
Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião.
Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião.
O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância.
A religião coloca de um lado os adoradores de Allá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus.
Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.
E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir enquanto outros e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.
Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas.
E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz.
Os valores espirituais agregam pessoas, aproxima os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião.
Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus.
Quando você vive no mundo da espiritualidade que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e miséria de uma paralisia mental.
terça-feira, 1 de junho de 2010
O amor em movimento...
Quantos são os caminhos para encontrar Deus? De quantas estradas é feito o nosso trilhar para entender as coisas de Deus? Quais são os caminhares que nos levam a Deus?
Não houve na História da Humanidade cultura alguma que não tivesse nos seus valores o entendimento de Deus.
As formas de interpretação da Divindade variaram às centenas, porém, nenhum povo houve que negasse a existência de uma força maior a comandar os desígnios do Universo.
Assim, crer na existência de Deus transcende o aspecto cultural e se insere na essência do sentimento humano de que existe um Criador a gerar a vida, do macro ao microcosmo.
E, ao longo da História, vários foram os ensaios para se explicar e entender Deus.
Seja o deus castigo e vingança das civilizações antigas, ou o deus concebido em forma humana, como nas mitologias greco-romanas, ou ainda o deus natureza dos celtas, sempre foram tentativas do homem de entender Deus.
E hoje, como entendemos Deus?
Provavelmente as suas respostas e explicações acerca da Divindade estão pautadas em uma explicação doutrinária ou religiosa.
E é exatamente para isso que as religiões se estruturam: para nos ajudar a redescobrir Deus, Suas Leis, Seus desígnios e para Ele nos voltarmos.
Desta forma, podemos entender a religião não como um fim e sim um meio. O meio que encontramos para entender Deus e tê-Lo na nossa vida diária.
E, sendo a religião o meio que usamos para reencontrar Deus, é natural que cada um de nós tenha necessidade de um caminho que seja coerente e próprio em relação ao seu amadurecimento emocional, seus valores e conceitos.
Por isso, cada um de nós escolhe essa ou aquela escola religiosa, esse ou aquele caminho para chegar a Deus.
Porém, para Deus, todos os caminhos que levem a Ele são dignos de respeito. Toda doutrina, toda religião que nos torne melhores, é válida.
Além disso, devemos lembrar que a religião por si só não basta em nossa vida. Como também, para sermos pessoas de bem, a religião não é imprescindível.
Há inúmeras pessoas que, sem professarem nenhuma religião, têm uma vida de respeito ao próximo, de conduta ilibada, de retidão de caráter inquestionável.
E outras, apegadas a essa ou aquela escola religiosa, se mostram só preocupadas com a externalidade da religião, cuidando muito pouco do seu mundo íntimo.
Se a religião que escolhemos nos faz pessoas melhores, nos ajuda a entender as Leis de Deus, a nos entender e a entender ao próximo, essa é a melhor religião para nós.
Porém, se ainda nos vinculamos a uma religião, preocupados com o que os outros estão vendo ou pensando, somente para satisfazer vaidades ou expectativas nossas ou de outros, há que se repensar como estamos construindo nossa relação com Deus.
O mais significativo para nós deve ser perceber que a religião que adotamos é o meio que encontramos de construir a religiosidade em nós, do entendimento de Deus, respeitando o próximo nos caminhos que ele escolher para compreender Deus e trazê-Lo para dentro de si.
Redação do Momento Espírita.
Em 28.05.2010.
Conheça um pouco mais...
Não houve na História da Humanidade cultura alguma que não tivesse nos seus valores o entendimento de Deus.
As formas de interpretação da Divindade variaram às centenas, porém, nenhum povo houve que negasse a existência de uma força maior a comandar os desígnios do Universo.
Assim, crer na existência de Deus transcende o aspecto cultural e se insere na essência do sentimento humano de que existe um Criador a gerar a vida, do macro ao microcosmo.
E, ao longo da História, vários foram os ensaios para se explicar e entender Deus.
Seja o deus castigo e vingança das civilizações antigas, ou o deus concebido em forma humana, como nas mitologias greco-romanas, ou ainda o deus natureza dos celtas, sempre foram tentativas do homem de entender Deus.
E hoje, como entendemos Deus?
Provavelmente as suas respostas e explicações acerca da Divindade estão pautadas em uma explicação doutrinária ou religiosa.
E é exatamente para isso que as religiões se estruturam: para nos ajudar a redescobrir Deus, Suas Leis, Seus desígnios e para Ele nos voltarmos.
Desta forma, podemos entender a religião não como um fim e sim um meio. O meio que encontramos para entender Deus e tê-Lo na nossa vida diária.
E, sendo a religião o meio que usamos para reencontrar Deus, é natural que cada um de nós tenha necessidade de um caminho que seja coerente e próprio em relação ao seu amadurecimento emocional, seus valores e conceitos.
Por isso, cada um de nós escolhe essa ou aquela escola religiosa, esse ou aquele caminho para chegar a Deus.
Porém, para Deus, todos os caminhos que levem a Ele são dignos de respeito. Toda doutrina, toda religião que nos torne melhores, é válida.
Além disso, devemos lembrar que a religião por si só não basta em nossa vida. Como também, para sermos pessoas de bem, a religião não é imprescindível.
Há inúmeras pessoas que, sem professarem nenhuma religião, têm uma vida de respeito ao próximo, de conduta ilibada, de retidão de caráter inquestionável.
E outras, apegadas a essa ou aquela escola religiosa, se mostram só preocupadas com a externalidade da religião, cuidando muito pouco do seu mundo íntimo.
Se a religião que escolhemos nos faz pessoas melhores, nos ajuda a entender as Leis de Deus, a nos entender e a entender ao próximo, essa é a melhor religião para nós.
Porém, se ainda nos vinculamos a uma religião, preocupados com o que os outros estão vendo ou pensando, somente para satisfazer vaidades ou expectativas nossas ou de outros, há que se repensar como estamos construindo nossa relação com Deus.
O mais significativo para nós deve ser perceber que a religião que adotamos é o meio que encontramos de construir a religiosidade em nós, do entendimento de Deus, respeitando o próximo nos caminhos que ele escolher para compreender Deus e trazê-Lo para dentro de si.
Redação do Momento Espírita.
Em 28.05.2010.
Conheça um pouco mais...
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